| https://www.danielchaiebleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=25333770#desc-compl |
A proposta deste blog é instigar a leitura, o conhecimento e a investigação dos processos históricos. Livros com temas ligados a História do RS e Hist. do Município do Rio Grande estão disponíveis para leitura ou download. Também serão abordados temas de "História e Terror", "Literatura Fantástica", "Graphic Novel-HQ" etc. Administradora: Rejane Martins Torres. Facebook: Professor Torres
Porto do Rio Grande em 1908
sábado, 21 de fevereiro de 2026
ILHA DOS MARINHEIROS COLORIZADA
IGREJA DOS INGLESES (1856)
| https://www.brasilianaiconografica.art.br/obras/18105/igreja-dos-inglezes |
Gravura de Pieter Godfried Bertichen do ano de 1856 (Litografia Imperial Rensburg).
Observamos a primeira Igreja dos Ingleses (Christ Church) construída em 1820 na Rua Evaristo da Veiga no Rio de Janeiro.
É o primeiro templo Anglicano construído no Brasil que era um país oficialmente católico.
SANTA MARIA NA DÉCADA DE 1950
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
PALOMETA/PIRANHA EM RIO GRANDE
| Fotografia: Luiz Henrique Torres, 17-02-2026, 16h30. |
Fisguei um peixe que jamais imaginei pescar...
No dia 17 de fevereiro deste ano, estava pegando alguns peixe-cachorro ou tambica (peixe exótico, mas já radicado na região a mais de três décadas - Acestrorynchus pantaneiro). Os espécimes tinha um comprimento de 20 centímetros garantindo uma briga divertida ao usar um caniço leve. Eles eram transportados para o barranco e pouco depois já eram colocados de volta em seu habitat. Realizo a pesca esportiva de pegue e largue.
Nova fisgada, lá vem o peixe-cachorro número 5... Porém, o formato era totalmente diferente. Ao chegar no solo observei os dentes inconfundíveis de uma Piranha ou Palometa.
56 anos pescando e tive o desprazer de pela primeira vez fisgar o temido peixe que já está presente no município do Rio Grande.
Trata-se de, segundo minha hipótese, da piranha amarela (Serrasalmus maculatus) habitante do Rio Uruguai, mas que tem se difundido por rios/cursos de água do Rio Grande do Sul. Na década de 1970, meu pai pescou um exemplar pequeno no Rio Toropi ou Ibicuí-Mirim (memória em dúvida) na região de Santa Maria.
O espécime que pesquei é adulto e tem 25 centímetros de comprimento. Conversei com um pescador que chegou ao local e ele ainda não tinha visto este peixe. Porém, outro pescador, já pegou dois exemplares naquela área.
Relatos tem se multiplicado sobre o aparecimento de piranhas no Lago Guaíba e na Lagoa/Laguna dos Patos. Elas já estão no estuário da Lagoa e adentraram nestes berçários de reprodução de peixes e camarão. No caso, eu estava num curso de água próximo a uma ponte na Estrada da Quitéria na direção da Ilha da Torotama. Este curso que pode ser um pequeno arroio (a definir) deságua no Saco da Quitéria e na margem oposta está a Ilha dos Marinheiros.
| Local onde a Piranha foi pescada. Fotografia: Luiz Henrique Torres, 17-02-2026, 16h30. |
| Fotografia: Luiz Henrique Torres, 17-02-2026, 16h30. |
*Não devolvi o peixe para a água. Ele não deve voltar ao convívio com os peixes nativos por ser um invasor agressivo. Está isolado em um aquário em casa.
Artigo recente do periódico Ocean Coast (2025) aborda a invasão de duas espécies de palometas/piranhas na Lagoa dos Patos. O El Niño de 2023/2024, a Grande Enchente de 2024 podem ter dispersado esta espécie que já estava presente no Lago Guaíba e norte da Lagoa em direção ao sul da Lagoa dos Patos.
