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Cartão-postal das Ruínas de S. Miguel editado por Foto Bruno (Santo Ângelo). Fotografia com datação hipotética de 1950.
Ao fundo a fachada da Igreja de S. Miguel Arcanjo e, em primeiro plano, a Cruz Missioneira.
A inspiração para a Cruz Missioneira está na Cruz de Caravaca da Espanha e na Cruz de Loreto da França. Os Jesuítas espanhóis utilizaram o símbolo de Caravaca nas missões/reduções durante o projeto de conquista espiritual. O símbolo foi utilizado como proteção espiritual, devoção, reforço da fé e luta contra o mal.
Interessante é que a Cruz mostrada na fotografia de São Miguel não é original desta Missão. Ela foi retirada de um cemitério de Santo Ângelo e enviada no ano de 1938 para S. Miguel onde estava sendo montado o Museu das Missões Jesuíticas.
No Rio Grande do Sul, os Sete Povos das Missões foram invadidos por tropas luso-espanholas em 1756 e os jesuítas foram expulsos em 1759. Foi um longo período de abandono, pilhagens, roubo de peças, retirada de estruturas materiais para novas construções, tornados, incêndios etc. Quantos povoados tinham a Cruz Missioneira? Talvez todos? No presente se investiga o que restou das materialidades e se busca compreender as origens destes remanescentes.
Quando visitei São Miguel em 1990, comprei uma Cruz Missioneira em madeira esculpida por índios Guaranis. Dei de presente para os meus pais que a mantinham em destaque na sala de estar. Atualmente, guardo com carinho esta peça com carga emocional e como símbolo fundamental do projeto histórico das Missões Jesuítico-Guaranis.