Porto do Rio Grande em 1908

Porto do Rio Grande em 1908

sábado, 21 de novembro de 2020

NOVIDADE - LIVRO IDENTIDADES E FRONTEIRAS



Está sendo lançado pela Editora CASALETRAS o livro "Identidades e Fronteiras: perspectivas históricas". 

Resenha da Editora:

"O livro é fruto de um projeto antigo, de pensar as questões identitárias e de fronteira em um espaço social, cultural, econômico e político tão diverso como é o Rio Grande do Sul, de maneira abrangente. Em um estado fronteiriço por excelência, as marcas deste contato com o "outro" - o além-fronteiras, o estrangeiro, e até nossos irmãos e irmãs - fornece um manancial muito rico para ser explorado em suas mais diversas possibilidades, sobretudo as identitárias. Assim, convidamos pesquisadores de diferentes áreas e ramos dentro das ciências humanas e sociais para pensarem essas construções de fronteiras e identidades, não apenas em seus aspectos físicos/geográficos, mas como zonas de limite, seja contato, barreira, ponte, negação ou interação, e apresentarem seus estudos para formarmos esse mosaico que se segue.
Para fins de organização temática, o livro foi dividido em duas partes: a primeira, denominada "fronteiras e identidades no espaço platino e sul-rio-grandense", constitui-se de capítulos de pesquisadores convidados, com produção relevante em suas áreas, e que dialogam com a temática proposta. Na segunda parte, "identidades e fronteiras: as múltiplas faces" apresentamos uma síntese de discussões de doutorandos do Programa de Pós-graduação da Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, gestados durante a disciplina "Fronteiras e identidades" ao longo de 2019, que também é a área de concentração do Programa (e objeto deste livro), ou seja, em total sintonia com nosso objetivo. As duas partes, sem distinção, enriquecem a proposta da presente obra e abordam os conceitos de identidades e fronteiras".


O e-book pode ser baixado no seguinte endereço: 

 https://www.casaletras.com/identidades-e-fronteiras


IGREJA DE FÁTIMA

 

Cartão-postal Igreja de Fátima. Acervo: Autor. 

Este cartão-postal do Foto Postal Colombo circulado na segunda metade da década de 1950 mostra a Igreja Nossa Senhora de Fátima e parte do Colégio São Francisco. 

NOTAS PÚBLICAS

A coluna Fatos e Coisas de Antanho do jornal Rio Grande publicou no dia 9 de junho de 1915 as notas nos exames parciais do Ginásio Municipal Lemos Junior. Nome do aluno e respectiva nota.  E que notas... Ralaram até a manga virar caroço.

Já pensaram se atualmente a moda pega e as notas fossem publicadas em jornal?  


Jornal Rio Grande, 7 de junho de 1956. Acervo: Biblioteca Rio-Grandense.

INFORME SOBRE CEGOS - HQ

 

Informe sobre Cegos. São Paulo: Figura Edições e Produções, 21,5 x 29,7cm, p&b, capa dura, p.64, 2020. Roteiro: Ernesto Sabato; Arte: Alberto Breccia. 



Resenha da Editora: 

"Fernando Vidal Olmos está convicto: os cegos formam uma seita secreta que, desde os vastos subterrâneos de Buenos Aires, conspira para conquistar o mundo. A missão de Olmos é escrever o informe que nos revelará essa trama maligna, ainda que isso lhe custe a vida. Informe sobre Cegos marca o encontro de dois grandes criadores da cultura latino-americana: Alberto Breccia, autor fundamental da história dos quadrinhos, e Ernesto Sabato, um dos maiores escritores da mundialmente aclamada literatura argentina. Nesta adaptação de um fragmento da obra de Sabato, Sobre heróis e tumbas, Breccia nos apresenta um de seus trabalhos mais inovadores, em que usa colagens, pinturas e um intrincado jogo de composições expressionistas para narrar a jornada obsessiva de um homem descendo rumo ao seu inferno particular".