O artigo alerta: "Considerando o potencial invasor dessas espécies, a presença de indivíduos sexualmente maduros e as características da Lagoa dos Patos com um mosaico diversificado de habitats adequados para peixes de água doce, medidas preventivas são importantes para evitar um processo invasivo, que poderia ter sérias consequências ecológicas e econômicas para o sistema da Lagoa dos Patos e sua rica biodiversidade".
Segue o link para leitura da publicação: https://www.scielo.br/j/ocr/a/WjPBFRppC3HLhPvxM9xzRVR/?format=html&lang=en
PERNAMBUCO/RECIFE (1899)
| https://www.filatelicajungesleiloes.com.br/peca.asp?ID=28812959&ctd=436 |
Cartão-postal clássico do Brasil no estilo Gruss aus (Lembrança de...).
Trata-se de Lembrança de Pernambuco editado pela Livraria Contemporânea (Recife) e circulado em julho de 1899.
Três imagens colorizadas fazem parte da cidade do Recife do final do século XIX: a Matriz da Boa Vista, a Ponte da Boa Vista e a Praça Maciel Pinheiro.
FÁBRICA RHEINGANTZ (1899)
| https://www.betoassef.com.br/peca.asp?ID=29100740&ctd=369 |
SÃO JOSÉ DO NORTE (1942)
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
LAGOA DAS NOIVAS/ILHA DOS MARINHEIROS
| Fotografias: Luiz Henrique Torres, 18-02-2026, 16h40. |
Na quarta-feira, dia 18 de fevereiro, foi possível vislumbrar a Lagoa das Noivas. É um dos cenários mais bonitos da cidade.
O efeito da estiagem na cidade do Rio Grande se tornou evidente na redução da lâmina de água que cobre aquela ampla área. Acredito que a área da Lagoa está reduzida para cerca de 20%.
A torcida é que as chuvas retornem evitando uma cena que documentei a alguns anos no passado: a Lagoa das Noivas ficou completamente seca.
RIO GRANDE - NEW YORK: THOMSEN & C. (1876)
| https://www.filatelicaonlineleiloes.com.br/peca.asp?Id=23943139 |
JÚLIO DE CASTILHOS
Coleção de cards que eram anexados nas carteiras da Grande Fabrica de Cigarros de Henrique Bastos & Ca. (Rua da Quitanda 116, Rio de Janeiro).
Júlio Prates de Castilhos (1860-1903) foi jornalista e político positivista membro do Partido Republicano Rio-Grandense. Dirigiu o jornal republicano A Federação. Foi presidente do Rio Grande do Sul e denominado "o Patriarca Rio-Grandense".
Datação hipotética: final do século XIX.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
PRAÇA DA REPÚBLICA EM PELOTAS
IGREJA DO SALVADOR (1969)
PRAÇA TAMANDARÉ (1904)
| https://www.ebay.com/itm/306659066583 |
Cartão-postal colorizado do editor A. Caldonazzi mostrando parte da Praça Tamandaré.
Fotografia feita a partir do prédio do Hospital Beneficência Portuguesa (Rua General Vitorino) na cidade do Rio Grande.
Destaque para o Lago da Praça Tamandaré neste cartão não circulado e com data hipotética de 1904.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
VENDA DE ROUPAS FEITAS (1857)
| Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro para o ano de 1857. https://memoria.bn.gov.br/ |
A Casa Ao Preço Fixo propriedade de G. Garat atuava em 1857 na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro.
Dois aspectos são evidenciados no anúncio: a ampla influência do vestuário francês no Brasil e a presença de muitos comerciantes de origem francesa nas principais praças comerciais brasileira; por atacado e a varejo, com confecções feitas em Paris, seria comercializada "um completo sortimento de roupa feita". Neste ano e por longas décadas, era exceção comprar roupas prontas ou "feitas" previamente. O usual era o tecido ser adquirido e enviado para costureiras ou alfaiates para confecção sob medida.
São passos preliminares do consumo de massa e da reprodução de inúmeras cópias do mesmo modelo. Mas foi lenta esta transição até chegar na reprodutibilidade de peças vendidas nas lojas de departamentos a partir das primeiras décadas do século XX.
