Porto do Rio Grande em 1908

Porto do Rio Grande em 1908

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

TICO-TICO NO FUBÁ

 

https://www.emporiodocolecionador.com.br/peca.asp?Id=12968658

https://www.emporiodocolecionador.com.br/peca.asp?Id=12968658


Saludos Amigos ou Alô, Amigos foi uma animação dos Estúdios de Wald Disney produzido em 1942. 

A estreia no Rio de Janeiro foi em 24 de agosto de 1942 (o Brasil entrou na II Guerra Mundial dois dias antes). A produção faz parte do esforço de guerra americano e da política de boa vizinhança dos Estados Unidos com países da América do Sul na luta contra o nazi-fascismo. 

A animação se passa em quatro espaços: Lago Titicaca; Chile e Mendoza com o pequeno avião Pedro; Pateta, o gaucho argentino; Aquarela do Brasil que passa no Rio de Janeiro com Zé Carioca e Pato Donald. 

A trilha sonora foi composta por Edward Plumb, Paul Smith e Charles Wolcott. A música de Ary Barroso Aquarela do Brasil, lançada sem sucesso em 1939, se tornou uma referência da cultura brasileira e teve ampla divulgação nos Estados Unidos. 

Outra música de referência da animação foi uma versão instrumental do choro Tico-Tico no Fubá autoria de Zequinha de Abreu. A música foi lançada em 1917 e recebeu inúmeras interpretações, especialmente nos anos 1940-50, tanto no Brasil como no exterior.  

Esta peça de leilão é muito interessante. Publicada por Irmãos Vitale Editores (São Paulo e Rio de Janeiro), traz a partitura da música Tico-Tico no Fubá e uma capa com cenas do filme Alô, Amigos. Observamos: Pato Donald e Zé Carioca batucando a música; o símbolo da distribuidora RKO e a chamada: "América Livre e Unida".  

RUA CORONEL SAMPAIO (1906-7)

 

https://www.santayana.com.br/peca.asp?ID=6229756#desc-compl

Cartão-postal fotográfico da Livraria Americana nº 7

Rua Coronel Sampaio entre 1906-1907. É um trecho da Rua Marechal Floriano em direção a Rua Silva Paes (na época Rua dos Comoros). 

Esta rua é uma raridade em cartão-postal. Apesar dos belos prédios construídos só conheço este cartão a retratar este trecho da Coronel Sampaio

ESTAÇÃO DA LUZ (1906)

 


Fotografia da São Paulo Railway Company mostrando o interior de um pavilhão da Estação da Luz

A fotografia de Frédérick Manuel é do ano de 1906. 

A Estação da Luz foi inaugurada em 1865 e foi ampliada na década de 1880. A edificação da foto foi inaugurada em 1901, sendo a terceira estrutura arquitetônica desta estação ferroviária.  

O projeto foi do arquiteto britânico Charles Henry Driver contratado pela São Paulo Railway Company cuja sede era em Londres. 

Obras de ampliação foram realizadas ao longo do século XX.

No presente, a Estação da Luz recebe diariamente 450 mil passageiros. 

domingo, 15 de fevereiro de 2026

A TORRE EIFFEL (1905)

 

https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2918

https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2920

Fotografia do Ateliers D. A. Longuet Imp. Phot. cerca de 1905.

Uma das maiores lojas do Brasil nas primeiras décadas do século XX foi o Magazine A Torre Eiffel, instalada na Rua do Ouvidor no centro do Rio de Janeiro.

A loja era especializada em roupas/artigos para homens e meninos. 

O prédio foi construído pelo arquiteto espanhol Adolfo Morales de Los Rios em 1905 e demolido em 1967. 

https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2919

SÃO PAULO (1950)

 

https://www.bortolanleiloes.com.br/peca.asp?ID=23639957&ctd=1248

Cartão-postal colorizado editado por Erich Joachim Hess mostrando o centro de São Paulo na primeira metade da década de 1950. 

