Porto do Rio Grande em 1908

Porto do Rio Grande em 1908

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

CRUZ MISSIONEIRA

 

https://www.bvcolecionismo.lel.br/peca.asp?ID=27617798&ctd=245

Cartão-postal das Ruínas de S. Miguel editado por Foto Bruno (Santo Ângelo). Fotografia com datação hipotética de 1950. 

Ao fundo a fachada da Igreja de S. Miguel Arcanjo e, em primeiro plano, a Cruz Missioneira. 

A inspiração para a Cruz Missioneira está na Cruz de Caravaca da Espanha e na Cruz de Lorena da França. Os Jesuítas espanhóis utilizaram o símbolo de Caravaca nas missões/reduções durante o projeto de conquista espiritual. O símbolo foi utilizado como proteção espiritual, devoção, reforço da fé e luta contra o mal.  

Interessante é que a Cruz mostrada na fotografia de São Miguel não é original desta Missão. Ela foi retirada de um cemitério de Santo Ângelo e enviada no ano de 1938 para S. Miguel onde estava sendo montado o Museu das Missões Jesuíticas. 

No Rio Grande do Sul, os Sete Povos das Missões foram invadidos por tropas luso-espanholas em 1756 e os jesuítas foram expulsos em 1759. Foi um longo período de abandono, pilhagens, roubo de peças, retirada de estruturas materiais para novas construções, tornados, incêndios etc. Quantos povoados tinham a Cruz Missioneira? Talvez todos? No presente se investiga o que restou das materialidades e se busca compreender as origens destes remanescentes. 

Na Planta da Missão de São Miguel Arcanjo de 1756 se observa a Cruz Missioneira em frente a primeira carreira de casas comunais do guaranis. Este caminho levava a praça maior e dali para a Igreja. O desenho retrata a Cruz que ainda existia em São Miguel.  



Quando visitei São Miguel em 1990, comprei uma Cruz Missioneira em madeira esculpida por índios Guaranis. Dei de presente para os meus pais que a mantinham em destaque na sala de estar. Atualmente, guardo com carinho esta peça com carga emocional e como símbolo fundamental do projeto histórico das Missões Jesuítico-Guaranis. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário