Porto do Rio Grande em 1908

Porto do Rio Grande em 1908

domingo, 1 de março de 2026

1 DE MARÇO DE 1896

 

https://memoria.bn.gov.br/DocReader/docreader.aspx?bib=829625&pesq=&pagfis=10

O mês de março está iniciando nesta página do Almanach francês editado em Paris no ano de 1896. 

Assim como em 2026, o dia 1 de março de 1896 caiu num domingo (dimanche). Datas religiosas católicas, fases da Lua, nascimento e poente do Sol estão descritos.  Na França o março demarca o fim do inverno e o início da primavera. No Brasil é o fim do verão e o início do outono.

A gravura, no alto, trata da gripe ou influenza de forma irreverente e ácida. Remédio contra a influenza seria transmitir para outra pessoa... Entre 1889/1890 ocorreu a Gripe Russa (gripe aviária precursora da Gripe Espanhola de 1918) que teria matado mais de um milhão de pessoas na Europa. O vírus influenza era temido e ao mesmo tempo muito satirizado nos periódicos. Talvez a imprensa acreditasse que o riso aumentasse a imunidade. 

Abaixo, a capa da publicação:

https://memoria.bn.gov.br/DocReader/docreader.aspx?bib=829625&pesq=&pagfis=1

BILHETE DA LOTERIA (1936)

 

https://www.personaliteleiloes.com.br/peca.asp?ID=27886480&ctd=429

Este bilhete da Loteria Federal do Brasil é de uma extração de Natal ocorrida em 23 de dezembro de 1936. 

O bilhete é parte da história e vai completar 90 anos. 

1936 foi um ano de expectativas/tensões políticas situado entre a Intentona Comunista de 1935, a ditadura do Estado Novo em 1937, a Intentona Integralista de 1938, o início da Segunda Guerra Mundial em 1939 e a entrada do Brasil na Guerra em 1942. 


Verso do bilhete:

https://www.personaliteleiloes.com.br/peca.asp?ID=27886480&ctd=429

DOUTOR EM PHILOSOPHIA (1880)

 

https://hemeroteca-pdf.bn.gov.br/706248/per706248_1879_00005.pdf

O tipo de "anecdota" publicada no Almanach Brazileiro Ilustrado para 1880 (direção de Antonio Manoel dos Reis, Rio de Janeiro). 

Observamos nesta história ficcional o malandro oportunista, o corrupto de plantão, o malandro debochado que se acha espertalhão e o corrupto de raciocínio fulminante.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

CLUB COOPERADOR POSITIVISTA (1893)

 

https://www.robertonogueiraleiloes.com.br/peca.asp?ID=16192899#&gid=1&pid=1

Opúsculo do Club Cooperador Positivista Sul Rio-Grandense (Rio Grande) na comemoração do 47º aniversário da morte de Clotilde de Vaux. 

O livreto foi editado na Typ. da Livraria Rio-Grandense (R. Strauch) na Rua Pedro II nº 102 (atual Rua Marechal Floriano), cidade do Rio Grande em 1893.

Clotilde de Vaux (1815-1846) foi uma escritora francesa e musa inspiradora do filósofo Auguste Comte. Ela faleceu com 31 anos vítima de tuberculose. É considerada a mãe espiritual da Igreja Positivista do Brasil e da Religião da Humanidade.   

CACHOEIRA DO SUL (1928)

 

https://www.betoassef.com.br/peca.asp?Id=26613027

Cartão-postal do Editor José Regina com o cenário da Praça e rua 7 de Setembro em Cachoeira do Sul

O cartão foi enviado com carimbo de Agudo no dia 1 de janeiro de 1928 com destino a Alemanha. 

Cinco selos da série vovó constituem esta peça de cartofilia/filatelia.  

https://www.betoassef.com.br/peca.asp?Id=26613027

NAVIO CORSÁRIO (1762)

 

https://www.mcu.es/ccbae/es/consulta/resultados_busqueda.do?posicion=530&id=31266&forma=ficha

Desenho e texto em italiano, do ano de 1762, de uma galera com bandeiras corsárias (acervo do Archivo General de Simancas).  

Um navio corsário era constituído por um comandante e sua tripulação que recebia uma carta de corso de uma marinha (como a Inglaterra ou França) permitindo atacar e pilhar os navios de uma nação inimiga. Já os piratas atuavam com interesses particulares de enriquecimento sem reconhecimento ou apoio de uma nação.  

