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A proposta deste blog é instigar a leitura, o conhecimento e a investigação dos processos históricos. Livros com temas ligados a História do RS e Hist. do Município do Rio Grande estão disponíveis para leitura ou download. Também serão abordados temas de "História e Terror", "Literatura Fantástica", "Graphic Novel-HQ" etc. Administradora: Rejane Martins Torres. Facebook: Professor Torres
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| https://www.bvcolecionismo.lel.br/peca.asp?ID=29324458&ctd=35 |
Cartão-postal fotográfico sem identificação de editor.
Observamos na cidade de Rio Pardo, a Rua Andrade Neves no sentido oeste para leste.
A aparência do céu é de nuvens de temporal de verão. A direção das nuvens de chuva é Porto Alegre (localizada a 150 quilômetros). É uma força de expressão, pois a nuvens devem estar muito mais próximas...
Se é verão, o calor é intenso na cidade de Rio Pardo e a circulação de ar refrescante é rara. Ninguém caminhando na rua "principal" reforça a possibilidade do calor excessivo.
Muitos dias de calor passei nesta cidade e sei de carteirinha o sufoco da porção central do Rio Grande do Sul acima dos 30-35 graus.
Acredito ser uma imagem do final da década de 1940.
| https://www.filatelicajungesleiloes.com.br/peca.asp?ID=29801618&ctd=522 |
Envelope de uma carta enviada no dia 6 de novembro de 1930 tendo como destinatário a empresa J. Moreira & Cia na cidade de São Paulo.
A carta foi remetida via mala postal do hidroavião Potyguar (Junkers G24) da empresa Syndicato Condor que ligava Porto Alegre ao Rio de Janeiro desde o dia 29 de outubro de 1930.
A correspondência recebeu carimbos do Syndicato Condor em São Paulo nos dias 10 e 11 de novembro. Foram quatro a cinco dias para chegar de Porto Alegre a São Paulo... É muito tempo!
De fato, o Potyguar sofreu um acidente na altura do Rio Iguape, no litoral paulista. Era o dia 7 de novembro e um forte temporal provocou falha no motor e o piloto fez um pouso de emergência satisfatório. Porém, fortes ventos empurraram o avião contra ondas provocando a morte de um passageiro (eram 6 passageiros e 3 tripulantes).
A mala postal molhou, porém, foi recuperada.
Este envelope é um documento escrito que sobreviveu a tragédia, sendo entregue com alguns dias de atraso.
| https://www.filatelicajungesleiloes.com.br/peca.asp?ID=29801618&ctd=522 |
| https://www.bvcolecionismo.lel.br/peca.asp?ID=29324451&ctd=28 |
Este cartão traz um grave erro de identificação de um Patrimônio Mundial da UNESCO (1984).
A peça fotográfica deve ter sido editada na primeira metade da década de 1940, pois traz a identificação do Departamento de Propaganda. O DIP foi criado por Getúlio Vargas em 1939 e funcionou até 1945.
| https://www.bvcolecionismo.lel.br/peca.asp?ID=29324451&ctd=28 |
O cartão situa no Brasil as ruínas jesuítico-guaranis de San Ignacio (Mini). De fato, elas estão localizados na Província de Missiones, na Argentina.
Ter se apossado de San Ignacio poderia gerar um confronto diplomático com o governo argentino durante a II Guerra Mundial?
Mas, há um fundamento histórico para esta confusão da legenda?
Sim. A primeira redução/missão de San Ignacio Mini foi estabelecida na Província do Guairá (atual Paraná) em 1610. Frente ao ataque dos escravistas paulistas (1628-1632), o povoado foi abandonado e reconstruído mais distante. Em 1632, se estabeleceu na atual Província de Missiones, sendo parte da história da atual Argentina. Enfatizo "atual" devido a mudança político-administrativas até a consolidação do que hoje entendemos por países da América do Sul.
No lado brasileiro, na primeira redução que foi abandona no Paraná, restaram apenas ruínas sem impacto visual, mas com evidências materiais no solo. Evidências históricas necessitarão de trabalhos arqueológicos.
Já este portal em San Ignacio Mini, mostrado na fotografia do cartão, é um exemplo marcante do estilo arquitetônico barroco missioneiro e a redução é uma fascinante visita a estética da Companhia de Jesus dos séculos XVII-XVIII.
