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Cartão litográfico da Casa Notre Dame de Paris localizada na Rua do Ouvidor no Rio de Janeiro. Se o cartão for coerente com a imagem, a hipótese é ter sido editado entre 1865-1875.
Uma das casas comerciais mais famosas do Rio de Janeiro, estabelecida em 1848, era voltada, em especial, a comercialização de tecidos, roupas e acessórios femininos. Também trabalhava com roupas masculinas e infantis.
Seu proprietário era o francês M. Décap que procurou edificar um pedaço de Paris na capital do Império do Brasil. Os produtos franceses tinham um marcante apelo junto às elites brasileiras e o Rio de Janeiro era a capital de difusão das modas e hábitos nas províncias brasileiras.
Em Memórias da Rua do Ouvidor (1878) o escritor Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882) deixou as seguintes impressões:
"A loja Notre Dame de Paris, bem que não seja exclusivamente de fazendas e de modas francesas para senhoras, é, contudo, principalmente atraidora do belo sexo, e representa no seu imenso mundo capital avultadíssimo, que deve vencer juros pagos pelos consumidores e consumidoras; além disso, a loja contém e alimenta numerosa população de empregados de escritório, de caixeiros às dezenas, de modistas e costureiras em número elevado, de serventes e criados todos vencendo honorários e aluguéis. Calculem e façam ideia do que custam a moda e a elegância da cidade do Rio de Janeiro!...
Porque em cada corte de seda, em cada toilette, em cada xale, chapéu, gravatinha, etc., a compradora paga e deve pagar no seu tanto proporcional, além do valor e lucro do objeto que adquire, o aluguel da casa, e os honorários dos empregados de escritório, dos caixeiros, das modistas, das costureiras, dos serventes e dos criados, e antes de tudo isso os tributos da alfândega, que na verdade são de arrasar!...".
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