Porto do Rio Grande em 1908

Porto do Rio Grande em 1908

domingo, 31 de agosto de 2025

APENAS UMA NEBLINA?

 

Passei a noite com muita dificuldade para respirar. Um persistente odor de gás e produto químico saturava o ambiente. 

Pela manhã, uma neblina estava assentada pelas ruas do bairro. Fog londrino ou Fog papareia: eis a questão!

Chamei o co-piloto Calvin para desvendarmos o mistério. A distância a ser percorrida com o poderoso Peugeot (que não estragou pelo caminho...) era de uns 8 quilômetros até o Distrito Industrial em sua área química/indústria de adubos. 

Rapidinho descobriríamos a origem da neblina e do odor. E... Bingo, mais um mistério resolvido: as fotografias são esclarecedoras. O Fedex e o Fog eram papareia - emissões das indústrias de adubos. 

Com satisfação e esclarecimento na alma, agora foi correr para casa para dar mais dois jatos de Aerolin no pulmão.

Fotografias: Luiz Henrique Torres. Distrito Industrial, 30 de agosto de 2025. 


DESVENDANDO OS COMETAS DE 1853 E 1843

 

Cometa de março de 1843, visto da Austrália. Mary Morton Allport - http://stors.tas.gov.au/AUTAS001136168184.Biblioteca da Tasmânia. 


Esta passagem no jornal Diário do Rio Grande de 3 de maio de 1853 é intrigante: "Há 4 ou 5 dias que se divisa no firmamento um cometa. Não é tão luminoso, nem tão monstruoso como o que apareceu alguns anos passados, mas é bastante visível".

O trecho do jornal é uma narrativa documental do fenômeno que estava sendo observado na cidade do Rio Grande. Não fosse o periódico ter dedicado algumas linhas ao avistamento e não se teria conhecimento de que um cometa estava sendo visto naqueles dias de 1853. E o tema, ao não ser registrado documentalmente, poderia não ser esclarecido pela pesquisa histórica de eventos astronômicos. Nestes dois casos, a pesquisa foi plenamente esclarecedora. Vejamos de que forma...

Os moradores da cidade do Rio Grande estavam observando o Cometa C/1853 G1 (Schweizer) que foi descoberto em 5 de abril de 1853 pelo astrônomo suíço Kaspar Gottfried Schweizer que estava fazendo observações astronômicas em Moscou. A maior proximidade da Terra ocorreu em 29 de abril com 0,084 UA ou cerca de 12,5 milhões de quilômetros de distância. O cometa chegou a se apresentar como de primeira magnitude (comparado com a luminosidade das estrelas) e seu período orbital é de 781 anos, ou seja, deverá aparecer novamente no ano 2.634. 

A chuva de meteoros y Aquilídeos cujo pico é, anualmente, em 4 de maio, está relacionada a passagem deste cometa que deixou estas partículas no espaço. 

A breve matéria jornalística também fez referência a um grande cometa que foi visível alguns anos antes. E realmente, em março de 1843 o C/1843 D1 e 1843 I brilhou intensamente deixando registros nos anais astronômicos. Este corpo celeste era de uma família de cometas formada quando da desintegração de outro cometa em múltiplos pedaços no ano 1106. A característica desta família é passar rente ao Sol e produzirem um brilho intenso. Ele passou a apenas 827 mil quilômetros do Sol e foi observado até na luz do dia. A maior aproximação com a Terra foi em 6 de março quando chegou a cerca de 120 milhões de quilômetros de distância. Seu maior brilho foi em 7 de março quando estava visível no Hemisfério Sul. O cometa tinha a maior cauda até então observada. Seu período orbital é entre 600 e 800 anos. Portanto, levará muito tempo para retornar. 

Matéria publicada em Leipzig em 1 de julho de 1843 no periódico IIlustrirte Zeitung destacava a grande raridade deste cometa ter uma causa que cobria quase um quarto da abóboda celeste.  Foi reproduzida esta gravura de como foi observado em Londres em 17 de março de 1843 às 19h30. A estrela mais luminosa (à esquerda) é Sirius e, acima dela, às Três Marias na Constelação de Órion. 

Von Johann Jacob Weber (Hrsg.), 1803–1880 - Illustrirte Zeitung, Nr. 1 vom 1. Juli 1843, J. J. Weber, Leipzig 1843. MDZ München, Gemeinfrei, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=32507683

O periódico alemão também faz uma interessante observação sobre o impacto destes astros no imaginário coletivo: 

"Além da pesquisa científica aprofundada, é preciso mencionar também os preconceitos cegos da superstição. Em nenhum lugar da Europa eles podem ser maiores do que na Turquia. Em Constantinopla, esse sinal no céu, que pairava ameaçadoramente sobre o minarete e o crescente da Igreja de Santa Sofia, causou considerável alarme. Isso, juntamente com o inverno excepcionalmente sem neve e sem geadas, acredita-se que prenuncia eventos de grande importância: guerra, peste e a queda de grandes impérios. Recorde-se uma antiga profecia turca de que, entre os anos 40 e 50, os otomanos deixariam a Europa e retornariam à sua antiga pátria na Ásia Menor. Entre os gregos, que são ainda mais supersticiosos que os turcos, esse fenômeno despertou tantas esperanças quanto entre eles, e mesmo nas ilhas do Mar do Sul, onde brilhou em seu mais intenso esplendor, seu aparecimento foi associado à expectativa de algo incomum e especial".