Lançado em 1993, este é o último trabalho de Breccia e um dos mais arrojados: adaptar para a linguagem dos quadrinhos o complexo escritor Ernesto Sabato, com recorte no texto "Informe sobre Cegos". Publicado em 1961 no livro "Sobre Heróis e Tumbas", este texto é tortuoso e paranoico, lançando o personagem central num pesadelo infernal pelos subterrâneos de Buenos Aires. 

A arte de Breccia acompanha magistralmente estes delírios surreais e recorda as produções do expressionismo alemão. A produção gráfica da Figura é excelente e a obra é mais um fruto da campanha de financiamento coletivo promovido pelo site catarse.me. 

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

MERCADO E OS IATES

Mercado Público. Acervo: Museu da Cidade do Rio Grande. 

 

Fotografia realizada da linha da Alfândega em direção ao Mercado Público.

O número de iates de comercialização de produtos agrícolas e coloniais é avultado, evidenciando o abastecimento dos estandes do Mercado e um intenso comércio local. 

Datação aproximada: 1915.   

FÁBRICA DE MÓVEIS

 Uma fábrica de móveis de Porto Alegre (Kappel & Arnt) abriu uma casa filial em Rio Grande, evidenciando que nos primórdios dos século XX, a cidade do Rio Grande era um centro relevante de consumo.  


Almanak Laemmert para 1907. Acervo: Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

TANKA - HQ

 



TOPPI, Sérgio (roteiro e arte). Tanka. Porto Alegre: Figura, 29,7 x 21,5cm, capa dura, p&b, p. 76, 2019. 


Resenha da Editora Figura:

“Tanka é uma forma clássica de poesia japonesa em cinco versos. A princesa Shikibo – que viveu, parece, no século X de nossa era – foi uma famosa autora de tanka. Apenas uma de suas composições chegou até nós.”

A partir de tão misteriosa inspiração, Sergio Toppi, gênio italiano das HQs, cria quatro relatos ambientados no mítico Japão antigo. Toppi empunha suas penas e pincéis com a disciplina e maestria de um samurai, em que cada traço representa um gesto preciso. O resultado são páginas de tirar o fôlego.

Em Tanka, um ronin apaixonado, uma princesa amargurada, um soberano implacável ou um legendário guerreiro desaparecido encarnam a tônica que fundamenta a obra do autor: o ser humano diante dos conflitos que revelam o pior e o melhor de sua natureza".

Pedro Maduro, autor do prefácio, enfatiza que a pena de Sergio Toppi em Tanka "percorre as nuances entre arte e narração com habilidade, criando vida e golpes mortais em completo equilíbrio, expondo caracteres, crenças, filosofia e diferenças sociais do Japão feudal. E nos faz acompanhar a narrativa como se lêssemos um poema". 

Já lecionei História do Japão e o período histórico dos samurais é dos que mais me atraia para leituras de livros e HQs. O equilíbrio da sociedade japonesa passava pela brutalidade e pela ética samurai, num equilíbrio difícil de ser alcançado. E Tanka traz uma série de discussões sobre o Japão tradicional e o códigos de convívio e de ética guerreira ou profissional. 

A apresentação gráfica valorizou o traço realista de Sergio Toppi. O melhor é que a publicação só ocorreu enquanto fruto de uma campanha de financiamento coletivo realizado no site catarse.me em 2019. Estou colaborando com uma campanha para publicação da HQ Ernie Pike de Héctor Oesterheld e Hugo Pratt. Um trabalho voltado a discutir "a epistemologia das guerras". 

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

A RUA DOS OPERÁRIOS

Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. 

 Estamos observando a circulação de operários num dia frio mas com Sol intenso. Possivelmente, final dos anos 1930. 
 
O tráfego de veículos é rarefeito e permite que as pessoas caminhem pela rua Senador Corrêa.  