Tratava-se de um navio pirata legalizado para o ataque e pilhagem da carga. O butim era compartilhado entre os corsários e a nação que lhes deu a carta de corso. Desta forma, se enfraquecia a marinha e o comércio mercante de uma nação inimiga sem precisar usar a própria marinha do país. A Inglaterra e a França utilizaram muito esta estratégia para enfraquecer a Espanha. Ouro e prata retirados da América muitas vezes foram saqueados por navios corsários. Os combates poderiam levar ao afundamento das embarcações espanholas e a perda material total. 

Os corsários atuaram entre os séculos XVI a XVIII, e a prática foi se enfraquecendo até sua proibição oficial com o Tratado de Paris de 1856. 

https://www.mcu.es/ccbae/es/consulta/resultados_busqueda.do?posicion=530&id=31266&forma=ficha

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

BIBLIOTECA PELOTENSE (1903)

 

https://www.albertolopesleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=16870793

Cartão-postal fotográfico Edição Meira n.º46 (Pelotas). Editado cerca de 1903. 

Consulentes estão posando para a fotografia na Sala de Leitura da Biblioteca Pública Pelotense

A Biblioteca Pelotense foi fundada em 14 de novembro de 1875 e foi idealizada por Antônio Joaquim Dias, jornalista que também deixou grande contribuição intelectual na cidade do Rio Grande. 

JÚLIO DE CASTILHOS (1953)

 

https://www.sulamericaleiloes.com.br/peca.asp?Id=17280836

Folha Filatélica emitida pela Secretaria de Educação e Cultura do Rio Grande do Sul em 1953. 

É uma homenagem a Júlio Prates de Castilhos na passagem dos 50 anos de seu falecimento. 

https://www.sulamericaleiloes.com.br/peca.asp?Id=17280836

CENTRO REPUBLICANO RIO-GRANDENSE (1904)

 

https://www.letravivaleiloes.com.br/peca.asp?Id=17936509

Recibo do Centro Republicano Rio-Grandense da cidade do Rio Grande datado de 10 de março de 1904. 

O Coronel João Luis Vianna "emprestou" ao Centro Republicano Rio-Grandense o valor de 30 mil réis. 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

RIO DE JANEIRO (1936)

 

https://www.bvcolecionismo.lel.br/peca.asp?ID=29324606&ctd=183&tot=&tipo=&artista=

A ideia é básica, mas eficiente para transmitir uma mensagem e imagens de uma localidade. 

Este modelo de cartão-postal, que continuou a ser utilizado até os anos 1950, traz uma breve legenda de "Boas Festas e Feliz Ano Novo" seguida dos números do ano novo que são preenchidos com paisagens da cidade em foco. 

No caso é o Rio de Janeiro de noventa anos no passado. 

BIBLIOTECA NACIONAL (1912)

 

https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12457

Cartão-postal colorizado de 1912 do Editor Papelaria e Typographia Botelho (Rio de Janeiro). 

Observamos a Avenida Central (atual Avenida Rio Branco) no centro do Rio de Janeiro. 

O destaque está para o prédio em primeiro plano à direita. Trata-se da Biblioteca Nacional que cuja nova edificação foi inaugurada em 29 de outubro de 1910. 

"Com cinco andares e 13 mil m² de área interna, o prédio da Biblioteca Nacional mistura elementos do neoclassicismo e da art nouveau. A construção de sua sede definitiva integrou as reformas urbanas empreendidas pelo prefeito Pereira Passos (1836 – 1913), que visavam a tornar o Rio de Janeiro uma cidade moderna e cosmopolita. Fundada em 29 de outubro de 1810 e aberta ao público em 1814, a Biblioteca Nacional é a mais antiga instituição cultural do Brasil, considerada pela UNESCO uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo e também a maior biblioteca da América Latina. É uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica" (https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=39621). 

VIAMÃO

 


Cartão-postal colorizado editado por Casa Miscellânea & Electrica Leonetti (Porto Alegre). Data hipotética: 1910.

Imagem da Praça Cônego Bernardo/Praça da Matriz e centralidade na Igreja Nossa Senhora da Conceição na cidade de Viamão

A Igreja da Conceição é a segunda mais antiga do Rio Grande do Sul, sendo a primeira a Catedral de São Pedro em Rio Grande (1755). 

A construção teve início em 1766 e a primeira missa foi rezada em 1770. Porém, não há certeza se a Igreja hoje conhecida é a mesma dos primórdios devido a falhas documentais e claras modificações estruturais e estéticas. 