A imagem abaixo, mostra uma representação artística obtida do cometa de 1843 em sua passagem pela Austrália:

https://libraries.tas.gov.au/Digital/AUTAS001136168184/AUTAS001136168184.


Outra gravura obtida sobre o Cometa de 1843 foi publicada na França em periódico não identificado (fonte:https://www.meisterdrucke.pt/impressoes-artisticas-sofisticadas/French-School/1007624/Aparecimento-de-um-cometa-em-Paris-em-1843---gravura.html). A referência do texto é sobre a emoção provocada em Paris e nos departamentos franceses com a luminosa visão.  




sábado, 30 de agosto de 2025

CARTÃO-POSTAL MARC FERREZ

 

https://www.bvcolecionismo.lel.br/peca.asp?ID=26896258&ctd=7&tot=&tipo=&artista=

Belíssimo cartão-postal editado por Marc Ferrez e manuscrito de 8 de fevereiro de 1905. Esta emissão teve início em 1899 sendo um dos clássicos das centenas de postais produzidos por Marc Ferrez. Está sendo leiloado por https://www.bvcolecionismo.lel.br 

As imagens de uma negra baiana e de uma índia botocuda com o seu filho foram reproduzidas horizontalmente. Dois elos da formação étnica brasileira foram impressas e ao lado, estão dois selos "madrugada republicana" com carimbo de Botafogo no Rio de Janeiro e com destino a Paris. 

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

LIVRO LOBISOMEM: RAÍZES HISTÓRICAS


 Especialmente, para os acadêmicos da disciplina História e Terror. Reitero que o livro Lobisomem: raízes históricas está disponível para download e leitura na janela na margem direita da página. É só clicar na imagem. O material será utilizado em aula. 

Se baixar no smartphone, vá até o pé da página e marque "Ver Versão para a web" que abrirá as laterais. 

A FUGA DE SILVA TAVARES

 

Almanak Literário e Estatístico do Rio Grande do Sul para 1909. https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=829447&pagfis=6698

No calor da hora da Revolução Farroupilha, no dia 18 de fevereiro de 1837, o jornal Mercantil publicado na cidade do Rio Grande (anti-farroupilha e defensor do Império), exaltava a fuga do Tenente-Coronel João da Silva Tavares, comandante da Guarda Nacional da Província do Rio Grande.

Silva Tavares não aceitou participar da Revolução, pedido feito por Bento Gonçalves da Silva, e organizou a resistência militar do Império contra o movimento. Feito prisioneiro, foi levado para o Uruguai. Lá escapou de uma possível execução subornando um militar. Retornou ao Rio Grande do Sul, chegando a cidade do Rio Grande onde se reorganizou para continuar a campanha militar.  

A imprensa vai acompanhando esta "guerra de versões" sobre os episódios, sempre buscando depreciar o inimigo com ironias ou comentários depreciativos. O farroupilha Domingos de Almeida é "probo e virtuoso" (ironia e desprezo) e Menino Diabo (um farroupilha sádico e assassino, mas fiel ao movimento) teria recebido dinheiro para deixar os inimigos escaparem: o objetivo é depreciar e enfraquecer os revolucionários com falácias sobre corrupção e traição.  

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

RIO GRANDE DO SUL EM 1907

 

Almanak Laemmert: Administrativo, Mercantil e Industrial. Rio de Janeiro, 1907.  https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=313394

Esta é uma síntese sobre o estado do Rio Grande do Sul publicado em 1907 no Almanak Laemmert do Rio de Janeiro. 

A população era de aproximadamente 1 milhão de habitantes. Pelotas era o centro da indústria pastoril e Rio Grande tinha "duas importantes fábricas, cujos produtos fazem séria concorrência aos similares estrangeiros, pela excelência dos tecidos de lã, seda, algodão etc". As fábricas referidas são a União Fabril (ex-Rheingantz) e a Ítalo-Brasileira.  

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

SÃO JOSÉ DO NORTE EM 1903

 

Almanak Laemmert: Administrativo, Mercantil e Industrial, Rio de Janeiro, 1903. https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?

Informações sobre São José do Norte no ano de 1903 conforme publicado no Almanak Laemmert

Nesta época as atuais cidades de Mostardas e Tavares faziam parte da Vila de São José do Norte que ganhou a condição de cidade em 31 de março de 1938. 

terça-feira, 26 de agosto de 2025

NAVEGAÇÃO NA LAGOA MIRIM (1907)

 

https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=829447&pagfis=6289

Almanak Literário e Estatístico do Rio Grande do Sul para 1907. 

Navegação à vapor entre Rio Grande, Pelotas, Santa Isabel, Santa Vitória e Jaguarão. 

