Porto do Rio Grande em 1908

Porto do Rio Grande em 1908

quinta-feira, 2 de abril de 2026

DE CANOA NO RIO URUGUAI

 

https://www.youtube.com/watch?v=Ov7fO-PRovg

Como professor da disciplina História do Rio Grande do Sul quero divulgar um canal do YouTube que tenho acessado com frequência. 

Trata-se de vídeos mostrando uma viagem com canoas ao longo do Rio Uruguai. 

Evandro Matogrosso e seu filho Raul são os protagonistas desta difícil aventura que já está no episódio número 56. O capítulo final será ao desaguar no Rio da Prata. Ou seja, não se chegou a metade desta extraordinária missão. 

Esforço e superação são relatados no cotidiano dos dois canoeiros. Um dos destaques é a utilização de drone que possibilitou imagens maravilhosas do Rio Uruguai com suas corredeiras, ilhas e matas. 

Com o olhar voltado a hidrografia do Rio Grande do Sul estes vídeos são preciosos para observar in loco o Rio Uruguai que possui 1.770 km de extensão entre o Brasil (Santa Catarina e Rio Grande do Sul), Argentina e Uruguai. 

Como sou pesquisador das Missões Jesuítico-Guaranis, as imagens são marcantes para trazer elementos naturais sobre a ocupação Guarani e o projeto histórico missioneiro no Rio Uruguai e seus afluentes. 

Convido os leitores para conhecerem estes vídeos que são um retrato do presente hidrográfico e de momentos solitários de reflexão. Inclusive, reforço aos mais de 1.500 leitores diários de língua inglesa que seguem este blog, que acessem o acervo de vídeos do canal de Evandro Matogrosso.

Endereço para o episódio do Rio Uruguai número 56: https://www.youtube.com/watch?v=Ov7fO-PRovg

Endereço para o canal: https://www.youtube.com/@EvandroMatogrosso


*I invite readers to watch these videos, which are a portrait of the current hydrographic situation and solitary moments of reflection. Furthermore, I encourage the more than 1,500 daily English-speaking readers who follow this blog to access the video archive on Evandro Matogrosso's channel.


quarta-feira, 1 de abril de 2026

250 ANOS DA RETOMADA DA VILA DO RIO GRANDE

Soldado do Regimento de Estremoz (Portugal). Este Regimento participou das operações de retomada da Vila do Rio Grande. Gravura de José Correa Rangel de Bulhões( 1786). Acervo: Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro).  

Neste dia 1 de abril está transcorrendo os 250 anos da retomada da Vila do Rio Grande pelos luso-brasileiros. 

Entre 1763 a 1776 a Vila do Rio Grande -que sediava o Governo do Rio Grande de São Pedro-, foi conquistada por tropas espanholas em período de lutas por territórios no extremo sul do Brasil (então Colônia de Portugal) e disputas pela Colônia do Sacramento do Rio da Prata (fundada em 1680 por luso-brasileiros no atual Uruguai). 

Nos primórdios da madrugada do dia primeiro teve início a ação militar com tropas partindo com jangadas da margem leste da Barra do Rio Grande (São José do Norte) e ocupando a margem oeste (Rio Grande). 

O evento foi decisivo para promover e consolidar a colonização portuguesa, brasileira e açoriana no atual estado do Rio Grande do Sul. 

Este complexo cenário geopolítico já foi trabalhado aqui no blog. 

O processo histórico Rio-Grandense foi modificado e novos eventos foram se processando a partir deste marco referencial ocorrido há 250 anos. 

SOCIEDADE AGRÍCOLA E PASTORIL DO RIO GRANDE DO SUL

 

https://www.cpnumismatica.com.br/peca.asp?Id=25781665

A Sociedade Agrícola Pastoril do Rio Grande do Sul foi fundada em 12 de outubro de 1898. Em 1909 foi fundada a Federação das Associações do Rio Grande do Sul. Em 1927 é criada a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (FARSUL). 

https://www.cpnumismatica.com.br/peca.asp?Id=25781665

A medalha comemorativa em bronze é dedicada a Exposição Agrícola e Pecuária realizada em Porto Alegre em 1901. 

terça-feira, 31 de março de 2026

EXPOSIÇÃO UNIVERSAL DE 1900

 

https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=829625&id=3138604789545&pagfis=108

O Almanach para 1896 (Paris), traz uma matéria sobre os preparativos para a Exposição Universal de 1900

A Exposição foi um marco referencial no projeto de modernidade e ocorreu em Paris entre 14 de abril a 12 de novembro de 1900. Inovações tecnológicas foram apresentadas na vasta área organizada que recebeu 50 milhões de visitantes. 

