Porto do Rio Grande em 1908

Porto do Rio Grande em 1908

segunda-feira, 12 de abril de 2021

PERSPECTIVAS E CORES

 

Fotografia: Luiz Henrique Torres. 

O que flutua no ar: as folhas da palmeira ou as nuvens?

O que colore a paisagem: o azul, o verde ou os tons formados pela condensação da água?

A PRAÇA

 


Alguém reconhece esta praça? 

Amanhã ela será identificada... 

domingo, 11 de abril de 2021

RIO PARDO

 

Fotografia da Rua da Ladeira em Rio Pardo, cerca de 1880. Acervo: https://www.riopardo.rs.gov.br


Visito Rio Pardo desde criança, pois, minha avó paterna e vários parentes lá residiam/residem. Posteriormente, meus pais foram lá foram morar e as visitas se tornaram estadias.

Uma pacata cidade luso-açoriana-brasileira vivia um tempo quase imóvel para um viajante chegado de Santa Maria ou Porto Alegre.

A observação ingênua dos lugares, os transeuntes e falares, as expressões várias do dia-a-dia ficaram em minha memória ao longo destas viagens. O olhar sob Rio Pardo foi mudando ao longo do tempo, conforme os momentos psicossociais, e para além das aparências urbanas e das construções mentais, sobreviveu a curiosidade pelo modo-de-vida de populações em outros espaço-tempo espalhados na geografia desta cidade.

A atual decadência com o abandono e ruína de prédios e os sítios arqueológicos a céu aberto espalhados pela área urbana, demarcam ainda um passado do século XIX que persiste nas fachadas, pisos e azulejos. A história ainda está documentada nesta matéria arquitetônica.

A transitoriedade humana e das civilizações intriga o historiador! Nas experiências do passado, preservadas em documentos fragmentados, movimentam-se agentes sociais que a partir de análises e interpretações, são construídos intelectualmente frentes aos olhares do presente. Esta construção promove releituras das historicidades, realimenta trajetórias esquecidas em pedras tumulares, em ruas mascaradas pela urbanidade do passamento das décadas e no resgate dos registros existentes na documentação escrita.

Conviver com Rio Pardo e morar em Rio Grande, dois universos de um projeto luso-brasileiro, induz a fazer paralelos ou buscar aproximações de experiências históricas. Cidades que nasceram na disputa luso-espanhola e que demarcam projetos civilizatórios que originaram a sociedade rio-grandense do século XVIII. São espacialidades voltadas para as águas: do Rio Jacuí e do Rio Pardo; da Lagoa dos Patos e do Oceano Atlântico.

sábado, 10 de abril de 2021

DILIGÊNCIA PARA MONTEVIDÉU

 O jornal Diário do Rio Grande do dia 10 de fevereiro de 1854 informava que uma diligência havia chegado de Montevidéu e partiria para a mesma cidade no dia 13. 

Quem quisesse viver uma grande aventura era só embarcar na diligência e percorrer os cerca de 600 quilômetros que  separam Rio Grande da capital do Uruguai. As estradas no período não passavam de picadas e como seriam as pontes? 

O proprietário Cruz Echenique nem perguntava aos passageiros se queriam emoção na viagem...

As pessoas interessadas deveriam dirigir-se à rua da Boa Vista n. 10, ou seja, a atual Rua Riachuelo junto ao Porto Velho.  

Um registro detalhado de uma destas viagens seria uma fonte histórica relevante para refletir sobre a vida cotidiana nas terras do pampa uruguaio-brasileiro em meados do século XIX.

   

Imagem do filme No Tempo das Diligências (1939). 

sexta-feira, 9 de abril de 2021

A MUTAÇÃO PERSISTENTE DA NATUREZA

 Ontem (8 de abril)... O céu no entardecer!

Fotografias: Luiz Henrique Torres. 


Hoje (9 de abril)... O céu no entardecer!





O tempo está mudando... É a dinâmica persistente da natureza em mudança... 

D. PEDRO II E O SELO

 A filatelia brasileira é uma das mais conceituadas do mundo. 

Fomos o segundo país a adotar o selo postal: a Inglaterra em 1840 e o Brasil em 1843. 

Na Inglaterra a Rainha Vitória estampou o primeiro selo editado: o "One Penny Black". 

Usar a efigie do Imperador D. Pedro II foi ventilada desde os primórdios mas surgiu dúvida sobre a vulgarização da imagem do monarca num meio de circulação ainda pioneiro. 

Outras escolhas ocorreram para as primeiras emissões como é o caso do lançamento dos "Olhos de Boi", "Inclinados", "Olhos de Cabra" etc. 

Em 1866 a efígie do Imperador Pedro II foi lançada nos selos com valores de 10, 20, 50, 80, 100, 200 e 500 réis. A produção foi realizada nos Estados Unidos pelo American Bank Note com base numa fotografia do Imperador realizada no Rio de Janeiro pelos fotógrafos Stahl e Wahnschaffe  no ano de 1865. 

D. Pedro II em selos de 1866. Acervo: Luiz Henrique Torres. 





Como hipótese de pesquisa utilizaria a necessidade de ampliar a circulação da imagem de D. Pedro II em nível nacional e internacional em tempos de Guerra do Paraguai. O Imperador teve uma atuação enfática neste conflito, inclusive visitando a frente de combate em Uruguaiana no ano de 1865. 

Os selos são um objeto para reflexão pois sua historicidade está ligada aos projetos políticos e construção de imaginários que transcendem apenas ao uso postal. 