Nos velhos tempos da navegação de passageiros na Lagoa Mirim (e também Lagoa dos Patos, Canal São Gonçalo e Rio Jaguarão). 

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

MARC FERREZ E OS VENDEDORES AMBULANTES

https://www.bvcolecionismo.lel.br/peca.asp?ID=26896259&ctd=8&tot=&tipo=&artista=

Cartão-postal de Marc Ferrez com vendedores ambulantes do Rio de Janeiro. O cartão é datado do Rio de Janeiro em 1906, mas pode ter sido originalmente impresso a partir de 1899. Está escrito em francês e não foi enviado pelos Correios. Possivelmente, foi entregue em mãos. 

O cartão retratada vendedores ambulantes do Rio de Janeiro: vendedores de aves e vendedor de vassouras, cestos, espanadores de pó etc. 

domingo, 24 de agosto de 2025

MARC FERREZ E PAQUETÁ

 

https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon669808/icon669808.jpg

Cartão-postal do Rio de Janeiro editado por Marc Ferrez. O carimbo de registro da Biblioteca Nacional é de 22 de outubro de 1903.

É uma vista do final do século XIX da Ilha de Paquetá na Baía da Guanabara.

Atualmente a Ilha de Paquetá é um bairro da zona central do Rio de Janeiro constituído por diversas ilhas. 

Paquetá, constituído por cerca de 15 praias, é um recanto turístico que chega a receber 20 mil pessoas por dia num acesso feito por barcas e catamarãs no centro do Rio de Janeiro. A população moradora é de pouco mais de 3 mil pessoas. 

Marc Ferrez tem outras fotografias de Paquetá. Encontrei, no mesmo local, este flagrante obtido por Ferrez em 1885. 

https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6233. Acervo: IMS. 

sábado, 23 de agosto de 2025

O ESTRANHO MUNDO DE JACK

 

Fotografia: Luiz Henrique Torres, 23-08-2025, 22h. *Bolinho com 50% de peixe e 50% de batata com uma camada de farinha de maizena ou trigo. 

Em que um Malbec Argentino, um bolinho de Jundiá Gaúcho e Tim Burton tem relação?

Na Gastronomia e na Literatura Fantástica tem tudo a ver... 

O RIO DE JANEIRO EM MARC FERREZ

 

https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon669807/icon669807.jpg

Cartão-postal do Rio de Janeiro editado por Marc Ferrez. O carimbo de registro da Biblioteca Nacional é de 22 de outubro de 1903. 

Marc Ferrez (Rio de Janeiro, 1843-1923) foi um dos maiores fotógrafos brasileiros fazendo registros de espaços urbanos e rurais dos períodos Imperial e Republicano. No Rio de Janeiro ele subia os morros com os pesados equipamentos para registrar a beleza natural e o crescimento urbano. Deixou registros preciosos de uma cidade que se modificou radicalmente em pouco mais de cem anos. Em 1900 a população do Rio de Janeiro era de 740.000 habitantes. Em 2024 é 6.729.000, ou seja, 6 milhões de habitantes a mais do que na época deste cartão-postal fotográfico. 

A partir de 1899 começou a editar cartões-postais aproveitando seu extraordinário acervo de fotografias. Editou, mais de 300 cartões utilizando a técnica da fototipia. Este cartão pode ter sido editado em 1900-1901. 

O cartão é um clássico do imaginário visual brasileiro: "vista topográfica de Botafogo". Trata-se da enseada de Botafogo, Pão de Açúcar, Morro da Urca e vários cenários marcantes da história e iconografia brasileira.  

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

ALTA ATIVIDADE ELÉTRICA

 

https://www.facebook.com/metsulmeteorologia/?locale=pt_BR 22-08-2025, 20h20. 

Cerca de 16 horas após a imagem de raios da postagem desta madrugada, adentramos a noite com um cenário absurdo de atividade elétrica. Ainda é resultado da entrada da frente quente. 

Conforme a MetSul Meteorologia, até às 19 horas de hoje, 22 de agosto, foram cerca de 300.000 registrados no Rio Grande do Sul pelo sensor GLM do satélite GOES-19. 

A partir da madrugada do sábado entra uma frente fria. Os raios devem ceder e no lugar deverá ocorrer chuva forte e ventos intensos. A bipolaridade está entre raios/granizo/chuva x chuva/ventos fortes. 

Fonte: https://metsul.com/frente-fria-avanca-com-temporais-apos-calor-de-36oc-em-pleno-agosto/?fbclid=IwY2xjawMV6IZleHRuA2FlbQIxMQABHmC269IQ3GrpcYwsiC1Fq8dpeDwcYohXo9HLJ2bu8buDos208LJfJ3xTWDzG_aem_pKtRcDXK_TRFMh-93ttRXQ

TEMPORAIS

https://metsul.com/raios/22-08-2025, 04h45.

Noite de temporais no Rio Grande do Sul. 
Intensa atividade elétrica atua em quase todo o estado. 

Muita chuva e registros de queda de granizo em vários municípios.  

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

CARTÃO DE R. STRAUCH (1904)

 

https://www.filatelicajungesleiloes.com.br/peca.asp?Id=26270290

Mais uma preciosidade que saiu de um baú para se tornar uma imagem que volta para a luz. 

