Porto do Rio Grande em 1908

Porto do Rio Grande em 1908

sábado, 21 de fevereiro de 2026

ILHA DOS MARINHEIROS COLORIZADA


https://www.danielchaiebleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=25333770#desc-compl

Peça que foi leiloada por danielchaiebleiloeiro com a seguinte descrição: "Antiga xilogravura iluminada a mão, intitulada Rio Grande do Sul, Brazil -med. 17 x 23cm ( gravura) -med. 35,5 x 41,5cm (moldura)". 

Foi uma agradável surpresa!

Desconhecia esta versão colorizada (sem datação) feita a partir de uma gravura publicada no The Illustrated London News de 30 de novembro de 1867 (na página 21 e autoria de David Powel). 

O artista estava na Ilha dos Marinheiros e, ao fundo, estão embarcações e prédios no Porto Velho do Rio Grande

IGREJA DOS INGLESES (1856)

 

https://www.brasilianaiconografica.art.br/obras/18105/igreja-dos-inglezes

Gravura de Pieter Godfried Bertichen do ano de 1856 (Litografia Imperial Rensburg). 

Observamos a primeira Igreja dos Ingleses (Christ Church) construída em 1820 na Rua Evaristo da Veiga no Rio de Janeiro. 

É o primeiro templo Anglicano construído no Brasil que era um país oficialmente católico. 

O contexto da construção autorizada por D. João VI foi a fuga da Família Real de Portugal em 1808 e a invasão francesa pelas tropas de Napoleão Bonaparte. A Inglaterra despontou como o maior aliado de Portugal que abandonou Lisboa e sediou o reino no Rio de Janeiro até 1821 (quando ocorre o retorno de D. João VI para Portugal). 

Pelo Tratado de Amizade e Comércio (1810), o artigo 12 estabelecia: "Sua Alteza Real o Príncipe Regente de Portugal declara e se obriga no seu próprio nome e no de seus herdeiros e sucessores a que os vassalos de Sua Majestade Britânica, residentes nos seus Territórios e Domínios, não serão perturbados, inquietados, perseguidos ou molestados por causa de sua Religião, mas antes terão perfeita liberdade de consciência e licença para assistirem e celebrarem o serviço divino em honra do Todo Poderoso Deus, quer seja dentro de suas casas particulares, quer nas particulares Igrejas e Capelas que Sua Alteza Real agora e para sempre graciosamente lhes concede a permissão de edificarem e manterem dentro de seus domínios e conquista, contato que as sobreditas capelas sejam construídas de tal maneira que exteriormente se assemelhem a casas de habitação e também que o uso de sinos não lhes seja permitido".

https://www.brasilianaiconografica.art.br/obras/18105/igreja-dos-inglezes

SANTA MARIA NA DÉCADA DE 1950

 

https://www.avenidalivros.com.br/peca.asp?Id=29123310

Cartão-postal de Santa Maria sem editor identificado. 

Imagem da Praça Saturnino de Brito e da Avenida Rio Branco na esquina da Dr. Bozano na década de 1950

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

PALOMETA/PIRANHA EM RIO GRANDE

Fotografia: Luiz Henrique Torres, 17-02-2026, 16h30. 

Fisguei um peixe que jamais imaginei pescar... 

No dia 17 de fevereiro deste ano, estava pegando alguns peixe-cachorro ou tambica (peixe exótico, mas já radicado na região a mais de três décadas - Acestrorynchus pantaneiro). Os espécimes tinha um comprimento de 20 centímetros garantindo uma briga divertida ao usar um caniço leve. Eles eram transportados para o barranco e pouco depois já eram colocados de volta em seu habitat. Realizo a pesca esportiva de pegue e largue. 

Nova fisgada, lá vem o peixe-cachorro número 5... Porém, o formato era totalmente diferente. Ao chegar no solo observei os dentes inconfundíveis de uma Piranha ou Palometa. 

56 anos pescando e tive o desprazer de pela primeira vez fisgar o temido peixe que já está presente no município do Rio Grande. 

Trata-se de, segundo minha hipótese, da piranha amarela (Serrasalmus maculatus) habitante do Rio Uruguai, mas que tem se difundido por rios/cursos de água do Rio Grande do Sul. Na década de 1970, meu pai pescou um exemplar pequeno no Rio Toropi ou Ibicuí-Mirim (memória em dúvida) na região de Santa Maria. 