PORTO DO RIO GRANDE (1865)
| https://www.danielchaiebleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=25333772#desc-compl&gid=1&pid=1 |
| https://www.danielchaiebleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=25333772#desc-compl |
Gravura do Porto do Rio Grande nos tempos do Cais da Boa Vista.
Boa Vista era o nome da atual Rua Riachuelo. O ano é 1865 e o cais ainda era de estacada e a Rua da Boa Vista era estreita.
No lado direito da gravura está um navio a velas da República Argentina.
Entre 1872-1876 ocorreram obras de construção de um cais de concreto que ampliou a rua e a área portuária que avançou na Lagoa dos Patos.
RIO GRANDE (1893)
SELOS FISCAIS - MARECHAL OSÓRIO
| https://www.filatelicamgleiloes.com.br/peca.asp?Id=19229826 |
Selos fiscais do Rio Grande do Sul do período 1955-1962.
A série de diferentes valores traz a efígie da estátua equestre do Marechal Osório.
Este monumento foi inaugurado em Porto Alegre em 1933 em homenagem a Manuel Luís Osório (1808-1879), patrono da Cavalaria, herói da Guerra do Paraguai e líder do Partido Liberal no Império do Brasil.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
TICO-TICO NO FUBÁ
| https://www.emporiodocolecionador.com.br/peca.asp?Id=12968658 |
| https://www.emporiodocolecionador.com.br/peca.asp?Id=12968658 |
RUA CORONEL SAMPAIO (1906-7)
| https://www.santayana.com.br/peca.asp?ID=6229756#desc-compl |
Cartão-postal fotográfico da Livraria Americana nº 7.
Rua Coronel Sampaio entre 1906-1907. É um trecho da Rua Marechal Floriano em direção a Rua Silva Paes (na época Rua dos Comoros).
Esta rua é uma raridade em cartão-postal. Apesar dos belos prédios construídos só conheço este cartão a retratar este trecho da Coronel Sampaio.
ESTAÇÃO DA LUZ (1906)
Fotografia da São Paulo Railway Company mostrando o interior de um pavilhão da Estação da Luz.
A fotografia de Frédérick Manuel é do ano de 1906.
A Estação da Luz foi inaugurada em 1865 e foi ampliada na década de 1880. A edificação da foto foi inaugurada em 1901, sendo a terceira estrutura arquitetônica desta estação ferroviária.
O projeto foi do arquiteto britânico Charles Henry Driver contratado pela São Paulo Railway Company cuja sede era em Londres.
Obras de ampliação foram realizadas ao longo do século XX.
No presente, a Estação da Luz recebe diariamente 450 mil passageiros.
domingo, 15 de fevereiro de 2026
A TORRE EIFFEL (1905)
| https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2918 |
| https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2920 |
Uma das maiores lojas do Brasil nas primeiras décadas do século XX foi o Magazine A Torre Eiffel, instalada na Rua do Ouvidor no centro do Rio de Janeiro.
A loja era especializada em roupas/artigos para homens e meninos.
O prédio foi construído pelo arquiteto espanhol Adolfo Morales de Los Rios em 1905 e demolido em 1967.
| https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2919 |
SÃO PAULO (1950)
| https://www.bortolanleiloes.com.br/peca.asp?ID=23639957&ctd=1248 |
Cartão-postal colorizado editado por Erich Joachim Hess mostrando o centro de São Paulo na primeira metade da década de 1950.
Em primeiro plano está o Edifício Martinelli o primeiro arranha-céu da cidade com 130 metros de altura inaugurado em 1929. Ao fundo o Edifício Altino Arantes (Farol Santander) inaugurado em 1947 em estilo Art Déco e inspirado no Empire State Building de Nova Iorque.
| https://www.bortolanleiloes.com.br/peca.asp?ID=23639957&ctd=1248 |
AÇÃO DA VARIG
sábado, 14 de fevereiro de 2026
VARIG PORTO ALEGRE-SANTA CRUZ-SANTA MARIA (1931)
| https://www.arsleiloes.com.br/peca.asp?ID=29004706#&gid=1&pid=1 |
VAPOR PARA RIO PARDO (1852)
| https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=712248&id=43413007861835&pagfis=4 |
No dia 22 de novembro de 1852, às 8 horas da manhã, vai partir do cais de Porto Alegre o Vapor Rio Pardense.