Digo preciosidade por ter escrito um livro sobre os cartões de R. Strauch e não conhecia esta peça. 

Cartão-postal de R. Strauch, Livraria Rio-Grandense, cidade do Rio Grande do Sul (ou seja, Rio Grande). 

Este cartão circulou com um carimbo de 24 de setembro de 1904. 

O cartão fotográfico mostra duas imagens: o Quartel-general, prédio muito retratado nos postais; e o Hotel Paris, prédio raro de ser contemplado nos cartões. 

O remetente está solicitando a permuta de cartões-postais com a destinatária. Este colecionismo era intenso na época e nas mensagens, se constata de reciprocidade ou silenciamento. Acabava sendo um peso a cobrança por respostas breves para aumentar a coleção e estabelecer relações sociais ou até afetivas. Muitos cartões que já analisei, evidenciam reclamações por não ter obtido respostas. Mesmo a 121 anos no passado, a sociabilidades das pessoas já tinha lá seus limites... 

terça-feira, 19 de agosto de 2025

SANTA MARIA EM 1910

 

https://www.filatelicajungesleiloes.com.br/peca.asp?Id=26816965

Cartão-postal edição da Casa A Miscellanea - Leonetti, Porto Alegre. 

O cartão fotográfico da cidade de Santa Maria mostra a Praça Saldanha Marinho (inaugurada em 1907) e a Avenida Rio Branco (assim denominada em 1908 quando deixou de ser Avenida Progresso). 

Este cenário da área mais central de Santa Maria foi editado por volta de 1910. 

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

VENDAVAL NO HORIZONTE PRÓXIMO

 

Projeção de vento máximo do modelo WRF-ECMWF até 21h de quarta | METSUL https://metsul.com/quais-cidades-e-regioes-tem-maior-risco-de-temporais-e-vento-no-ciclone/. 18-08-2025, 11h28. 

Ciclone Extratropical se formará entre a Argentina, Uruguai e o Rio Grande do Sul entre amanhã, terça-feira e a quarta-feira. Chuva forte, temporais, ventos intensos... Em síntese, vem encrenca neste mês de agosto. Nada de novo no front! 

Entre o final da terça e o início da quarta-feira poderemos ter, no caso do município do Rio Grande e parte do litoral do Sul, ventos muito intensos/fortes. 

Vejamos a previsão de cidades mais atingidas, conforme a MetSul:

"No litoral e sobre a Lagoa dos Patos, o vento deve ser mais forte. As rajadas no final da terça e durante a quarta-feira devem ficar entre 70 km/h e 90 km/h em vários pontos da faixa costeira, mas isoladamente podem ocorrer rajadas próximas, ao redor e até acima de 100 km/h. O vento pode soprar com rajadas fortes a muito fortes em Capão da Canoa, Xangri-lá, Tramandaí, Imbé, Cidreira, Osório, Balneário Pinhal, Palmares do Sul, Capivari do Sul, Mostardas, Tavares, São José do Norte, Rio Grande, Pelotas, Santa Vitória do Palmar e Chuí. Também são áreas com potencial para vento forte a intenso São José dos Ausentes, Cambará do Sul, São Francisco de Paula, Rolante, Riozinho, Camaquã, Santo Antônio da Patrulha, Barra do Ribeiro, Arambaré, Cristal, Tapes, Turuçu e São Lourenço do Sul". 

Portanto, é fundamental manter carregadas as luzes de emergência e baterias para celular etc. Que lugares serão sorteados pelo vendaval para promover problemas mais significativos só saberemos ao longo de mais este ciclone extratropical. 

RUA MARECHAL FLORIANO

 

https://www.filatelicajungesleiloes.com.br/peca.asp?ID=26636406&ctd=165

Cartão-postal em preto e branco da Livraria Americana n. 11 de uma série sobre a cidade do Rio Grande. Foi emitido entre 1901-1902, mas este exemplar circulou em 1908. 

Esta é a Rua Marechal Floriano esquina com a Rua Benjamin Constant na época chamada de Beco do Carmo. No lado esquerdo a grade é da Igreja do Carmo que foi demolida em 1928 para abertura da rua. O portentoso prédio da esquina é a Associação dos Empregados do Comércio evidenciando a importância econômica do comércio de importação e exportação praticado na cidade portuária. 

Basicamente há uma valeta cortando a Rua Marechal Floriano, possivelmente era para o escoamento da água em direção a Rua Riachuelo e daí para descarga na Lagoa dos Patos junto ao Porto Velho. 

Duas carroças morosamente estão em deslocamento e se observa os trilhos do bonde que, nesta época, era puxado por burros ou cavalos. 

A vegetação na parte central, ao fundo, é a Praça Xavier Ferreira (Praça General Telles). No lado direito, ao fundo, o prédio da Alfândega. No primeiro plano à direita, um poste de telefônico. 

O movimento de pedestres eram intenso nesta que era a principal rua comercial da cidade. 