Abaixo, o Plano Geral de 1896 previsto para a Exposição:


https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=829625&id=3138604789545&pagfis=108

Abaixo, vista panorâmica da área efetivamente ocupada pela Exposição Universal de 1900:

Por Lucien Baylac (1851–1913). Divisão de Gravuras e Fotografias da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=18094947.


segunda-feira, 30 de março de 2026

NAVEGAÇÃO A VAPOR (1894)

 

https://memoria.bn.gov.br/DocReader/docreader.aspx?bib=829684&pesq=&pagfis=59

O Almanach Popular Brasileiro para o ano de 1894 (Livraria Universal - Pelotas e Porto Alegre) publicou informações sobre a Navegação a Vapor entre o Rio Grande do Sul, Estados do Norte do Brasil e Montevidéo. Também entre o Rio Grande do Sul, Estados do Norte e Europa. 

A circulação de mercadorias e passageiros era realizada por embarcações que percorriam rotas marítimas, lagunares e fluviais. As cidades portuárias tinham um destaque por serem pontos de referência neste modal de transporte. No Rio Grande do Sul, destacavam-se Rio Grande, Porto Alegre e Pelotas. 

Neste ano de 1894, foram citadas oito empresas que realizavam transporte por vapores: Lloyd Brazileiro,  Companhia Nacional de Navegação Costeira, Companhia Norte e Sul, Companhia Carioca, Companhia Pernambucana de Navegação Costeira, Companhia Brazil Oriental e Diques Flutuantes, Companhia de A.C. Freitas e Hamburg Suedamerikanische. 

domingo, 29 de março de 2026

MATERIAL DE PHOTOGRAPHIA EM 1914

 

Almanak Literário e Estatístico do Rio Grande do Sul para 1914. https://memoria.bn.gov.br

Anúncio de venda de material fotográfico pela Livraria Americana (Secção Photographia). 

A casa comercial tinha endereço na Rua Marechal Floriano n.100 na cidade do Rio Grande. 

A última frase do anúncio chamou a atenção: "fornece-se catálogos a quem os pedir". Para obter maiores informações técnicas e de preços destes produtos, acabei de fazer o pedido de um Catálogo de Photographia do ano de 1914.  

CABELEIREIROS NA RUA DO OUVIDOR (1859)

 

Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro para 1859.  https://memoria.bn.gov.br/

Em 1822, foi fundada no Rio de Janeiro, a empresa Alexandre & Francisco Desmarais - Cabeleireiros da Casa Imperial. 

Os empresários eram proprietários de uma casa comercial em Paris de onde procediam os produtos vendidos na Rua do Ouvidor. A localização era das mais desejadas para o comércio sofisticado na Corte do Império do Brasil: 

"A grande artéria da cidade no século XIX era a Rua do Ouvidor. Ela foi o ensaio para a introdução da modernidade europeia na cidade e as marcas das tradições e cultura francesas. Ali se concentrava uma cadeia de comércio, com lojas de moda, livrarias, cafeterias e demais negócios, incluindo as redações de jornais. A Rua do Ouvidor integrava o centro urbano do Rio junto à Rua Direita (atual 1° de Março) e o Largo do Carmo (atual Praça XV) e, desde a sua construção, a via teve vários nomes: Desvio do Mar, Rua do Gadelha, de Aleixo Manuel, do Barbalho, de Santa Cruz, da Quitanda, do padre Homem da Costa e da Sé Nova, até se tornar, por volta de 1780, Rua do Ouvidor. Seu nome atual é uma homenagem ao Dr. Francisco Berquó da Silveira, ouvidor da comarca do Rio de Janeiro que chegou de Lisboa em 1780 e foi morar em um sobrado na rua, que até aquele momento era conhecida como “Rua do padre Homem da Costa”. A literatura foi a que mais propagou a grandeza e suntuosidade da rua, a despeito de ser muito estreita, quase um beco. Machado de Assis e Joaquim Manuel de Macedo escreveram sobre as delícias das livrarias, cafés e confeitarias. Quando pensaram em alargá-la, Machado de Assis protestou, dizendo que a melhor delícia da largura da rua era poder tomar um café numa confeitaria e comer um doce em outra só esticando os braços. Luís Edmundo, em O Rio de Janeiro do Meu Tempo, faz um relato detalhado do que nela existia, loja por loja. Era a grande galeria a céu aberto da cidade. Intelectuais, artistas, empresários, jornalistas, todos se encontravam na via. Para Joaquim Manuel de Macedo (1963, p.9), ela era: “[…]a mais passeada e concorrida, e mais leviana, indiscreta, bisbilhoteira, esbanjadora, fútil, noveleira, poliglota e enciclopédica de todas as ruas[…]”.

No final do século XIX, o cenário das lojas na Rua do Ouvidor remetiam a Paris e, também, à sensação de civilização e progresso. O viajante alemão Ernst Ebel apresenta a sua visão deste logradouro: “Ao entrarmos, porém, na Rua do Ouvidor, acreditamo-nos transportados para Paris, porque nela se estabeleceram os franceses e, na verdade, com aquela elegância que lhes é peculiar.” https://riomemorias.com.br/memoria/rua-do-ouvidor/#:~:text=A%20grande%20art%C3%A9ria%20da%20cidade,incluindo%20as%20reda%C3%A7%C3%B5es%20de%20jornais.

sábado, 28 de março de 2026

IGREJA DO CONVENTO DE S. BENTO (1856)

 

https://www.brasilianaiconografica.art.br/obras/18077/igreja-do-convento-de-s-bento

Gravura do ano de 1856 autoria do desenhista e gravador Pieter Godfried Bertichen em edição da Litografia Imperial de Rensburg (Rio de Janeiro). 