O espécime que pesquei é adulto e tem 25 centímetros de comprimento. Conversei com um pescador que chegou ao local e ele ainda não tinha visto este peixe. Porém, outro pescador, já pegou dois exemplares naquela área. 

Relatos tem se multiplicado sobre o aparecimento de piranhas no Lago Guaíba e na Lagoa/Laguna dos Patos. Elas já estão no estuário da Lagoa e adentraram nestes berçários de reprodução de peixes e camarão. No caso, eu estava num curso de água próximo a uma ponte na Estrada da Quitéria na direção da Ilha da Torotama. Este curso que pode ser um pequeno arroio (a definir) deságua no Saco da Quitéria e na margem oposta está a Ilha dos Marinheiros. 

Local onde a Piranha foi pescada. Fotografia: Luiz Henrique Torres, 17-02-2026, 16h30. 


Fotografia: Luiz Henrique Torres, 17-02-2026, 16h30. 

*Não devolvi o peixe para a água. Ele não deve voltar ao convívio com os peixes nativos por ser um invasor agressivo. Está isolado em um aquário em casa.  

Artigo recente do periódico Ocean Coast (2025) aborda a invasão de duas espécies de palometas/piranhas na Lagoa dos Patos. O El Niño de 2023/2024, a Grande Enchente de 2024 podem ter dispersado esta espécie que já estava presente no Lago Guaíba e norte da Lagoa em direção ao sul da Lagoa dos Patos. 

O artigo alerta: "Considerando o potencial invasor dessas espécies, a presença de indivíduos sexualmente maduros e as características da Lagoa dos Patos com um mosaico diversificado de habitats adequados para peixes de água doce, medidas preventivas são importantes para evitar um processo invasivo, que poderia ter sérias consequências ecológicas e econômicas para o sistema da Lagoa dos Patos e sua rica biodiversidade".

Segue o link para leitura da publicação: https://www.scielo.br/j/ocr/a/WjPBFRppC3HLhPvxM9xzRVR/?format=html&lang=en

PERNAMBUCO/RECIFE (1899)

 

https://www.filatelicajungesleiloes.com.br/peca.asp?ID=28812959&ctd=436

Cartão-postal clássico do Brasil no estilo Gruss aus (Lembrança de...). 

Trata-se de Lembrança de Pernambuco editado pela Livraria Contemporânea (Recife) e circulado em julho de 1899. 

Três imagens colorizadas fazem parte da cidade do Recife do final do século XIX: a Matriz da Boa Vista, a Ponte da Boa Vista e a Praça Maciel Pinheiro. 

FÁBRICA RHEINGANTZ (1899)

 

https://www.betoassef.com.br/peca.asp?ID=29100740&ctd=369

Vejamos a descrição do leiloeiro Beto Assef Filatelia: "Frente de envelope circulado da Itália (18.10.99) para o Rio Grande (17 DEZ 99). Possivelmente, vem com insuficiência de porte e recebe 2 carimbos italianos T de taxa. Aqui chegando, recebe um carimbo de multa declarada de 400 réis, indicando o valor a ser pago como complemento devido à insuficiência do porte. A multa foi paga e comprovado o pagamento por 2 selos postais, 1 selo de 300 réis RHM 86a e 1 selo de 100 réis RHM 93M" (https://www.betoassef.com.br/peca.asp?ID=29100740&ctd=369).

Buscando outros elementos do envelope, observamos que foi enviado da Itália para um "senhor" de nome italiano na "Fábrica de Tecidos de Lã Rheingantz" na cidade do Rio Grande (Rio Grande do Sul). Possivelmente, era um funcionário da empresa fundada em Rio Grande em 1873 e que chegou a empregar mais de mil operários brasileiros, alemães, italianos, poloneses, portugueses e outras nacionalidades.

SÃO JOSÉ DO NORTE (1942)

 

https://www.albertolopesleiloeiro.com.br/peca.asp?Id=28796211


Fotografia de São José do Norte datada de setembro de 1942. No mês anterior, o Brasil entrou na Segunda Guerra Mundial. 

Em destaque a Igreja Matriz São José que foi celebrada em 1855. 

No lado esquerdo o Sobrado dos Imperadores mandado construir pelo comerciante português Antonio de Sá Araújo em 1801. No sobrado hospedou-se D. Pedro I em 1826 e D. Pedro II e a Imperatriz Tereza Cristina em 1845. 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

LAGOA DAS NOIVAS/ILHA DOS MARINHEIROS

 







Fotografias: Luiz Henrique Torres, 18-02-2026, 16h40. 

