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| Jornal Rio Grande, 24 de janeiro de 1956. Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. |
A proposta deste blog é instigar a leitura, o conhecimento e a investigação dos processos históricos. Livros com temas ligados a História do RS e Hist. do Município do Rio Grande estão disponíveis para leitura ou download. Também serão abordados temas de "História e Terror", "Literatura Fantástica", "Graphic Novel-HQ" etc. Administradora: Rejane Martins Torres. Facebook: Professor Torres
Porto do Rio Grande em 1908
sábado, 5 de setembro de 2020
PONTE DO SÃO GONÇALO
WILLIAM CAPERTON EM RIO GRANDE
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| Jornal Rio-Grande, 29 de janeiro de 1919. Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. |
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| Almirante William Caperton em 1914. Acervo: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/04/ADM_William_B._Caperton%2C_1914.jpg |
COMPANHIA "PREVIDÊNCIA DO SUL"
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| Revista Tudo, 15 de setembro de 1919. Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. |
sexta-feira, 4 de setembro de 2020
NOVIDADE - A ILHA DOS MARINHEIROS NA CARTOGRAFIA
Neste livro realizei um levantamento de plantas, mapas etc, e fiquei surpreso com a riqueza de produtos cartográficos que retratam a Ilha e que recua ao ano de 1737.
Este é o volume 26 da Coleção Documentos (CLEPUL de Lisboa e Biblioteca Rio-Grandense).
O livro pode ser acessado para leitura na página das Edições Biblioteca Rio-Grandense, no link abaixo:
https://issuu.com/bibliotecariograndense/docs/cole__o_documentos_26
*É só copiar e colar no google este endereço. O livro não está disponível para download.
RUAS E VESTIDOS
Os trajes femininos da Belle Époque não eram nada fácil de se usar nas ruas!
As longas caudas transportavam parte dos dejetos espalhados pelas ruas sujas e o piso irregular quebrava o salto dos sapatos.
O chargista se diverte e "desacredita" na possibilidade de que a melhoria dos calçamentos e uma rigorosa limpeza pública fosse efetivada em Rio Grande permitindo que os vestidos parisienses circulassem pelas ruas.
Imaginem tudo o que vinha para dentro de casa agarrado no tecido...
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| Bisturi, agosto de 1892. Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. |
ALUCINAÇÃO, BELCHIOR E POE
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| Capa do Disco Alucinação (1976). |
Belchior foi um grande poeta! Sua musicalidade estava repleta destas passagens poéticas. Em certa música do disco Alucinação (1976) ele flertou com Edgar Allan Poe e produziu estes preciosos versos:
quinta-feira, 3 de setembro de 2020
PANCADARIA NO BECO DO CARMO
A imprensa caricata é uma caixinha de surpresas.
Esta charge é preciosa demais...
Considero muito interessante a ideia de que a Rua Benjamin Constant na esquina com a Rua Marechal Floriano não passava do "Beco do Carmo". O espaço só permitia a passagem de uma carroça de cada vez.
E eis que o jornal Bisturi mostrou que até este problema de "trânsito grave" para o ano de 1892 era um fator de confronto e pancadaria. Quem primeiro entrava e quem tinha de "engatar marcha a ré" nos cavalos ou burros? Pelo jeito o Manoel e o Joaquim não se entenderam e resolveram no braço a disputa.
Ao leitor desavisado: ocupando grande parte da rua na esquina do atual Banco do Brasil até a esquina da Rua General Bacelar, havia este Beco devido a presença da antiga Igreja do Carmo e nos fundos desta o Cemitério do Carmo. Havia uma disputa para entrar primeiro no beco e exigir que o bípede que dirigia o quadrúpede retornasse. Parece patético mas é real!
Esta situação perdurou até o final dos anos 1920 e ficou ainda pior. Fico imaginando, na era dos automóveis, uma briga entre dois "Ford bigode" pela prioridade de acesso. Ou um Chevrolet Ramona contra um bigode. Nossa...