No lado esquerdo, alguns prédios mais à frente, estava estabelecida a Livraria Americana onde o cartão deve ter sido editado.   

domingo, 17 de agosto de 2025

BARRA DO RIO GRANDE (1915)

 

https://www.filatelicajungesleiloes.com.br/peca.asp?ID=26636407&ctd=166

Cartão-postal Edição da Associação Comercial do Rio Grande comemorativo a abertura da Barra do Rio Grande no ano de 1915. 

Este cartão mostra o navio escola Benjamin Constant da Marinha do Brasil acessando a Barra do Rio Grande em 15 de março de 1915. Seu calado era de 6m40 e seguiu pelo canal de acesso até o Porto Novo. As obras da Companhia Francesa do Porto do Rio Grande estavam obtendo o resultado esperado que culminariam numa profundidade de 10 metros de calado. 

Na década de 1880, por vezes, o calado não chegava a 2 metros de profundidade o que inviabilizava a navegação. A construção dos Molhes da Barra foram iniciados na década de 1890, mas longo abandonados. A retomada e finalização das obras foi essencial para a viabilidade e segurança da navegação numa barra de intenso assoreamento. 

sábado, 16 de agosto de 2025

ESTEREOSCÓPIO

 

Um longo tempo da história da humanidade as tecnologias eram analógicas. Num tempo recente e muito restrito em termos cronológicos, as tecnologias digitais passaram a ser predominantes. Novas gerações nem conheceram muitos equipamentos. 

Um exemplo está neste aparelho estereoscópio (fotografias abaixo) que permitia visualizar um objeto a partir de dois pontos de observação próximos (as duas lentes). Unindo as duas imagens resultava um efeito tridimensional ou 3D. O aparelho era entregue gratuitamente para quem leva-se 100 figurinhas ou cards que acompanhavam as carteiras de cigarro. As vendas da empresa aumentaram e um modismo foi instituído. Até hoje, é possível encontrar estereoscópios à venda em condições de uso. Eles foram distribuídos entre as décadas de 1910-1920. 

Os cigarros da marca Veado eram fabricados no Rio de Janeiro pela Imperial Estabelecimento de Fumo, considerada a primeira fábrica de cigarros do Brasil, que foi fundada em 1874 pelo português José Francisco Corrêa, o Conde de Agrolongo (1853-1929). Corrêa era fotógrafo amador e difundiu em grande escala a reprodução imagens urbanas e rurais do Brasil nos cards colecionáveis que acompanhavam os cigarros. Lançou centenas de fotografias estereoscópicas com vistas de pessoas, áreas urbanas etc. 

As fotografias de estereoscópio e dos cards foram reproduzidos de https://www.franklinleiloes.com.br





sexta-feira, 15 de agosto de 2025

CENTENÁRIO DO MONUMENTO AO BARÃO DO RIO BRANCO

https://www.bvcolecionismo.lel.br/


Cartão-postal fotográfico da Praça Sete de Setembro com o detalhe no perfil do monumento ao Barão do Rio Branco. Cerca de 1930.

O monumento foi inaugurado em 10 de fevereiro de 1925 e, neste ano, está completando o seu centenário. 

Observa-se, entre granito e bronze, a belíssima obra de arte pública e o conjunto de quatro postes de iluminação. 

Basicamente, o que restou é o Barão do Rio Branco na estrutura de granito. O bronze que podia ser arrancado ou serrado não mais existe. Até a cadeira foi levada... 

Os antepassados que participaram da cotização para edificação do monumento, certamente, vendo a situação atual, teriam declinado das contribuições.  

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

CLUBE ALIANÇA - SANTA CRUZ DO SUL

 

https://www.filatelicajungesleiloes.com.br/peca.asp?ID=16683387&ctd=245#

Cartão-postal com uma procissão católica na Rua da República, atual Rua Marechal Floriano, no centro de Santa Cruz do Sul. Data hipotética: 1910-1920. 

Observa-se a torre da capela católica que foi inaugurada em 1863. No local foi construída a atual igreja São João Batista (obras entre 1928-1936). 

O Clube Aliança foi fundado pela Igreja Católica em 26 de abril de 1896. O prédio recebeu a pedra fundamental em 1899 e foi inaugurado em abril de 1900 (esquerda do cartão). Foi construído com dois pisos e o salão era para até 2.000 pessoas. Em 26 de janeiro de 1902 foi realizada, neste local, a primeira sessão de cinema de Santa Cruz. 

Foi bom ver este cartão, pois trouxe uma série de lembranças muito distantes. Estive na Aliança com meu pai no final dos anos 1960 ou início de 1970. Conheci o salão de madeira que foi demolido no final da década de 1970. Por volta de 1952, com uns 14 anos, minha mãe ajudava minha tia que era responsável pela copa do clube. Trabalhou muito ajudando gratuitamente esta tia que havia ficado viúva e tinha vários  filhos para sustentar. Me falou dos bailes e das comidas que aprendeu a fazer como a maionese de frango com ervilhas. Um prato apreciado em Santa Cruz nos anos 1950-60. E realmente, é excelente. E tantas histórias que escutei... 