Singrando pelo Guaíba tomaria o rumo do Rio Jacuí e seu destino final era a antiga Vila de Rio Pardo (1809) que passara ao estatuto administrativo de Cidade de Rio Pardo em 31 de março de 1846.
Era uma viagem hidroviária de um pouco mais de cem quilômetros até o Porto de Rio Pardo que era um centro econômico e comercial de uma ampla região de influência. Só para lembrar que Santa Cruz, área colonial que dependia de Rio Pardo, começou a ser colonizada em 1849 e tinha um longo caminho para fazer avanços consistentes.
E ainda recordando... quando pensamos na chegada de colonos alemães, era nestes vapores que ocorria o deslocamento até o Porto de Rio Pardo. E daí de carroça ou cavalos até as áreas coloniais do centro da Província.
CANALETE EM RIO GRANDE
LAGOA RODRIGO DE FREITAS (1822)
| https://www.brasilianaiconografica.art.br/obras/17589/lagoa-de-freitas |
Lagoa de Freitas no ano de 1822. Gravura do desenhista G. Hunt a partir da gravura do Tenente inglês Henry Chamberlain (editor Howlett and Brimmer).
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
ESTAÇÃO CENTRAL DO BRASIL (1870)
| https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8537 |
Fotógrafo Georges Leuzinger em 1870. Prédio da Estação Central do Brasil - Estrada de Ferro D. Pedro II.
A Estação foi construída no Campo de Santana no centro do Rio de Janeiro e inaugurada em 1858 com seus 35 quilômetros iniciais.
A Estrada de Ferro D. Pedro II tinha o objetivo ligar as províncias do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, um projeto que se estendeu por quase meio século.
Planta Geral da Estrada de Ferro Central do Brasil em 1890:
Por Governo do Estado do Rio de Janeiro - Arquivo Nacional, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=67849840
Em 1943, no mesmo local, frente ao crescimento da demanda e das linhas, foi inaugurado o novo prédio da Estação Central do Brasil.
HOTEL ROYAL - CORUMBÁ
| https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3773 |
Cartão-postal do Hotel Royal construído pelo italiano Martino Santa Lucci no início dos anos 1900.
O cartão é de 1910 e foi editado por M. Perez e Eudozio Lima.
O Hotel Royal ficava localizado no centro da cidade de Corumbá no Mato Grosso do Sul. Décadas depois, o local foi utilizado como Prefeitura Municipal de Corumbá. O prédio, em estado precário no presente, possui um projeto de restauração em andamento.
BANCO DA PROVÍNCIA (1958)
| https://www.fridmancolecoes.com.br/peca.asp?Id=23859460# |
Folhinha filatélica emitida pela Sociedade Filatélica Rio-Grandense (Porto Alegre) em 1 de julho de 1958.
A data de emissão era comemorativa ao centenário de fundação do Banco da Província do Rio Grande do Sul em 1 de julho de 1858.
Este banco foi um dos primeiros estabelecimentos de crédito do Brasil e o primeiro banco comercial da Província do Rio Grande do Sul. A tentativa de criar o banco recuaram a 1854 e encontrou resistência do Ministro da Fazenda que defendeu a criação de uma Caixa Filial do Banco do Brasil na cidade do Rio Grande, o que ocorreu em 3 de janeiro de 1855.
Foi reproduzida na capa da Folhinha um bilhete ao portador no valor de 10 mil réis emitido pelo Banco da Província em junho de 1859.
| https://www.fridmancolecoes.com.br/peca.asp?Id=23859460# |
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
DIAMANTINA
| https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/62 |
Fotografia de Augusto Riedel do ano 1869.
A primeira ocupação oficial de caráter colonizador em Diamantina (arraial de Tejuco) recua a 1713. O interesse era o garimpo de ouro, porém, serão os diamantes (a partir de 1729) o fator de impulso para o povoamento desta região da Capitania de Minas Gerais.