Em primeiro plano está o Edifício Martinelli o primeiro arranha-céu da cidade com 130 metros de altura inaugurado em 1929. Ao fundo o Edifício Altino Arantes (Farol Santander) inaugurado em 1947 em estilo Art Déco e inspirado no Empire State Building de Nova Iorque. 


https://www.bortolanleiloes.com.br/peca.asp?ID=23639957&ctd=1248

AÇÃO DA VARIG

 

https://www.valedocahyleiloes.com.br/peca.asp?Id=24651813

Ação de 200 mil réis emitida pela S.A. Empreza de Viação Aérea Rio Grandense - VARIG. 

Apólice de número 1.500 de um total de 5.000 ações foi impressa na Litografia da Livraria do Globo em Porto Alegre.  

Data de emissão hipotética: 1930. 

sábado, 14 de fevereiro de 2026

VARIG PORTO ALEGRE-SANTA CRUZ-SANTA MARIA (1931)

 

https://www.arsleiloes.com.br/peca.asp?ID=29004706#&gid=1&pid=1


Peça que será leiloada pela Graphos Arte (Brasília) traz a seguinte descrição: 

"Envelope histórico da VARIG referente ao primeiro voo Porto Alegre-Santa Cruz-Santa Maria, e vice-versa, datado de 23/02/1931. Apresenta logotipo alado da VARIG impresso em vermelho no canto superior esquerdo. Endereçado ao Sr. Anacleto da Cunha, com destino à cidade de Santa Cruz (RS). Possui selos brasileiros e selo aéreo da VARIG, com carimbo do Serviço Postal Aéreo de Porto Alegre. Documento comemorativo ligado aos primórdios do correio aéreo no Rio Grande do Sul. Peça de grande valor histórico e filatélico ligada à aviação comercial brasileira".

Portanto, o voo inaugural da VARIG entre Porto Alegre-Santa Cruz-Santa Maria ocorreu no dia 23 de fevereiro de 1931 e utilizou um avião Junkers F-13 que decolava/pousava em campo de pouso e não na água (hidroavião). 

Avançava a integração do interior do Rio Grande do Sul com a capital Porto Alegre através da aviação comercial de passageiros, correspondências e cargas.

VAPOR PARA RIO PARDO (1852)

 

https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=712248&id=43413007861835&pagfis=4

Atenção navegantes... 

No dia 22 de novembro de 1852, às 8 horas da manhã, vai partir do cais de Porto Alegre o Vapor Rio Pardense

Singrando pelo Guaíba tomaria o rumo do Rio Jacuí e seu destino final era a antiga Vila de Rio Pardo (1809) que passara ao estatuto administrativo de Cidade de Rio Pardo em 31 de março de 1846.  

Era uma viagem hidroviária de um pouco mais de cem quilômetros até o Porto de Rio Pardo que era um centro econômico e comercial de uma ampla região de influência. Só para lembrar que Santa Cruz, área colonial que dependia de Rio Pardo, começou a ser colonizada em 1849 e tinha um longo caminho para fazer avanços consistentes. 

E ainda recordando... quando pensamos na chegada de colonos alemães, era nestes vapores que ocorria o deslocamento até o Porto de Rio Pardo. E daí de carroça ou cavalos até as áreas coloniais do centro da Província. 

CANALETE EM RIO GRANDE

 

https://www.bvcolecionismo.lel.br/peca.asp?ID=8391016&ctd=319

Cartão-postal fotográfico da Casa Foto (Rio Grande). 

Vista do Canalete da Major Carlos Pinto por volta de 1949-1950. 

LAGOA RODRIGO DE FREITAS (1822)

 

https://www.brasilianaiconografica.art.br/obras/17589/lagoa-de-freitas

Lagoa de Freitas no ano de 1822. Gravura do desenhista G. Hunt a partir da gravura do Tenente inglês Henry Chamberlain (editor Howlett and Brimmer).