Preservei na memória algumas oralidades que escutei sobre o Clube Aliança. 

Uma fotografia mais detalhada do prédio de dois pisos:

https://www.clubealiancasantacruz.com.br/historia

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

CASSINO HOTEL

 


Cartão-postal do Foto Postal Colombo datado de 1959-1960. 

A fotografia é do Cassino Hotel no Balneário Cassino. 

Importante, é o leitor não confundir os hotéis. Este hotel da fotografia foi construído na década de 1910 na Avenida Rio Grande proximidades da Avenida Atlântica. Fica próximo ao extinto Chalé dos Dois Bicos, portanto, não distante da beira-mar (na época...). Em algum momento da década de 1940 deve ter adotado esta denominação. Este hotel continua em funcionamento com o mesmo nome: Cassino Hotel. 

O Hotel Cassino que é o tradicional, foi inaugurado com o balneário em 1890. Passou a se denominar Hotel Atlântico já nos primórdios dos anos 1940. Fica localizado nas proximidades da antiga e desativada Estação Ferroviária e tem a fachada para a Rua Osvaldo Cruz. 

terça-feira, 12 de agosto de 2025

GRUSS AUS R. STRAUCH

 

https://www.filatelicajungesleiloes.com.br/peca.asp?Id=26270237

Dois cartões raros foram leiloados recentemente. 

E mais raro ainda é que trata-se do mesmo modelo de cartão que dificilmente é comercializado. 

São dois cartões com imagens "exóticas" que é difícil imaginar serem feitas por Livraria Rio-grandense/R. Strauch um rigoroso proprietário de tipografia e livraria. A sensação que eu tive é de que as imagens não correspondem ao tema... e não foi apenas minha no presente, pois, voltando mais de cem anos no tempo... O remetente colocou pontos de interrogação e exclamação nas gravuras que considerou anômalas.  E o cartão está datado de 5 de maio de 1904. 

Minha hipótese de trabalho é que Ricardo Strauch enviou estes cartões (é uma coleção com três) para serem editados e impressos na Alemanha, possivelmente, em Liepzig onde ele tinha parcerias comerciais. Portanto, a composição artística não foi feita por um conhecedor do Rio Grande do Sul. Este artista alemão deveria ter algumas gravuras em publicações (como Debret ou Rugendas) e foi adaptando diferentes espacialidades para o cenário Rio-grandense em sua porção sul. E no sul o cenário é de campos, coxilhas, criação de gado vacum, peões e fazendeiros, fazendas, casas coloniais, currais, charqueadas, cavalos etc. Ou seja, o cenário característico da formação luso-brasileira fundada na grande propriedade (sesmarias) e lides campeiras em áreas do pampa sul-rio-grandense. O que se observa são cenários típicos da fronteira agrícola sendo aberta por imigrantes alemães e italianos (especialmente o último) com base na pequena propriedade e mão-de-obra familiar a partir da derrubada da mata para a policultura agrícola em terrenos não propícios para a criação de gado vacum.  

Mas as imagens remetem ao sertão (araucárias e duas tendas padrão Sioux?), roça com derrubada de árvores da Mata Atlântica para construção de colônias de imigrantes (imagem típica de um escravo cortando a árvore - porém, a escravidão terminou em 1888 e a mão-de-obra deveria se colonos), mato virgem (típica Mata Atlântica e pequeno curso de água retratado por Debret e Rugendas para o Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e porções do litoral norte do Rio Grande do Sul) e a onça-pintada (cara orelhas de lince), ainda existente no norte do Rio Grande do Sul no final do século XIX. Mas, a onça, foi classicamente retratada por cronistas e artistas para estados de Santa Catarina para o norte do Brasil. Em especial, para a região Amazônica e Mato Grosso. E o foco principal do cartão-postal remete ao fazendeiro: o objetivo era retratar a economia dinâmica do Rio Grande do Sul desde o século XVIII: a pecuária e o fazendeiro. Aparece este personagem com um chapéu descaracterizado que lembra os tropeiros que cruzavam estas regiões de mata como nômades e não como sedentários criadores de gado ou mulas: eles buscavam o gado no sul para os conduzirem até os entrepostos em São Paulo. Porém, no final do século XIX este trânsito com bois era muito mais rarefeito. Um cenário mostrando tropeiros levando porcos seria mais coerente frente a já existente produção de suínos pelos imigrantes europeus. 

Ou seja, se busca erroneamente retratar o fazendeiro e a paisagem do sul do Rio Grande do Sul.  

E daí se destaca o manuscrito do remetente de 1904 frente a surpresa com o cenário que foi artisticamente representado: "Visto por um [oculo?] por um europeu!!! Que triste ideia fazem de nós!!!". No próprio cartão já há um crítica a visão que os europeus tem dos rio-grandenses que vivem na floresta cercados de onças-pintadas. Visão típica aplicada as regiões tropicais do Brasil além do século XVIII-XIX. A síntese do Brasil seriam florestas e animais selvagens. Quando os brasileiros eram retratados nos cartões e cards de propaganda em seu aspecto civilizado, remetia a representações de espanhóis. 

Vamos investigar mais um pouco o cartão?