Um radiante e quente dia de verão na Ilha dos Marinheiros!  

Na quarta-feira, dia 18 de fevereiro, foi possível vislumbrar a Lagoa das Noivas. É um dos cenários mais bonitos da cidade. 

O efeito da estiagem na cidade do Rio Grande se tornou evidente na redução da lâmina de água que cobre aquela ampla área. Acredito que a área da Lagoa está reduzida para cerca de 20%. 

A torcida é que as chuvas retornem evitando uma cena que documentei a alguns anos no passado: a Lagoa das Noivas ficou completamente seca. 

RIO GRANDE - NEW YORK: THOMSEN & C. (1876)

 

https://www.filatelicaonlineleiloes.com.br/peca.asp?Id=23943139


Envelope enviado da cidade do Rio Grande em 16 de outubro de 1876 com destino a New York. 

A correspondência marítima chegou no dia 31 de outubro no Rio de Janeiro e em 1 de dezembro em New York. 


Foi enviado pela firma Thomsen & C. da cidade do Rio Grande. Esta empresa atuava com exportação e importação através do Porto do Rio Grande. A sede da empresa ficava em New York. 

Reproduzo a seguir um texto de minha autoria com um breve histórico:

"Uma das empresas de exportação e importação de maior destaque na cidade do Rio Grande das primeiras décadas do século XX foi a Thomsen & Cia que no ano de 1916, tinha como sócios o comendador Hugo Thomsen, H. Riedel e Gustav Feddersen, sendo os dois primeiros de nacionalidade norte-americana e o último alemão. A sede da empresa ficava na cidade de Nova Iorque.

A casa foi fundada em 1845 em Rio Grande pelo Barão Christian de Thomsen, Gustav Von Lind e Frederico Sassenberg.  Até 1860 a casa matriz era em Rio Grande sendo a sede transferida neste ano para Nova Iorque.

Em 1916 os escritórios funcionavam na rua Marechal Floriano nº 91-93 e os amplos depósitos nos números 7-9-11-13 da rua Marechal Andrea. A fachada de um destes depósitos ainda existe.

O setor de exportações, que apresentava um avultado movimento de capital, estava voltado aos produtos pecuários (couros, sebos, ossos, cinzas, chifres etc), exportação de lã para o Uruguai e de fumo. As importações abrangiam uma ampla gama de produtos, tais como ferragens, máquinas industriais para a indústria e agricultura, cimento, breu, carvão, secos e molhados de variada procedência, sal para as charqueadas e saladeros. São produtos oriundos da América do Norte, de Hamburgo, de Londres, de Liverpool etc. A empresa era agente da Companhia Inglesa North British & Mercantile Ins. C. Led., uma das maiores seguradoras da Europa".

JÚLIO DE CASTILHOS

 


Coleção de cards que eram anexados nas carteiras da Grande Fabrica de Cigarros de Henrique Bastos & Ca. (Rua da Quitanda 116, Rio de Janeiro). 

Júlio Prates de Castilhos (1860-1903) foi jornalista e político positivista membro do Partido Republicano Rio-Grandense. Dirigiu o jornal republicano A Federação. Foi presidente do Rio Grande do Sul e denominado "o Patriarca Rio-Grandense".  

Datação hipotética: final do século XIX. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

PRAÇA DA REPÚBLICA EM PELOTAS

 

https://www.filatelicajungesleiloes.com.br/peca.asp?Id=26269951

Cartão-postal fotográfico Edição Livraria Globo

Visão da Praça da República em Pelotas que recebeu este nome em 1895 e foi alterado para Praça Coronel Pedro Osório em 1931. A hipótese e este cartão ter sido editado entre 1925-1930. 

IGREJA DO SALVADOR (1969)

 

https://www.bvcolecionismo.lel.br/peca.asp?Id=28777140

Cartão-postal editado por Paraná Cart. mostrando a Igreja anglicana do Salvador na cidade do Rio Grande. 

Cartão datado de 23 de julho de 1969.

PRAÇA TAMANDARÉ (1904)

 

https://www.ebay.com/itm/306659066583

Cartão-postal colorizado do editor A. Caldonazzi mostrando parte da Praça Tamandaré

Fotografia feita a partir do prédio do Hospital Beneficência Portuguesa (Rua General Vitorino) na cidade do Rio Grande

Destaque para o Lago da Praça Tamandaré neste cartão não circulado e com data hipotética de 1904. 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

VENDA DE ROUPAS FEITAS (1857)

 

Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro para o ano de 1857. https://memoria.bn.gov.br/

A Casa Ao Preço Fixo propriedade de G. Garat atuava em 1857 na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro. 