Reproduzo um breve histórica da Lagoa obtido no site da Brasiliana Iconográfica:

"A história da Lagoa Rodrigo de Freitas está intimamente ligada à do Jardim Botânico, outro cartão postal do Rio de Janeiro. Habitada pelos indígenas Tamoios até os anos 1570, a lagoa era conhecida por diversos nomes, como Piraguá, Sacopenapã, Camamducaba, Sacopã ou dos Socós (raízes chatas). Mas a área foi logo conquistada pelos portugueses que, percebendo a fertilidade das terras, instalaram ali um primeiro engenho de açúcar, chamado de Engenho D'El Rei, na área onde se localiza o Jardim Botânico.

Com isso, a partir de 1577, foi criado o primeiro caminho, passando pelo que hoje é o bairro de Botafogo, que ligava o centro à lagoa. Dali, era possível pegar uma embarcação para chegar ao engenho ou às praias, hoje conhecidas como Ipanema e Leblon, ou seguir a cavalo pela estrada que foi aberta entre a lagoa e a encosta do Corcovado.

As terras férteis que se estendiam até os atuais Jardim Botânico e Gávea foram adquiridas, por volta de 1606, por Sebastião Fagundes Varela e nessa época ficou conhecida como a Lagoa do Fagundes. Ele ampliou sua propriedade e ao morrer era dono do que hoje se conhece como os bairros do Humaitá, Fonte da Saudade, Lagoa, Jardim Botânico, Gávea, Ipanema e Leblon.

A bisneta de Varela, Petronilha Fagundes (1671-1717), casou-se, em 1702, com o oficial da cavalaria e jovem português Rodrigo de Freitas Melo e Castro (1684-1748), que deu o nome pelo qual a lagoa é conhecida até hoje. A propriedade permaneceu com a família até 1808, quando a Corte portuguesa chegou ao Rio de Janeiro.

D. João VI (1767-1826) desapropriou o engenho da lagoa, que já estava abandonado desde a morte do oficial, o transformou na Fazenda Nacional da Lagoa Rodrigo de Freitas e construiu no local a Real Fábrica de Pólvora. D. João VI funda ainda, no mesmo local, um jardim para aclimatação de plantas exóticas, o Real Horto Botânico, que se tornaria o atual Jardim Botânico do Rio de Janeiro. 

Até o final do século XIX, a área da lagoa permaneceu quase intacta, apenas alguns aterros haviam sido feitos na região do Leblon. Depois, o entorno da lagoa foi se urbanizando e sofrendo sucessivos aterros. Em 1809, o espelho d'água da lagoa tinha 4,48 milhões de m². Mas no século XX, sofreu tantos aterros que ficou reduzida quase à metade do seu tamanho. Em 1975, seu espelho d'água tinha 2,30 milhões de m². Somente no ano 2000, o tombamento foi oficializado e a sua geografia preservada" (https://www.brasilianaiconografica.art.br/artigos/23412/as-vistas-da-lagoa-rodrigo-de-freitas-ao-longo-do-tempo).

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

ESTAÇÃO CENTRAL DO BRASIL (1870)

 

https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8537

Fotógrafo Georges Leuzinger em 1870. Prédio da Estação Central do Brasil - Estrada de Ferro D. Pedro II

A Estação foi construída no Campo de Santana no centro do Rio de Janeiro e inaugurada em 1858 com seus 35 quilômetros iniciais.

 A Estrada de Ferro D. Pedro II tinha o objetivo ligar as províncias do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, um projeto que se estendeu por quase meio século. 

Planta Geral da Estrada de Ferro Central do Brasil em 1890:

Por Governo do Estado do Rio de Janeiro - Arquivo Nacional, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=67849840

Em 1943, no mesmo local, frente ao crescimento da demanda e das linhas, foi inaugurado o novo prédio da Estação Central do Brasil. 

HOTEL ROYAL - CORUMBÁ

 

https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3773

Cartão-postal do Hotel Royal construído pelo italiano Martino Santa Lucci no início dos anos 1900. 

O cartão é de 1910 e foi editado por M. Perez e Eudozio Lima

O Hotel Royal ficava localizado no centro da cidade de Corumbá no Mato Grosso do Sul. Décadas depois, o local foi utilizado como Prefeitura Municipal de Corumbá. O prédio, em estado precário no presente, possui um projeto de restauração em andamento. 