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| Bisturi, 31 de julho de 1892. Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. |
FÁBRICA RHEINGANTZ EM 1885
O jornal Echo do Sul do dia 7 de março de 1885 traz informações sobre o funcionamento da primeira fábrica têxtil do Brasil: a Rheingantz.
Constata-se que ela continuava funcionando no local original (inaugurado em 1874), nas proximidades da cadeia municipal que ficava na atual praça do monumento a Marcílio Dias. O novo complexo têxtil estava quase pronto e então haveria a mudança (em 1885) para a Avenida Rheingantz.
Vejamos a matéria:
" Fábrica de Tecidos:Antes porem de tratarmos do novo edifício, trataremos da fábrica situada nas proximidades da cadeia e há anos funcionando ativa e regularmente. A Fábrica Nacional de Tecidos de Lã é atualmente propriedade da Sociedade Comanditaria Rheingantz e C., do capital de 600:000$000, todo subscrito, e da qual é sócio gerente o laborioso rio-grandense o Sr. Comendador Carlos Guilherme Rheingantz. Queremos dizer que tendo sido a primeira que se estabeleceu no Império, a sua fundação significa da indústria de lanifícios no Brasil. Alem da sua importância como estabelecimento industrial, na especialidade a que se dedica, tem a de animar a de criação de ovelhas, indústria que está destinada a um grande futuro, se, a exemplo do Rio da Prata, os nossos proprietários rurais quiserem romper com a rotina e melhor curar dos seus interesses, juntando à criação do gado vacum a de ovelhas. Na exposição Brasileira-Alemã em Porto Alegre recebeu oito medalhas. A fábrica encarrega de torcer as franjas dos xales. Pode-se então calcular o seu pessoal em 200 operários, todos nacionais, à exceção apenas de cinco contra-mestres. Trabalha-se diariamente 10 horas, e, quando é necessário, mais algumas, porém, com correspondente aumento de salário" Echo do Sul, 07 de março de 1885.
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| Complexo da Rheingantz no local atual. Está sendo construído o prédio da administração que foi inaugurado em 1912. Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. |
quarta-feira, 2 de setembro de 2020
A LAGOA DAS NOIVAS EVAPOROU
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| Fotografias: Luiz Henrique Torres (2006). |
Com o retorno das chuvas, nos meses e anos seguintes, a Lagoa das Noivas foi se reconstruindo.
As águas foram o milagre para retornar o povoamento por plantas aquáticas, plâncton, peixes, moluscos, cobras d'água etc. Quem sabe até algum mamífero como o ratão do banhado ou uma lontra viesse povoar o local?
Observamos a fragilidade e a dependência dos seres vivos a necessidade de água. Sua ausência pode trazer a aridez e a extinção. Sua presença possibilita a diversidade de espécies e a opulência das formas vivas para se perpetuarem.
E este equilíbrio propiciador da vida depende em última instância do clima. E dos seres humanos...
ESCÂNDALOS NO CASSINO
No dia 1 de março de 1914, o jornal caricato Bisturi faz duas referências ao Balneário Cassino.
Na primeira, dois senhores conversam no banco de uma praça sobre os "escândalos no Casino" envolvendo uma "gente desabusada".
A conversa dos anciãos difere consideravelmente da segunda charge onde uma mulher está em trajes de banho e um homem bem vestido e olhar predador observa a banhista. A legenda já diz tudo: "O que estará ele observando? Será ciúmes da onda?...".
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| Bisturi, 1 de março de 1914. Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. |
O LOBO MARINHO
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| Fotografias do Autor (2008). |
Este garotão estava na beira da praia do Cassino no mês de abril de 2008. O local era em direção ao navio Altair.
Ele ficou um longo tempo na praia como se quisesse recuperar o fôlego e parecia exausto.
Aos poucos me aproximei na maior discrição e silêncio possível e ele espiou e me ignorou. Fiz estas fotografias e tentei me solidarizar com o lobo marinho que não parecia estar bem. Lembrei da balada de Toy Story "amigo estou aqui". Me lentamente afastei e liguei para o órgão responsável, mas, não consegui contato. Gostaria que avaliassem se precisava de cuidados e tratamento.