Dois aspectos são evidenciados no anúncio: a ampla influência do vestuário francês no Brasil e a presença de muitos comerciantes de origem francesa nas principais praças comerciais brasileira; por atacado e a varejo, com confecções feitas em Paris, seria comercializada "um completo sortimento de roupa feita". Neste ano e por longas décadas, era exceção comprar roupas prontas ou "feitas" previamente. O usual era o tecido ser adquirido e enviado para costureiras ou alfaiates para confecção sob medida. 

São passos preliminares do consumo de massa e da reprodução de inúmeras cópias do mesmo modelo. Mas foi lenta esta transição até chegar na reprodutibilidade de peças vendidas nas lojas de departamentos a partir das primeiras décadas do século XX. 

PORTO DO RIO GRANDE (1865)

 

https://www.danielchaiebleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=25333772#desc-compl&gid=1&pid=1

https://www.danielchaiebleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=25333772#desc-compl

Gravura do Porto do Rio Grande nos tempos do Cais da Boa Vista

Boa Vista era o nome da atual Rua Riachuelo. O ano é 1865 e o cais ainda era de estacada e a Rua da Boa Vista era estreita. 

No lado direito da gravura está um navio a velas da República Argentina. 

Entre 1872-1876 ocorreram obras de construção de um cais de concreto que ampliou a rua e a área portuária que avançou na Lagoa dos Patos.   

RIO GRANDE (1893)

 

https://www.betoassef.com.br/peca.asp?Id=26082165

Carimbo da cidade do Rio Grande num selo de 200 réis emitido a partir de 1 de janeiro de 1890. E.U. do Brazil e o centro é a constelação do Cruzeiro do Sul. 

O carimbo traz a data de 28 de junho de 1893. Ou seja, durante a Revolução Federalista. 

SELOS FISCAIS - MARECHAL OSÓRIO

 

https://www.filatelicamgleiloes.com.br/peca.asp?Id=19229826

Selos fiscais do Rio Grande do Sul do período 1955-1962. 

A série de diferentes valores traz a efígie da estátua equestre do Marechal Osório

Este monumento foi inaugurado em Porto Alegre em 1933 em homenagem a Manuel Luís Osório (1808-1879), patrono da Cavalaria, herói da Guerra do Paraguai e líder do Partido Liberal no Império do Brasil. 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

TICO-TICO NO FUBÁ

 

https://www.emporiodocolecionador.com.br/peca.asp?Id=12968658

https://www.emporiodocolecionador.com.br/peca.asp?Id=12968658


Saludos Amigos ou Alô, Amigos foi uma animação dos Estúdios de Wald Disney produzido em 1942. 

A estreia no Rio de Janeiro foi em 24 de agosto de 1942 (o Brasil entrou na II Guerra Mundial dois dias antes). A produção faz parte do esforço de guerra americano e da política de boa vizinhança dos Estados Unidos com países da América do Sul na luta contra o nazi-fascismo. 

A animação se passa em quatro espaços: Lago Titicaca; Chile e Mendoza com o pequeno avião Pedro; Pateta, o gaucho argentino; Aquarela do Brasil que passa no Rio de Janeiro com Zé Carioca e Pato Donald. 

A trilha sonora foi composta por Edward Plumb, Paul Smith e Charles Wolcott. A música de Ary Barroso Aquarela do Brasil, lançada sem sucesso em 1939, se tornou uma referência da cultura brasileira e teve ampla divulgação nos Estados Unidos. 

Outra música de referência da animação foi uma versão instrumental do choro Tico-Tico no Fubá autoria de Zequinha de Abreu. A música foi lançada em 1917 e recebeu inúmeras interpretações, especialmente nos anos 1940-50, tanto no Brasil como no exterior.  

Esta peça de leilão é muito interessante. Publicada por Irmãos Vitale Editores (São Paulo e Rio de Janeiro), traz a partitura da música Tico-Tico no Fubá e uma capa com cenas do filme Alô, Amigos. Observamos: Pato Donald e Zé Carioca batucando a música; o símbolo da distribuidora RKO e a chamada: "América Livre e Unida".  