Os diamantes atraíram a atenção das autoridades portuguesas que estabeleceram um rígido controle sobre a exploração e circulação. Luso-brasileiros e escravos africanos marcaram a formação social e cultural local.
O ECLIPSE DE 1865 EM PETRÓPOLIS
| https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/622 |
Fotografia realizada próximo ao final do eclipse solar de 25 de abril de 1865 em Petrópolis.
Observa-se a fachada principal do Palácio Imperial (atual Museu Imperial). Fotógrafo Revert Henrique Klumb.
O eclipse solar ocorreu numa terça-feira, 25 de abril de 1865 quando a Lua passou entre a Terra e o Sol. O eclipse total é quando a Lua bloqueia toda a luz emitida pelo Sol.
A faixa de totalidade deste eclipse (trajetória do cone de sombra da Lua sobre a superfície da Terra com cerca de 300 quilômetros de largura) cruzou Petrópolis e o Rio de Janeiro. A visualização em Petrópolis era ainda mais privilegiada por estar localizada a mais de 800 metros de altura.
Como o dia vira noite, acredito que esta fotografia foi realizada quando já começava a clarear (se observa uma sombra em algumas árvores da direita). Por mais que o fotógrafo abrisse a angular e deixa-se em exposição para a placa ser sensibilizada, na escuridão de um eclipse o efeito deveria ficar mais esmaecido. Durante um eclipse total, em casos de não haver nebulosidade, pode se observar até estrelas. São especulações...
Abaixo, o mapa da trajetória do eclipse solar de 1865. Em azul está a faixa de totalidade:
| By Attribution: Eclipse Predictions by Fred Espenak, NASA's GSFC - http://eclipse.gsfc.nasa.gov/, Public Domain, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=16982936 |
PRAIA DO LEBLON
| https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8240 |
Praia do Leblon (Rio de Janeiro) no ano de 1919. Fotografia de Augusto Malta.
Leblon, o teu nome é solidão...
As imagens dizem mais do que as palavras. Como o espaço pode ser modificado pela ação humana em um século.
Vista atual da Praia do Leblon.
| Por Arne Müseler / www.arne-mueseler.com, CC BY-SA 3.0 de, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=116745810. |
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
O PERDIGUEIRO DESAPARECIDO (1852)
| https://memoria.bn.gov.br/DocReader/docreader.aspx?bib=712248&pesq=&pagfis=4 |
Anúncio do desaparecimento, no dia 11 de novembro de 1852, de um cachorro perdigueiro na cidade de Porto Alegre.
Quem o encontrasse poderia entregar na rua de Bragança na Botica (estabelecimento semelhante a farmácia) do Sr. Feliciano.
Chamou a minha atenção colocar em jornal, no caso O Mercantil (Porto Alegre) o anúncio do desaparecimento de um cão ocorrido a 173 anos. Outro aspecto foi tratar-se da raça perdigueiro.
A raça perdigueiro português tem registros em Portugal a cerca de mil anos. "A sua figura está representada entre outros numa lápide sepulcral visigótico-moçárabe da Igreja de S. João Baptista de Tomar (Séc. X), no Testamento Veteres de SªCruz de Coimbra (Séc.XII) e no Génesis de uma Bíblia portátil do Séc.XIII (Biblioteca Nacional de Lisboa). Desde o rei Afonso III (1248-1279) que aos cães destinados a caçar aves, era dado o nome de podengos de mostra, designação que permanece hoje em Espanha onde o cão de parar é conhecido por "perro de muestra" [Ordenações, 1261 - "...e os açoreiros que levem os podengos..."]. No Livro de Montaria de D. João I (1357-1433) é mencionado igualmente como podengo de mostra, ou seja um cão de "pés grandes" ( do grego podos - podengo), que evidenciava capacidade de parar perante a caça gozando de grande prestígio entre os seus utilizadores (A História do Perdigueiro. http://www.canildetorres.com/aahistoria).