Este paredão formado por uma sequência de grandes janelas é a fábrica Ítalo-Brasileira ou Fábrica Nova. O portão de acesso está na esquina com a Rua General Netto, onde, se observa na fotografia um segundo andar no prédio. 

SWIFT EM 1937

 

Swift  Acervo: Biblioteca Rio-grandense. 

Esta imagem de 1937 dá uma dimensão do complexo do Frigorífico Swift instalado em Rio Grande desde 1918. 

Na Segunda Guerra Mundial vai se intensificar os abates de gado e de ovelha com o objetivo de exportar enlatados para o esforço de guerra dos Aliados.  

R. STRAUCH

Este anúncio publicado no maior Almanak comercial brasileiro o "Laemmert" editado no Rio de Janeiro no ano de 1907,  divulga a Livraria Rio-Grandense de R. Strauch. Esta tipografia fez história ao publicar alguns dos primeiros cartões-postais a circularem no Brasil. 


Almanak Laemmert para 1907. Acervo: Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

COMPANHIA DE BONDES

Acervo: http://guaipecapapareia.blogspot.com/

Flagrante dos bondes estacionados em frente a sede da Companhia na Rua Marechal Floriano. 

O prédio foi preservado (pelo menos a fachada). 

Antiga sede da Companhia de Bondes. Imagem atual. Acervo: https://www.google.com/maps/


Para localização dos leitores: a rua à esquerda é a Duque de Caxias e as árvores são da Praça Xavier Ferreira. 

Datação: década de 1930.   

JOHN KING EM 1874

       John King foi um dos fotógrafos mais destacados que atuaram em Rio Grande no século XIX.  Fotografias de sua autoria recuam a meados dos anos 1860, 1870 e também 1905. Isto significa que 40 anos depois de ter iniciado sua trajetória como fotógrafo, ele ainda estava atuando e fazendo a cobertura da construção dos Molhes da Barra. Em 12 de agosto de 1874, estava abrindo um novo atelier de "photografia" a Rua Pedro II n.63 (atual Rua Marechal Floriano).

     *Para esclarecer: as obras de construção do Molhe Oeste teve seu início em outubro de 1890 e pararam em outubro de 1893; em 1898 iniciou a construção do Molhe Leste que avançou apenas 950 metros até 1905; foram retomadas e finalizadas com a Companhia Francesa (a partir de 1911 até 1915 com a inauguração da navegação na Barra).
Rio Grande, 12-08-1953. Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. 

HOTEL DOS NAVEGANTES - RESPOSTA

 



Hotel dos Navegantes. Onde ficava localizado? 

Vou colocar a fotografia inteira e não apenas o recorte. 

Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. 

Agora sim. Ficou fácil? 

Ou ainda não? 

Certamente que ainda não! 

Vamos aplicar a "metodologia Jack estripador", ou seja, vamos por partes. 

À esquerda está o antigo prédio da Biblioteca Rio-Grandense. Ao fundo uma das torres da Igreja de São Pedro. Na esquina (Rua General Osório), no lado direito, está o prédio do Quartel General. 

Portanto, estamos nas proximidades do Cais do Porto Velho na altura do Rincão da Cebola. O logradouro é a continuidade da antiga Rua do Rasgado, ou seja, a atual Rua General Netto em direção a Rua Marechal Floriano. 

O Hotel dos Navegantes ficava, aproximadamente (em direção ao Porto), ao lado do atual Hotel Taufik. 

E o ano? Entre 1905-1908. 

terça-feira, 17 de novembro de 2020

HOTEL DOS NAVEGANTES

 


Hotel dos Navegantes. Onde ficava localizado? 

CASAS NA BARRA

Acervo: Museu da Cidade do Rio Grande.

 Durante a construção dos Molhes da Barra pela Companhia Francesa do Porto do Rio Grande foram construídas casas para moradia dos técnicos e engenheiros franceses. 

Esta fotografia com datação por volta de 1912 traz uma rara imagem de algumas destas casas que existiram na atual localidade da Barra. Alguns vestígios ainda podem ser localizados atualmente.