A imagem mostra o interior da Igreja do Convento de S. Bento no centro do Rio de Janeiro. 

O Mosteiro/Convento de São Bento foi fundado pela Congregação Beneditina de Portugal no ano de 1590. A Igreja atual foi inaugurada em 1641 e se constitui num dos principais monumentos da arte colonial no Brasil. O estilo interior é o barroco com detalhes em ouro e as pinturas do teto retratam a vida de São Bento de Núrsia (480-547 d.C.). 





DOCA DO MERCADO (1928)

 

https://www.bvcolecionismo.lel.br/peca.asp?Id=7263721

Cartão-postal do Editor Pitombo Lima (Rio Grande) circulado entre 1928-1930. 

A Doca do Mercado está repleta de veleiros que trazem a produção de hortifrutigranjeiros das Ilhas e a produção colonial/artesanal dos municípios vizinhos da cidade do Rio Grande. Em especial, destaque aos veleiros vindos de São Lourenço do Sul. Parte da comercialização era realizada no Mercado Público da cidade do Rio Grande que era muito frequentado pela população por ser o Supermercado da época em que só havia pequenos mercados.  

Produtos coloniais que chegavam a cidade também tinham o objetivo do embarque em navios que conectavam outros portos/cidades brasileiras onde seriam comercializados. 

sexta-feira, 27 de março de 2026

VARIG (1953)

 

https://www.albertolopesleiloeiro.com.br/peca.asp?Id=22705145

https://www.albertolopesleiloeiro.com.br/peca.asp?Id=22705145


Bilhete de Passagem e Nota de Bagagem da S.A. Empresa de Viação Aérea Rio-Grandense - VARIG

Trata-se de passagens aérea ida e volta de Porto Alegre para Cruz Alta. Ida no dia 5 de junho e retorno no dia 6 de junho de 1953.  

quinta-feira, 26 de março de 2026

ARTE FARROUPILHA (1935)

 

https://www.albertolopesleiloeiro.com.br/peca.asp?Id=27019842

Apólice da Prefeitura Municipal de Porto Alegre no valor de 50$000 réis datada de 8 de julho de 1935. 

Me chamou a atenção a qualidade da arte que destaca três cavaleiros seminus numa carga vibrante de cavalaria. Abaixo,  os navios farroupilhas sendo carregados pelos campos por parelhas de bois. 

São cenas da Revolução Farroupilha que estava completando seu centenário, com grandes festejos, no ano de 1935. 

CAIS E ARMAZÉNS DO PORTO VELHO

 


VAPORES FRANCESES (1884)

 

Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro para 1884. https://memoria.bn.gov.br/

A Société Générale de Transports Maritimes à Vapeur de Marseille foi fundada em 1865 e foi extinta em 1974. 

Os navios a vapor, duas vezes por mês, "faziam viagens rápidas entre a Europa e a América do Sul". O "rápido" era 20 dias de viagem no ano de 1884. 

Do Rio de Janeiro, os navios partiam nos dias 9 e 24 para a Europa e nos dia 4 e 20 para o Rio da Prata (Montevidéo e Buenos Aires). 

quarta-feira, 25 de março de 2026

CATÁLOGO DA LIVRARIA UNIVERSAL (1897)

 

https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=829684&id=023501252863&pagfis=601

Almanach Popular Brazileiro para 1897 (Livraria Universal - Pelotas e Porto Alegre).

Catálogo Resumido dos artigos à venda na Livraria Universal de Echenique & Irmão (Pelotas e Porto Alegre). 

Em apenas uma página, podemos ter uma ideia do que era vendido num estabelecimento deste ramo no ano de 1897. 

Percebe-se que não era apenas livros e papel de escritório os artigos comercializados numa livraria. 

terça-feira, 24 de março de 2026

PANORÂMICA DE RIO GRANDE NA DÉCADA DE 1920

 

https://www.albertolopesleiloeiro.com.br/peca.asp?Id=28581801

Cartão-postal fotográfico do Editor José Regina, cerca de 1925-1928. 

Este cartão duplo mostra o panorama do lado leste da cidade do Rio Grande. 

Pela posição, a fotografia deve ter sido realizada da torre do prédio da década de 1890 que atualmente sedia a Polícia Federal. 

A rua, na parte central do cartão, é a General Osório. No lado direito, está a Rua Comendador Pinto Lima. 

No recorte, a seguir, se observa iates no Cais do Mercado Público e parte deste prédio. A torre da Alfândega é visível. 

https://www.albertolopesleiloeiro.com.br/peca.asp?Id=28581801

Neste recorte, no lado esquerdo, está o Quartel General. Na parte central, as duas torres da Igreja de São Pedro são vistas na linha do telhado do prédio em branco - o Clube Caixeiral. 

https://www.albertolopesleiloeiro.com.br/peca.asp?Id=28581801