O Gruss aus (Lembranças de) traz um detalhe importante: "R. Strauch, Livraria Rio-Grandense, Rua D. Pedro II, 102, Rio Grande do Sul". Este cartão é tido como um dos mais antigos impressos no Brasil e seria de Porto Alegre. De fato, o cartão é da cidade do Rio Grande e Rua D. Pedro II é a atual Rua Marechal Floriano, nome que se tornou oficial em 1894. A hipótese é deste cartão ter sido impresso na Alemanha entre 1896 a 1898, sendo a segunda data a mais aproximada. 

O cartão era vendido na Livraria Rio-Grandense em Rio Grande e daí a hipótese de um morador desta cidade ter adquirido e enviado para uma senhora que morava na Rua 15 de Novembro no centro de Pelotas. Conforme se observa no verso com um selo de madrugada republicana de 50 réis: 

https://www.filatelicajungesleiloes.com.br/peca.asp?Id=26270237

Os cartões devem ter feito sucesso e ficaram por longos anos sendo vendidos. Um exemplo é o cartão abaixo, também leiloado em 2025 pela filatélica Junges.

Esta manuscrito em alemão e um trecho traduzido sugere que o remetente estava hospedado no Hotel Paris em Rio Grande. Observa-se que a data manuscrita é de 18 de janeiro de 1901. A hipótese é ter sido enviado de Rio Grande para Porto Alegre (ao sr. Arno Meyer). O desgaste da tinta dos carimbos não ajudaram a elucidar a hipótese. Porém, a data de janeiro de 1901 deixa claro que já estava disponível para compra em 1900. Um outro exemplar desta série de três cartões tem a data de março de 1900, portanto, já deveria estar disponível em 1899. Espero um dia encontrar um exemplar com data de 1898 para comprovar minha hipótese de longevidade.

https://www.filatelicajungesleiloes.com.br/peca.asp?Id=25219450


https://www.filatelicajungesleiloes.com.br/peca.asp?Id=25219450

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

GRUSS AUS - RIO GRANDE EM 1900

 

https://www.filatelicajungesleiloes.com.br/peca.asp?Id=26636371#

Este cartão é um dos mais significativos dos primórdios da cartofilia no Rio Grande do Sul. 

Comecei a me interessar pelos cartões-postais como documento histórico ao ver este cartão no acervo do Museu da Cidade do Rio Grande. Há alguns anos (talvez 30) no passado... 

O interesse objetivo tomou rumo quando o sr. Walter Albrecht me mostrou duas "caixas de sapato" com centenas de cartões-postais do final do século XIX e primeiras décadas do século XX. 

É gostar ou ser indiferente com estes objetos de prazer visual. E gostei demais e comecei a pesquisar estes fragmentos iconográficos de tempos passados: os cartões-postais. 

Em 2025, fiquei alguns meses sem acompanhar os leilões em que busco analisar cartões ainda inéditos no horizonte de conhecimento/pesquisa e me passei... O cartão acima foi leiloado pela Filatélica Yunges de Porto Alegre (agora em agosto) e vendido, por apenas R$60,00. Um cartão destes deveria ser negociado por cerca de R$300,00 por ser dos primeiros Gruss aus (Lembranças de...) do Rio Grande do Sul. 

Trata-se de um cartão-postal editado na Alemanha, possivelmente, em 1899. O manuscrito do cartão traz a data de 18 de setembro de 1900. 

Lembranças do Rio Grande do Sul se refere a cidade do Rio Grande como era denominada informalmente na época. As folhas abertas mostram as paisagens colorizadas: Rua Riachuelo e Porto Velho, Praça Xavier Ferreira, Porto Velho junto a Riachuelo e Mercado Público e doca do Mercado em direção ao Rincão da Cebola. 

É uma peça belíssima que gostaria de ter adquirido para doar ao acervo da Biblioteca Rio-Grandense. É um documento da cidade no último ano do século XIX. 

Que seja bem preservado pelo colecionador que o adquiriu. Longa vida a este belo cartão. 

domingo, 10 de agosto de 2025

SELO RARO - ILHA VAN DIEMEN'S (1853)

https://www.flickr.com/photos/44841559@N03/4973200957/in/photostream/

 Card de 1939 dos cigarros Ardath na série "Selos raros e interessantes".  

A Ardath Tobacco Company foi fundada em Londres em 1901. 

A Terra de Van Diemens era uma colônia britânica que passou a se chamar Tasmânia em 1 de janeiro de 1856. 