Sabia que os minutos estavam contados até ocorrer um incidente com algum passante. E foi para já: escutei uns urros de "olha ali na praia..." e -chegou atropelando-, uma poderosa camionete cabine dupla com placa de uma cidade distante e quatro tripulantes saltaram com máquinas fotográficas/celulares em punho.
Fizeram um verdadeiro arrastão tentando barrar o acesso do lobo marinho para a água. Este, assustado, investia em direção ao oceano e voltava com medo dos bípedes que davam berros tentando afugentá-lo para terra. Se pudessem, o jogavam no porta-mala e levavam como troféu da visita ao Cassino.
Felizmente, o lobo marinho desviou e investiu numa corrida firme e não desistiu de buscar as águas para escapar da malta de ignorantes.
Em Rio Grande temos o Centro de Recuperação de Animais Marinhos (CRAM/FURG) anexo ao Museu Oceanográfico. Prestam um tratamento competente que merece todo elogio e apoio.
O que ainda não tem tratamento é a boçalidade, este vírus que está entranhado em alguns integrantes da espécie humana.
terça-feira, 1 de setembro de 2020
SEMANA FARROUPILHA
Este ano as comemorações do 20 de setembro serão bastante discretas e on-line.
A pandemia modificou as festividades coletivas dos dois maiores eventos de setembro: a Independência do Brasil e a Semana Farroupilha.
Em Rio Grande, desde a inauguração do monumento-túmulo de Bento Gonçalves da Silva em 20 de setembro de 1909, as comemorações passaram a ser uma agenda obrigatória e com grande participação popular.
Em ano de pandemia, até o tradicional precisa ser repensado e ritualizado de outras formas.
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| Monumento-túmulo a Bento Gonçalves da Silva. Fotografia: Luiz Henrique Torres (2016). |
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| Monumento-túmulo a Bento Gonçalves da Silva. Fotografia: Luiz Henrique Torres (2016). |
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| Monumento-túmulo a Bento Gonçalves da Silva. Fotografia: Luiz Henrique Torres (2016). |
FOTÓGRAFO VIRGÍLIO CALEGARI
O italiano Virgílio Calegari (1868-1937) foi um dos mais destacados fotógrafos do Rio Grande do Sul.
Atuou em Porto Alegre com ateliê fotográfico a partir de 1893 e recolheu impostos de sua empresa até 1932.
A documentação visual por ele produzida é uma das mais relevantes para a compreensão das noções de progresso, modernidade e crescimento urbano que marcaram a República Velha gaúcha.
Neste anúncio de 1906, Calegari está pousando para divulgar o seu "Atelier Photographico".
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| Guia Bemporat, 1906. |
MISCELÂNEA E OS POSTAES
O jornal Bisturi de 23 de dezembro de 1906 publicou uma arte/anúncio em homenagem a loja "Miscelânea Rio-Grandense" localizada na Rua Marechal Floriano n. 58.
O produto principal desta loja eram os postais (não podiam circular nos Correios) e os cartões-postais (coleção e circulação nos Correios) que estavam em ótimo momento de colecionismo nesta primeira década do século XX.
Tanto que a loja se intitulava "a rainha dos postaes". O anúncio afirma que estavam disponíveis "80.000 postais" para venda. Havia um mercado internacional para este produto e as coleções vinham de vários países do mundo, tendo acesso fácil a aquisição em navios chegados ao Porto do Rio Grande.
Uma visita a esta loja, numa viagem no Túnel do Tempo até 1906, permitiria formar uma coleção de grande valor em 2020. Que preciosidades não estavam disponíveis na Miscelânea Rio-Grandense?
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| Coleção Brasiliana, n. 22, Simões Lopes Netto, 1906. |




