D. Pedro II é que inaugura no Brasil esta divulgação da imagem do governante pois até então os selos estavam restritos a estampar valores monetários que correspondiam as distâncias percorridas.  


quinta-feira, 8 de abril de 2021

A VIAGEM

 

Bono. 

Hoje completou dois meses da viagem de um honrado e fiel amigo. 

Sua presença ainda preenche o cotidiano. 

JECA TATU

 As cópias digitais do livreto reproduzido a seguir foi enviado pela acadêmica de História (FURG) Rosemary Bianchi que o guarda como um presente do seu pai. 

É uma publicação de 1959 do "Instituto de Medicamenta Fontoura S. A." e reproduz a história clássica criada por Monteiro Lobato do personagem de criação literária mas fundado na realidade brasileira: Jeca Tatu. 

A crítica social e política do brasileiro do meio rural foi publicada originalmente por Monteiro Lobato no livro de contos "Urupês" em 1918. 

Quem não conhece a história vale a pena fazer a leitura. 

Acervo: Rosemary Bianchi. 
  




quarta-feira, 7 de abril de 2021

PRAÇA INFANTIL

 Em fevereiro de 1937 ocorreu a inauguração da área de esportes pra crianças e adolescentes na Praça Tamandaré. Este local se tornou a atual praça infantil onde foi colocada a locomotiva "zorra". 

As festividades de inauguração foram filmadas e fizeram parte do documentário em que estas imagens foram congeladas para serem reproduzidas nesta página. 


Documentário O Bicentenário do Rio Grande do Sul, 1937, Pan-Filmes. Acervo: https://www.youtube.com/watch?v=ysQAuwSZmoo 




 

terça-feira, 6 de abril de 2021

COMERCIALIZAÇÃO NO CAIS DO PORTO

 

Doca do Mercado Público. Documentário O Bicentenário de Fundação do Rio Grande, 1937, Pan-Filmes. https://www.youtube.com/watch?v=ysQAuwSZmoo

Estas imagens recuam a fevereiro de 1937 e mostram o intenso movimento na Doca do Mercado Público. 

As embarcações traziam produtos das ilhas, de São José do Norte ou de locais mais distantes para comercialização. Muitas frutas e cebolas são observadas nas fotografias. 






segunda-feira, 5 de abril de 2021

JARDIM MONTEVIDÉO

O Bicentenário de Fundação do Rio Grande, 1937. Prana-Filmes. https://www.youtube.com/watch?v=ysQAuwSZmoo

O Jardim Montevidéo (hoje, Praça Montevidéo), em fevereiro de 1937, estava recebendo o obelisco oferecido pela comunidade Libanesa aos moradores da cidade do Rio Grande. 

Ao fundo está o prédio que pertenceu a Companhia Ítalo-brasileira com o obelisco em primeiro plano. Somando a vegetação e o bonde urbano formou-se uma bela paisagem urbana.  

 


domingo, 4 de abril de 2021

O TREM

O Bicentenário do Rio Grande do Sul. Pan-Filmes, 1937. Acervo: https://www.youtube.com/watch?v=ysQAuwSZmoo

 

O trem está se aproximando da Estação do Cassino (antiga Estação Vila Sequeira). Ainda é apenas um ponto no final do túnel das árvores.

O ano é 1937 e estamos na parte inicial da Avenida Rio Grande e as frondosas árvores estão comprimindo os "caminhos de ferro". O cenário é irreconhecível em relação ao tempo presente. 

sábado, 3 de abril de 2021

JUVENAL MILLER EM 1937

Alunos filmados na saída da Escola Juvenal Miller em 1937. Pan-Filmes, Bicentenário de Fundação do Rio Grande do Sul. Acervo: https://www.youtube.com/watch?v=ysQAuwSZmoo

 

Em fevereiro de 1937 foi feita esta filmagem de alunos saindo das aulas na Escola Juvenal Miller. Neste momento o prédio ocupado pela escola era o antigo Hospital do Carmo localizado na Avenida Silva Paes. Em 1941 foi inaugurado o atual prédio construído na área em que se localizou o hospital do Carmo e onde funcionava a escola neste momento.   



sexta-feira, 2 de abril de 2021

CASSINO EM 1937



A história/lenda de que o Cassino é uma das maiores praias do mundo é antiga!

Neste documentário filmado em fevereiro de 1937 já se faz presente o discurso dos 300 km de extensão entre a Barra do Rio Grande e o Arroio Chui.  

As imagens a seguir foram congeladas do curta-metragem que captou um pouco do espírito de veraneio no ano de 1937. 

Em destaque os protetores solares e as roupas de banho daquela época. 

Praia do Cassino em 1937. Curta metragem O Bicentenário de Fundação do Rio Grande, Pan-Filmes. Acervo: https://www.youtube.com/watch?v=ysQAuwSZmoo

 







quinta-feira, 1 de abril de 2021

A MARECHAL EM 1937

Documentário Pan-Filme 1937, O Bicentenário do Rio Grande do Sul.  Acervo: https://www.youtube.com/watch?v=ysQAuwSZmoo 

Documentário Pan-Filme 1937, O Bicentenário do Rio Grande do Sul.  Acervo: https://www.youtube.com/watch?v=ysQAuwSZmoo 

As duas imagens foram obtidas de um curta-metragem filmado em Rio Grande em fevereiro de 1937 durante os festejos do Bicentenário de Fundação do Rio Grande do Sul. 

O bonde e o ônibus estão parados em frente ao prédio da estação de bondes na Rua Marechal Floriano quase esquina com a Rua Duque de Caxias. 

A imagem obtida de um plano superior mostra a Rua Marechal Floriano e deve ter sido rodada do segundo pavimento da Intendência Municipal.