RUA CORONEL SAMPAIO (1906-7)

 

https://www.santayana.com.br/peca.asp?ID=6229756#desc-compl

Cartão-postal fotográfico da Livraria Americana nº 7

Rua Coronel Sampaio entre 1906-1907. É um trecho da Rua Marechal Floriano em direção a Rua Silva Paes (na época Rua dos Comoros). 

Esta rua é uma raridade em cartão-postal. Apesar dos belos prédios construídos só conheço este cartão a retratar este trecho da Coronel Sampaio

ESTAÇÃO DA LUZ (1906)

 


Fotografia da São Paulo Railway Company mostrando o interior de um pavilhão da Estação da Luz

A fotografia de Frédérick Manuel é do ano de 1906. 

A Estação da Luz foi inaugurada em 1865 e foi ampliada na década de 1880. A edificação da foto foi inaugurada em 1901, sendo a terceira estrutura arquitetônica desta estação ferroviária.  

O projeto foi do arquiteto britânico Charles Henry Driver contratado pela São Paulo Railway Company cuja sede era em Londres. 

Obras de ampliação foram realizadas ao longo do século XX.

No presente, a Estação da Luz recebe diariamente 450 mil passageiros. 

domingo, 15 de fevereiro de 2026

A TORRE EIFFEL (1905)

 

https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2918

https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2920

Fotografia do Ateliers D. A. Longuet Imp. Phot. cerca de 1905.

Uma das maiores lojas do Brasil nas primeiras décadas do século XX foi o Magazine A Torre Eiffel, instalada na Rua do Ouvidor no centro do Rio de Janeiro.

A loja era especializada em roupas/artigos para homens e meninos. 

O prédio foi construído pelo arquiteto espanhol Adolfo Morales de Los Rios em 1905 e demolido em 1967. 

https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2919

SÃO PAULO (1950)

 

https://www.bortolanleiloes.com.br/peca.asp?ID=23639957&ctd=1248

Cartão-postal colorizado editado por Erich Joachim Hess mostrando o centro de São Paulo na primeira metade da década de 1950. 

Em primeiro plano está o Edifício Martinelli o primeiro arranha-céu da cidade com 130 metros de altura inaugurado em 1929. Ao fundo o Edifício Altino Arantes (Farol Santander) inaugurado em 1947 em estilo Art Déco e inspirado no Empire State Building de Nova Iorque. 


https://www.bortolanleiloes.com.br/peca.asp?ID=23639957&ctd=1248

AÇÃO DA VARIG

 

https://www.valedocahyleiloes.com.br/peca.asp?Id=24651813

Ação de 200 mil réis emitida pela S.A. Empreza de Viação Aérea Rio Grandense - VARIG. 

Apólice de número 1.500 de um total de 5.000 ações foi impressa na Litografia da Livraria do Globo em Porto Alegre.  

Data de emissão hipotética: 1930. 

sábado, 14 de fevereiro de 2026

VARIG PORTO ALEGRE-SANTA CRUZ-SANTA MARIA (1931)

 

https://www.arsleiloes.com.br/peca.asp?ID=29004706#&gid=1&pid=1


Peça que será leiloada pela Graphos Arte (Brasília) traz a seguinte descrição: 

"Envelope histórico da VARIG referente ao primeiro voo Porto Alegre-Santa Cruz-Santa Maria, e vice-versa, datado de 23/02/1931. Apresenta logotipo alado da VARIG impresso em vermelho no canto superior esquerdo. Endereçado ao Sr. Anacleto da Cunha, com destino à cidade de Santa Cruz (RS). Possui selos brasileiros e selo aéreo da VARIG, com carimbo do Serviço Postal Aéreo de Porto Alegre. Documento comemorativo ligado aos primórdios do correio aéreo no Rio Grande do Sul. Peça de grande valor histórico e filatélico ligada à aviação comercial brasileira".

Portanto, o voo inaugural da VARIG entre Porto Alegre-Santa Cruz-Santa Maria ocorreu no dia 23 de fevereiro de 1931 e utilizou um avião Junkers F-13 que decolava/pousava em campo de pouso e não na água (hidroavião). 

Avançava a integração do interior do Rio Grande do Sul com a capital Porto Alegre através da aviação comercial de passageiros, correspondências e cargas.

VAPOR PARA RIO PARDO (1852)

 

https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=712248&id=43413007861835&pagfis=4

Atenção navegantes... 