Abaixo, em San Ignacio, um exemplo da escultura em pedra com o monograma da Companhia de Jesus:
| https://whc.unesco.org/en/list/275/gallery/ |
Abaixo, o portal (e área ampliada de ruínas) que foi reproduzida na fotografia do problemático cartão:
| https://whc.unesco.org/en/list/275/gallery/ |
| https://www.filatelicajungesleiloes.com.br/peca.asp?ID=29801526&ctd=430# |
Documento de Conhecimento de Embarque Marítimo expedido em Pernambuco por João Antonio Salgado em 16 de abril de 1796.
Salgado é o comandante do paquete Glória e Remédios, o responsável pelo transporte e pela veracidade da declaração.
O Conhecimento de Embarque Marítimo é um recibo emitido pelo transportador confirmando que as mercadorias foram carregadas no navio. É uma prova do embarque da carga em boas condições sendo uma prova comercial de uma obrigação contratual.
O documento traz o escudo de armas de Portugal. Até 1822, o Brasil tinha o estatuto de Colônia subordinada a metrópole portuguesa.
Observamos um fragmento da história que foi manuscrito há 230 anos.
| https://satelite.inmet.gov.br/, 08-08-2026, 00h30. |
Incrível imagem do ciclone bomba que se formou no dia 6 e 7 de agosto. A extensão vai do Rio de Janeiro até o limite sul da América do Sul no Cabo Horn (na Terra do Fogo). São mais de 4 mil quilômetros de extensão.
O vento não causou tantos estragos no Rio Grande do Sul devido ao distanciamento da parte continental quando da formação/consolidação do ciclone extra-tropical. Porém, duas mortes foram registradas no Rio Grande do Sul e no Uruguai. Ventos chegaram a 121 km/h. Residências sofreram danos e muitas árvores caíram.
A intensa linha de estabilidade que antecedeu o início dos ventos ciclônicos provocou danos em várias cidades além de um tornado F2 (200 km/h) em Pedro Osório.
Rio Grande foi relativamente poupada de danos no temporal/vendaval.
Reproduzo uma sequência de algumas imagens (feitas no dia 6 de agosto) que antecedaram o evento e seguiram até o início do temporal em Rio Grande:
Dois navios se cruzando nos Molhes da Barra com o céu ficando nublado às 16h06:
| Fotografias: Luiz Henrique Torres. |
Da praia do Cassino em direção sudoeste se observa a nebulosidade cinza da linha de temporais às 16h12:
Aumento da nebulosidade em fotografia tirada da praia para a área urbana do Cassino. Às 16h14 a temperatura era alta para o inverno (24 graus) e a umidade superava os 90%:
A frente de instabilidade observada no Cassino se aproxima rapidamente com muitos raios às 17h54:
Fortes ventos e início de chuva às 17h57:
O clarão no céu é da atividade elétrica que era muito intensa. Captar raios ainda é um desafio que não estou conseguindo realizar. Eram 17h58:
Fotografia com a luz externa ligada quando da chegada abrupta do vento e chuva torrencial às 17h58:
| https://www.windy.com. E, voltando a primeira imagem: ao ver aquele gigantesco ciclone, podemos dizer que nos saimos muito bem frente a esta terceira rodada de eventos do El Niño 2026. |
| Acervo: Luiz Henrique Torres. |
Esta é uma quadra com o selo Olhos de Gato de 30 réis.
É a quarta série de selos emitida no Brasil e a primeira com selos coloridos.
Os selos de 10 e 30 réis eram impressos na cor azul claro. O de 280 réis na cor vermelha e o de 430 réis na cor amarela.
A circulação iniciou em 1854 e, em 1861, foi realizada uma reimpressão. Estes selos circularam até 1866 quando são lançados os selos com a efígie de D. Pedro II.
| Praia do Cassino. Fotografias: Luiz Henrique Torres, 30-07-2026, 15h52. |
A embarcação cruzou os Molhes da Barra do Rio Grande saindo em direção ao Oceano Atlântico. Na sequência começou a tomar a direção norte da costa brasileira.
A primeira fotografia, no alto, mostra o que o meu olho conseguia observar: o minúsculo ponto na vastidão do mar.