O prédio foi tombado, em 1938, pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

MACHADO DE ASSIS (1940)

 

https://www.philatelia.lel.br/peca.asp?Id=28313714

Envelope do Primeiro Dia de Circulação com selo em homenagem a Machado de Assis - Príncipe das Letras Brasileiras. 

Carimbo no selo de Machado de Assis é do dia 1 de novembro de 1940. 

Circulou do Rio de Janeiro para Campina Grande. 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

GUERRA GUARANÍTICA

 

https://www.mcu.es/ccbae/es/consulta/resultados_navegacion.do?id=105&posicion=7&forma=ficha

Título do mapa conforme descrição do Archivo General de Simancas:  "Mappa geographico da campanha por donde marchou o Exercito de S[a] Magestade Fidelisima sahindo do Rio Grande de Sam Pedro, a quem auxiliava contra os sette povos rebeldes situados na margem oriental do Rio Uruguay elevada pelo tenente coronel... José Custodio de Sá é Faria [Material cartográfico] / elevada pelo Tenente Coronel do Regimento de Artilharia do Rio de Jan[ei]ro Jose Custodio de Sa, e Faria; desenhada por Manoel Vieyra Leao Then[ient]e do Regimento de Art[ilhari]a (1758)".

O Tratado de Madrid (1750) estabeleceu que a região dos Sete Povos da Missões passaria ao controle de Portugal. Os índios missioneiros e os padres jesuítas deveriam abandonar seus povoados e estâncias e rumarem para o lado espanhol, na outra margem do Rio Uruguai. 

A não aceitação destes termos levou a Guerra Guaranítica que resistiu a ocupação dos exércitos luso-espanhol coligados. A derrota missioneira levou ao início da decadência dos povoados. 

O Mapa mostra alguns cenários geográficos da Campanha de ocupação militar da região missioneira (Sete Povos) após o massacre de Caiboaté e a ocupação militar luso-espanhola em 1756. 

No detalhe abaixo, se observa a Vila de Rio Grande de S. Pedro de onde partiram as tropas luso-brasileiras para encontrarem as tropas espanholas em Castilhos Grandes (atual Uruguai) em outubro de 1752. Ali tem início a demarcação fixada pelo Tratado de Madrid para evitar novos confrontos militares entre Portugal e Espanha na América do Sul. 


Com o avanço da demarcação em direção ao território das estâncias missioneiras, os índios missioneiros se negam a aceitar o abandono de suas terras e povoados. Esse momento inicial ocorreu em Santa Tecla (ao norte de Bagé) quando centenas de índios do povoado de São Miguel Arcanjo argumentam que ali é parte de sua estância e não deixariam a Comissão avançar. Foi Sepé Tiaraju e outros caciques de São Miguel que fazem a Comissão se dispersar: era o dia 26 de fevereiro de 1753. Neste dia Sepé teria proferido a frase: "Essa terra é nossa; nós a recebemos de Deus e de São Miguel". 

Nos três anos seguintes, a rebelião se difunde e tem início um movimento de guerrilha que muito dificultou a demarcação. Mais de dois mil índios tombaram nos confrontos e a ferro e fogo os Sete Povos das Missões passam para a bandeira portuguesa. Porém, já em 1761 o Tratado de Madri torna-se letra morta e militares espanhóis passam a ocupar os Sete Povos. Descontentes por décadas, um grupo de militares/paisanos portugueses invadem as Missões e as conquistam para Portugal em 1801. 

Entre avanços e recuos da fronteira, o projeto histórico missioneiro foi eliminado e a população foi lançada entre os vacilos colonizatórios e o escravismo dos projetos civilizatórios luso-espanhol. 

CONFRONTO LUSO-ESPANHOL (1775)

 

https://www.mcu.es/ccbae/es/consulta/registro.do?control=BAB20100056424

Peça cartográfica do acervo do Archivo General de Simancas (Espanha). 

Plano del río Grande de San Pedro con indicación de la profundidad y de los establecimientos y parajes de interés que hay en él.

Observamos a Barra do Rio Grande com a Vila do Rio Grande de São Pedro ocupada pelas tropas espanholas e São José do Norte ocupada por fortificações portuguesas. 

Pela disposição das fortificações espanholas e lusitanas, o Plano deve ser de 1775. Em abril de 1776, os portugueses navegam a Barra do Rio Grande e retomam a Vila ocupada em 1763.