No dia 22 de novembro de 1852, às 8 horas da manhã, vai partir do cais de Porto Alegre o Vapor Rio Pardense

Singrando pelo Guaíba tomaria o rumo do Rio Jacuí e seu destino final era a antiga Vila de Rio Pardo (1809) que passara ao estatuto administrativo de Cidade de Rio Pardo em 31 de março de 1846.  

Era uma viagem hidroviária de um pouco mais de cem quilômetros até o Porto de Rio Pardo que era um centro econômico e comercial de uma ampla região de influência. Só para lembrar que Santa Cruz, área colonial que dependia de Rio Pardo, começou a ser colonizada em 1849 e tinha um longo caminho para fazer avanços consistentes. 

E ainda recordando... quando pensamos na chegada de colonos alemães, era nestes vapores que ocorria o deslocamento até o Porto de Rio Pardo. E daí de carroça ou cavalos até as áreas coloniais do centro da Província. 

CANALETE EM RIO GRANDE

 

https://www.bvcolecionismo.lel.br/peca.asp?ID=8391016&ctd=319

Cartão-postal fotográfico da Casa Foto (Rio Grande). 

Vista do Canalete da Major Carlos Pinto por volta de 1949-1950. 

LAGOA RODRIGO DE FREITAS (1822)

 

https://www.brasilianaiconografica.art.br/obras/17589/lagoa-de-freitas

Lagoa de Freitas no ano de 1822. Gravura do desenhista G. Hunt a partir da gravura do Tenente inglês Henry Chamberlain (editor Howlett and Brimmer).

Reproduzo um breve histórica da Lagoa obtido no site da Brasiliana Iconográfica:

"A história da Lagoa Rodrigo de Freitas está intimamente ligada à do Jardim Botânico, outro cartão postal do Rio de Janeiro. Habitada pelos indígenas Tamoios até os anos 1570, a lagoa era conhecida por diversos nomes, como Piraguá, Sacopenapã, Camamducaba, Sacopã ou dos Socós (raízes chatas). Mas a área foi logo conquistada pelos portugueses que, percebendo a fertilidade das terras, instalaram ali um primeiro engenho de açúcar, chamado de Engenho D'El Rei, na área onde se localiza o Jardim Botânico.

Com isso, a partir de 1577, foi criado o primeiro caminho, passando pelo que hoje é o bairro de Botafogo, que ligava o centro à lagoa. Dali, era possível pegar uma embarcação para chegar ao engenho ou às praias, hoje conhecidas como Ipanema e Leblon, ou seguir a cavalo pela estrada que foi aberta entre a lagoa e a encosta do Corcovado.

As terras férteis que se estendiam até os atuais Jardim Botânico e Gávea foram adquiridas, por volta de 1606, por Sebastião Fagundes Varela e nessa época ficou conhecida como a Lagoa do Fagundes. Ele ampliou sua propriedade e ao morrer era dono do que hoje se conhece como os bairros do Humaitá, Fonte da Saudade, Lagoa, Jardim Botânico, Gávea, Ipanema e Leblon.

A bisneta de Varela, Petronilha Fagundes (1671-1717), casou-se, em 1702, com o oficial da cavalaria e jovem português Rodrigo de Freitas Melo e Castro (1684-1748), que deu o nome pelo qual a lagoa é conhecida até hoje. A propriedade permaneceu com a família até 1808, quando a Corte portuguesa chegou ao Rio de Janeiro.

D. João VI (1767-1826) desapropriou o engenho da lagoa, que já estava abandonado desde a morte do oficial, o transformou na Fazenda Nacional da Lagoa Rodrigo de Freitas e construiu no local a Real Fábrica de Pólvora. D. João VI funda ainda, no mesmo local, um jardim para aclimatação de plantas exóticas, o Real Horto Botânico, que se tornaria o atual Jardim Botânico do Rio de Janeiro. 

Até o final do século XIX, a área da lagoa permaneceu quase intacta, apenas alguns aterros haviam sido feitos na região do Leblon. Depois, o entorno da lagoa foi se urbanizando e sofrendo sucessivos aterros. Em 1809, o espelho d'água da lagoa tinha 4,48 milhões de m². Mas no século XX, sofreu tantos aterros que ficou reduzida quase à metade do seu tamanho. Em 1975, seu espelho d'água tinha 2,30 milhões de m². Somente no ano 2000, o tombamento foi oficializado e a sua geografia preservada" (https://www.brasilianaiconografica.art.br/artigos/23412/as-vistas-da-lagoa-rodrigo-de-freitas-ao-longo-do-tempo).