BANCO DA PROVÍNCIA (1958)

 

https://www.fridmancolecoes.com.br/peca.asp?Id=23859460#

Folhinha filatélica emitida pela Sociedade Filatélica Rio-Grandense (Porto Alegre) em 1 de julho de 1958. 

A data de emissão era comemorativa ao centenário de fundação do Banco da Província do Rio Grande do Sul em 1 de julho de 1858. 

Este banco foi um dos primeiros estabelecimentos de crédito do Brasil e o primeiro banco comercial da Província do Rio Grande do Sul. A tentativa de criar o banco recuaram a 1854 e encontrou resistência do Ministro da Fazenda que defendeu a criação de uma Caixa Filial do Banco do Brasil na cidade do Rio Grande, o que ocorreu em 3 de janeiro de 1855. 

Foi reproduzida na capa da Folhinha um bilhete ao portador no valor de 10 mil réis emitido pelo Banco da Província em junho de 1859. 

https://www.fridmancolecoes.com.br/peca.asp?Id=23859460#

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

DIAMANTINA

https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/62

Rua Direita na cidade de Diamantina em Minas Gerais. 

Fotografia de Augusto Riedel do ano 1869. 

A primeira ocupação oficial de caráter colonizador em Diamantina (arraial de Tejuco) recua a 1713. O interesse era o garimpo de ouro, porém, serão os diamantes (a partir de 1729) o fator de impulso para o povoamento desta região da Capitania de Minas Gerais. 

Os diamantes atraíram a atenção das autoridades portuguesas que estabeleceram um rígido controle sobre a exploração e circulação. Luso-brasileiros e escravos africanos marcaram a formação social e cultural local. 

"Diamantina foi o maior centro de extração de diamantes do mundo no século XVIII, condição que se refletiu na evolução da cidade, desfavorecendo a formação de um espaço urbano arquitetônico na forma de uma praça representativa do poder político e religioso, como era então regra geral. Sua arquitetura civil tem referência especial pela extrema homogeneidade do seu casario. Possui uma estética sóbria, simples, porém refinada se comparada com outras cidades de sua época. Suas fachadas são bem geometrizadas e seu padrão foi sistematicamente reproduzido pela cidade, não havendo rupturas estilísticas importantes. Essas edificações apresentam evidentes testemunhos da reprodução do modelo cultural de origem portuguesa" (http://portal.iphan.gov.br).

Em 1999, Diamantina foi declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO.  

O ECLIPSE DE 1865 EM PETRÓPOLIS

 

https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/622

Fotografia realizada próximo ao final do eclipse solar de 25 de abril de 1865 em Petrópolis

Observa-se a fachada principal do Palácio Imperial (atual Museu Imperial). Fotógrafo Revert Henrique Klumb

O eclipse solar ocorreu numa terça-feira, 25 de abril de 1865 quando a Lua passou entre a Terra e o Sol. O eclipse total é quando a Lua bloqueia toda a luz emitida pelo Sol. 

A faixa de totalidade deste eclipse (trajetória do cone de sombra da Lua sobre a superfície da Terra com cerca de 300 quilômetros de largura) cruzou Petrópolis e o Rio de Janeiro. A visualização em Petrópolis era ainda mais privilegiada por estar localizada a mais de 800 metros de altura. 

Como o dia vira noite, acredito que esta fotografia foi realizada quando já começava a clarear (se observa uma sombra em algumas árvores da direita). Por mais que o fotógrafo abrisse a angular e deixa-se em exposição para a placa ser sensibilizada, na escuridão de um eclipse o efeito deveria ficar mais esmaecido. Durante um eclipse total, em casos de não haver nebulosidade, pode se observar até estrelas. São especulações... 

Abaixo, o mapa da trajetória do eclipse solar de 1865. Em azul está a faixa de totalidade:

By Attribution: Eclipse Predictions by Fred Espenak, NASA's GSFC - http://eclipse.gsfc.nasa.gov/, Public Domain, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=16982936