Porém, o zoom do smartphone possibilitou aproximar oticamente aquele navio distante demais.
| Fotografias de São José do Norte com recorte na Igreja Matriz São José. Luiz Henrique Torres, 05-08-2026, 14h40. |
Tarde nublada e a Lagoa dos Patos agitada.
Do Cais do Rincão da Cebola (Rio Grande), num primeiro olhar, é difícil distinguir os prédios na margem oposto em São José do Norte.
As duas torres da Igreja Matriz São José são pontos tênues.
Nada como acionar o zoom ótico do smartphone para aproximar a imagem.
O resultado está nas fotos acima.
A fachada está voltada para Rio Grande e os olhos das torres nos observam desde a inauguração em 1860.
| Cais no Rincão da Cebola. Fotografias: Luiz Henrique Torres. 05-08-2026, 14h40. |
| Doca do Mercado Público em direção ao Porto Velho. |
| Eco-Museu da Ilha da Pólvora. |
| https://www.bvcolecionismo.lel.br/peca.asp?ID=29805160&ctd=39 |
Num primeiro momento, esta é uma vista enigmática da cidade de Santa Cruz do Sul no ano de 1925.
Pouco depois, identifiquei o espaço pois, muitas vezes, percorri a pé e de automovel esta rua.
A distância temporal é de cerca de um século e as mudanças são quase totalizadoras.
Ao fundo, o georeferenciamento está na torre da antiga capela/igreja construída em 1863. A atual Catedral São João Batista em estilo neogótico e duas torres, começou a ser construída em 1928. Prédios no lado direito da igreja são do hospital.
Esta é a Rua Marechal Floriano nas proximidades (algumas dezenas de metros) da tradicional Casa de Chá/Café Colonial Pritsch.
Nas subidas e descidas de Santa Cruz do Sul este é os altos da Rua Marechal Floriano proximidades da Rua Joaquim Murtinho.
A área urbana da cidade, em 1925, tinha apenas uns 5 mil habitantes. Atualmente, supera os 120 mil habitantes.
| https://www.hortencioleilao.com/peca.asp?ID=31814727&ctd=678 |
Recibo do pagamento da assinatura anual do jornal Echo do Sul da cidade do Rio Grande.
Período de assinatura entre janeiro a dezembro de 1900.
O Echo do Sul, além de periódico diário, também oferecia serviços de "especialidades em obras tipográficas".
O jornal começou a circular na cidade do Rio Grande em 1858 e, nos primórdios do ano de 1900, afirmava ser o "jornal de maior circulação no sul do Estado" do Rio Grande do Sul.
| https://www.filatelicajungesleiloes.com.br/peca.asp?ID=31903089&ctd=164 |
Cartão-postal natalino de divulgação comercial da empresa aérea Condor.
Imagem do litoral brasileiro no verão do Hemisfério Sul e de montanhas europeias com neve no Hemisfério Norte.
Em dois dias, era possível ir do Brasil a Europa através do Serviço Aéreo Condor e Lufthansa. O primeiro voo postal transatlântico direto pela Condor foi realizado em fevereiro de 1934.
Este cartão do Correio Aéreo circulou em 1937.
| https://www.filatelicajungesleiloes.com.br/peca.asp?ID=31903089&ctd=164 |
| https://www.bvcolecionismo.lel.br/peca.asp?Id=29805122 |
Cartão-postal sem identificação de editor.
Circulou de Porto Alegre para Rio Grande com manuscrito e carimbo de 6 de outubro de 1904.
O cenário é a Praça Dom Sebastião em Porto Alegre.
Ao fundo a Avenida Independência com a Igreja de Nossa Senhora da Conceição (construída entre 1851 a 1890) e o prédio do Hospital da Beneficência Portuguesa inaugurado em 1870.
| https://www.bvcolecionismo.lel.br/peca.asp?ID=31898565&ctd=50 |
Cartão-postal fotográfico do editor Foto Feltes mostrando o navio Avahy que naufragou no litoral de Torres.
No dia 15 de março de 1960, o cargueiro nacional Avahy se chocou nas rochas da Ilha dos Lobos e se partiu. A tripulação foi resgatada e parte da carga de enlatados foi parar na praia.
Os vestígios visíveis deste naufrágio desapareceram na década de 1990.