| https://www.mcu.es/ccbae/es/consulta/resultados_navegacion.do?id=105&posicion=7&forma=ficha |
Título do mapa conforme descrição do Archivo General de Simancas: "Mappa geographico da campanha por donde marchou o Exercito de S[a] Magestade Fidelisima sahindo do Rio Grande de Sam Pedro, a quem auxiliava contra os sette povos rebeldes situados na margem oriental do Rio Uruguay elevada pelo tenente coronel... José Custodio de Sá é Faria [Material cartográfico] / elevada pelo Tenente Coronel do Regimento de Artilharia do Rio de Jan[ei]ro Jose Custodio de Sa, e Faria; desenhada por Manoel Vieyra Leao Then[ient]e do Regimento de Art[ilhari]a (1758)".
O Tratado de Madrid (1750) estabeleceu que a região dos Sete Povos da Missões passaria ao controle de Portugal. Os índios missioneiros e os padres jesuítas deveriam abandonar seus povoados e estâncias e rumarem para o lado espanhol, na outra margem do Rio Uruguai.
A não aceitação destes termos levou a Guerra Guaranítica que resistiu a ocupação dos exércitos luso-espanhol coligados. A derrota missioneira levou ao início da decadência dos povoados.
O Mapa mostra alguns cenários geográficos da Campanha de ocupação militar da região missioneira (Sete Povos) após o massacre de Caiboaté e a ocupação militar luso-espanhola em 1756.
No detalhe abaixo, se observa a Vila de Rio Grande de S. Pedro de onde partiram as tropas luso-brasileiras para encontrarem as tropas espanholas em Castilhos Grandes (atual Uruguai) em outubro de 1752. Ali tem início a demarcação fixada pelo Tratado de Madrid para evitar novos confrontos militares entre Portugal e Espanha na América do Sul.
Com o avanço da demarcação em direção ao território das estâncias missioneiras, os índios missioneiros se negam a aceitar o abandono de suas terras e povoados. Esse momento inicial ocorreu em Santa Tecla (ao norte de Bagé) quando centenas de índios do povoado de São Miguel Arcanjo argumentam que ali é parte de sua estância e não deixariam a Comissão avançar. Foi Sepé Tiaraju e outros caciques de São Miguel que fazem a Comissão se dispersar: era o dia 26 de fevereiro de 1753. Neste dia Sepé teria proferido a frase: "Essa terra é nossa; nós a
recebemos de Deus e de São Miguel".
Nos três anos seguintes, a rebelião se difunde e tem início um movimento de guerrilha que muito dificultou a demarcação. Mais de dois mil índios tombaram nos confrontos e a ferro e fogo os Sete Povos das Missões passam para a bandeira portuguesa. Porém, já em 1761 o Tratado de Madri torna-se letra morta e militares espanhóis passam a ocupar os Sete Povos. Descontentes por décadas, um grupo de militares/paisanos portugueses invadem as Missões e as conquistam para Portugal em 1801.
Entre avanços e recuos da fronteira, o projeto histórico missioneiro foi eliminado e a população foi lançada entre os vacilos colonizatórios e o escravismo dos projetos civilizatórios luso-espanhol.
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