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

ESTAÇÃO CENTRAL DO BRASIL (1870)

 

https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8537

Fotógrafo Georges Leuzinger em 1870. Prédio da Estação Central do Brasil - Estrada de Ferro D. Pedro II

A Estação foi construída no Campo de Santana no centro do Rio de Janeiro e inaugurada em 1858 com seus 35 quilômetros iniciais.

 A Estrada de Ferro D. Pedro II tinha o objetivo ligar as províncias do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, um projeto que se estendeu por quase meio século. 

Planta Geral da Estrada de Ferro Central do Brasil em 1890:

Por Governo do Estado do Rio de Janeiro - Arquivo Nacional, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=67849840

Em 1943, no mesmo local, frente ao crescimento da demanda e das linhas, foi inaugurado o novo prédio da Estação Central do Brasil. 

HOTEL ROYAL - CORUMBÁ

 

https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3773

Cartão-postal do Hotel Royal construído pelo italiano Martino Santa Lucci no início dos anos 1900. 

O cartão é de 1910 e foi editado por M. Perez e Eudozio Lima

O Hotel Royal ficava localizado no centro da cidade de Corumbá no Mato Grosso do Sul. Décadas depois, o local foi utilizado como Prefeitura Municipal de Corumbá. O prédio, em estado precário no presente, possui um projeto de restauração em andamento. 

BANCO DA PROVÍNCIA (1958)

 

https://www.fridmancolecoes.com.br/peca.asp?Id=23859460#

Folhinha filatélica emitida pela Sociedade Filatélica Rio-Grandense (Porto Alegre) em 1 de julho de 1958. 

A data de emissão era comemorativa ao centenário de fundação do Banco da Província do Rio Grande do Sul em 1 de julho de 1858. 

Este banco foi um dos primeiros estabelecimentos de crédito do Brasil e o primeiro banco comercial da Província do Rio Grande do Sul. A tentativa de criar o banco recuaram a 1854 e encontrou resistência do Ministro da Fazenda que defendeu a criação de uma Caixa Filial do Banco do Brasil na cidade do Rio Grande, o que ocorreu em 3 de janeiro de 1855. 

Foi reproduzida na capa da Folhinha um bilhete ao portador no valor de 10 mil réis emitido pelo Banco da Província em junho de 1859. 

https://www.fridmancolecoes.com.br/peca.asp?Id=23859460#

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

DIAMANTINA

https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/62

Rua Direita na cidade de Diamantina em Minas Gerais. 

Fotografia de Augusto Riedel do ano 1869. 

A primeira ocupação oficial de caráter colonizador em Diamantina (arraial de Tejuco) recua a 1713. O interesse era o garimpo de ouro, porém, serão os diamantes (a partir de 1729) o fator de impulso para o povoamento desta região da Capitania de Minas Gerais. 

Os diamantes atraíram a atenção das autoridades portuguesas que estabeleceram um rígido controle sobre a exploração e circulação. Luso-brasileiros e escravos africanos marcaram a formação social e cultural local. 

"Diamantina foi o maior centro de extração de diamantes do mundo no século XVIII, condição que se refletiu na evolução da cidade, desfavorecendo a formação de um espaço urbano arquitetônico na forma de uma praça representativa do poder político e religioso, como era então regra geral. Sua arquitetura civil tem referência especial pela extrema homogeneidade do seu casario. Possui uma estética sóbria, simples, porém refinada se comparada com outras cidades de sua época. Suas fachadas são bem geometrizadas e seu padrão foi sistematicamente reproduzido pela cidade, não havendo rupturas estilísticas importantes. Essas edificações apresentam evidentes testemunhos da reprodução do modelo cultural de origem portuguesa" (http://portal.iphan.gov.br).

Em 1999, Diamantina foi declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO.  

O ECLIPSE DE 1865 EM PETRÓPOLIS

 

https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/622

Fotografia realizada próximo ao final do eclipse solar de 25 de abril de 1865 em Petrópolis

Observa-se a fachada principal do Palácio Imperial (atual Museu Imperial). Fotógrafo Revert Henrique Klumb

O eclipse solar ocorreu numa terça-feira, 25 de abril de 1865 quando a Lua passou entre a Terra e o Sol. O eclipse total é quando a Lua bloqueia toda a luz emitida pelo Sol. 

A faixa de totalidade deste eclipse (trajetória do cone de sombra da Lua sobre a superfície da Terra com cerca de 300 quilômetros de largura) cruzou Petrópolis e o Rio de Janeiro. A visualização em Petrópolis era ainda mais privilegiada por estar localizada a mais de 800 metros de altura. 