A Ilha da Tasmânia foi ocupada pelos holandeses a partir de 1642 pelo explorador Abel Tasman (personagem à esquerda no card) a mando de Anthony van Diemen (Governador-Geral das Índias Orientais Holandesas), personagem à direita. A partir de 1803, para evitar a colonização por franceses, os britânicos começaram a ocupar algumas áreas da Ilha e, posteriormente, a adaptaram para ser uma grande prisão de condenados do Império Britânico. Devido a prisão e suas crueldades, Diemens passa a ser associada a palavra diabo

O selo do card foi gravado em 1853 por Charles Walton Coard com valores de 1 pence (postagem para o interior) e 4 pence (postagem para o exterior). São os primeiros selos da Terra de Van Diemens e traz a cabeça da Rainha Vitória (os Queens Heads) impressos em papel vergê. Em 1858 são lançados os primeiros selos com Tasmânia

Como recordação de sua obra, Charles Coard guardou uma raríssima folha com 24 selos quando partiu para a Inglaterra. Ele faleceu em 1892 e sua filha, em 1917, levou esta folha para ser leiloada. Naquele ano, cada selo individual tinha o valor de 50 libras esterlinas. Desconheço o destino desta folha com o resultado do leilão... 


https://paulineconolly.com/2021/stamps-of-van-diemens-land/

sábado, 9 de agosto de 2025

SELO RARO - NOVA GALES DO SUL (1850)

https://www.flickr.com/photos/44841559@N03/4973200953/in/photostream/

 Card de 1939 do cigarro Ardath mostrando uma vista de Sydney do final da década de 1930 e um selo raro de uma colônia britânica.

Trata-se de Nova Gales do Sul um estado na costa leste da Austrália. Oficialmente, em 26 de janeiro de 1788 é fundada a cidade de Sydney e em 7 de fevereiro de 1788 foi criada pelos britânicos a Colônia de Nova Gales do Sul que estendia o controle sobre a atual Austrália. 

O selo em foco é a primeira emissão de Nova Gales do Sul que circulou em 1 de janeiro de 1850. Os selos editados na Colônia tinham os valores de 1d, 2d e 3d denominado pelos filatelistas de "Vistas de Sydney" (na baía Baotany) e mostra algumas pessoas no porto (imigrantes?). Ao redor da imagem está impresso em latim Sigillum Nov. Camb. Aust. (Selo de Nova Gales do Sul) e o lema Sic fortis Etruria crevit (Assim cresceu a poderosa Etrúria). O lema é uma referência a antiga Roma e referência a prosperidade e crescimento da Colônia. Estes selos tiveram variações de tonalidade e algumas delas se tornaram muito raras. 

Exemplo de um selo desta série, buscando uma melhor visualização da estampa: 

Selo de 1 Penny, Nova Gales do Sul, 850. Biblioteca Britânica. 

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

SELO RARO - ILHAS MAURÍCIO

https://www.flickr.com/photos/44841559@N03/4973816802/in/photostream/

Card de 1939 circulado nos cigarros Ardath com o tema "Selos raros e interessantes".

O card mostra um selo britânico das Ilhas Maurício (Post Office Mauritius) e uma gravura de uma praia onde um marinheiro está caçando um Dodo. Esta ave endêmica em Maurício era usada para alimentação e foi extinta já por volta de 1700 no período holandês. A ave tinha quase um metro de altura, era dócil e perdeu a capacidade de voar devido à ausência de predadores. Até a chegada dos humanos...

As Ilhas Maurício ou atual República de Maurício estão localizadas no Oceano Índico a cerca de 2.000km a sudeste do território africano. O país foi colônia holandesa, francesa e britânica (entre 1810 até sua independência em 1868). Em 1992 se tornou uma República.




By Unknown author engraved by Joseph Osmond Barnard - David Feldman SA, Maurtius Classic Postage Stamps and Postal History, Switzerland (1993) (auction catalog) p. 31, Public Domain, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=43874821

O tema central do card é o selo emitido pela Colônia Britânica das Ilhas Maurício em 21 de setembro de 1847. 

Foram emitidos selos de um e dois penny considerados dos mais raros do mundo. O de um pene é na cor vermelho-alaranjado. Os selos foram gravados por Joseph Osmond Barnard com base nas emissões da Grã-Bretanha com a efigie da Rainha Vitória, que são os selos postais primeiros impressos no planeta.

 Apenas 500 selos de cada valor foram impressos e muitos serviram para que a esposa do governador de Maurício convidasse autoridades/convivas para um baile. Caídos no esquecimento, os primeiros selos foram encontrados numa correspondência em 1864, passando a serem valorizados e revendidos por valores exorbitantes até o presente. Um convite para o baile manuscrito pela esposa do governador, Lady Gomme, foi vendido em 2021 por 11 milhões de euros: o item filatélico mais caro já vendido em leilão.

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

SELO RARO - EDUARDO VII

https://www.flickr.com/photos/44841559@N03/4973816786/in/photostream/

Card que circulou em 1939 nos cigarros Ardath na série sobre "Estampas Raras e Interessantes".

Selo britânico com a efígie do rei Eduardo VII (1841-1910) emitido em 1902 pela De La Rue (Londres). É um selo de 10 shillings com sobre impressão I.R. Official (Receita Federal Oficial). Dado a sua raridade, este selo está sendo vendido por 17.500 libras esterlinas ou 128.100,00 reais (cotação de 06-08-2025). 
 
Eduardo VII governou o Reino Unido por nove anos, a partir da morte de sua mãe, a Rainha Vitória. Este período da história britânica ficou conhecido como Período Eduardiano.

https://www.stampsforsale.co.uk/catalogue/2302-officials