Como o dia vira noite, acredito que esta fotografia foi realizada quando já começava a clarear (se observa uma sombra em algumas árvores da direita). Por mais que o fotógrafo abrisse a angular e deixa-se em exposição para a placa ser sensibilizada, na escuridão de um eclipse o efeito deveria ficar mais esmaecido. Durante um eclipse total, em casos de não haver nebulosidade, pode se observar até estrelas. São especulações... 

Abaixo, o mapa da trajetória do eclipse solar de 1865. Em azul está a faixa de totalidade:

By Attribution: Eclipse Predictions by Fred Espenak, NASA's GSFC - http://eclipse.gsfc.nasa.gov/, Public Domain, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=16982936

PRAIA DO LEBLON

 

https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8240

Praia do Leblon (Rio de Janeiro) no ano de 1919. Fotografia de Augusto Malta

Leblon, o teu nome é solidão... 

As imagens dizem mais do que as palavras. Como o espaço pode ser modificado pela ação humana em um século. 

Vista atual da Praia do Leblon. 

Por Arne Müseler / www.arne-mueseler.com, CC BY-SA 3.0 de, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=116745810.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

O PERDIGUEIRO DESAPARECIDO (1852)

 

https://memoria.bn.gov.br/DocReader/docreader.aspx?bib=712248&pesq=&pagfis=4

Anúncio do desaparecimento, no dia 11 de novembro de 1852, de um cachorro perdigueiro na cidade de Porto Alegre. 

Quem o encontrasse poderia entregar na rua de Bragança na Botica (estabelecimento semelhante a farmácia) do Sr. Feliciano. 

Chamou a minha atenção colocar em jornal, no caso O Mercantil (Porto Alegre) o anúncio do desaparecimento de um cão ocorrido a 173 anos. Outro aspecto foi tratar-se da raça perdigueiro

A raça perdigueiro português tem registros em Portugal a cerca de mil anos. "A sua figura está representada entre outros numa lápide sepulcral visigótico-moçárabe da Igreja de S. João Baptista de Tomar (Séc. X), no Testamento Veteres de SªCruz de Coimbra (Séc.XII) e no Génesis de uma Bíblia portátil do Séc.XIII (Biblioteca Nacional de Lisboa). Desde o rei Afonso III (1248-1279) que aos cães destinados a caçar aves, era dado o nome de podengos de mostra, designação que permanece hoje em Espanha onde o cão de parar é conhecido por "perro de muestra" [Ordenações, 1261 - "...e os açoreiros que levem os podengos..."]. No Livro de Montaria de D. João I (1357-1433) é mencionado igualmente como podengo de mostra, ou seja um cão de "pés grandes" ( do grego podos - podengo), que evidenciava capacidade de parar perante a caça gozando de grande prestígio entre os seus utilizadores (A História do Perdigueirohttp://www.canildetorres.com/aahistoria).

Não encontrei fontes aprofundadas sobre a chegada da raça perdigueiro no Brasil. 

A hipótese é que, desde o século XVI, começaram a ser enviados nas caravelas portuguesas e se fizeram presente, mesmo que esporadicamente, no Brasil Colônia e Império. 

De forma mais explícita, por volta de 1770, há uma imagem que mostra cinco perdigueiros numa caçada realizada no Brasil: "O documento em causa é uma aquarela de Joaquim José de Miranda, (42,5 cm X 55 cm) da Colecção de Beatriz e Mário Pimenta Camargo, intitulada «Cena da Expedição (ao Brasil) do Coronel Afonso Botelho de Sampaio e Sousa - 1768-73». Ilustra a página 2 do livro «Cotidiano e Vida Privada na América Portuguesa» Ed. Companhia das Letras-Brasil" (http://www.canildetorres.com/artperdigueirosbrasil.html).

Joaquim José de Miranda. Cena da expedição do Cel. Afonso de Sampaio e Souza (1768-1763).

Antes do perdigueiro de Porto Alegre, que não se sabe se foi encontrado, muitas gerações desta raça já conviviam no Brasil. 

Recordo com carinho da Diana, cachorra perdigueiro que era do meu pai. Era dócil e, quando criança, eu brincava com ela. Só agora fiquei sabendo que vinha de uma raça tão antiga que remontava a algumas regiões da Península Ibérica, em terras de Portugal.