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| Planta de 1737. No detalhe superior o forte Jesus-Maria-José e o Forte do Estreito. |
Com a invasão espanhola, em 1763, novos fortes e baterias surgiram num cenário de crescente militarização. São outras histórias a serem resgatadas...
A manutenção destes fortes inviabilizou-se devido ao material utilizado em sua construção. Diferenciado dos fortes portugueses São Miguel e Santa Teresa (atualmente localizados em território uruguaio), as autoridades portuguesas não puderam dispor de rochas para a construção das fortificações. Tiveram de recorrer à madeira e ao barro, resultando em construções de pau-a-pique. A madeira disponível era buscada com grandes sacrifícios na Ilha dos Marinheiros, sendo transportada por uma embarcação chamada falua. Até a utilização do couro na construção (produto econômico destinado a Fazenda Real no Rio de Janeiro) foi combatida pelas autoridades, a partir de 1740, sendo substituída pelo uso da palha no acabamento.
Com as condições climáticas, especialmente a chuva e o frio do inverno, era reduzida a resistência do material e exigia um contínuo reconstruir. De um lado o vento que cobria com areia as edificações; de outro a chuva que corroía o barro de curta sobrevivência e de péssimo odor, pois era material sedimentar coletado nas margens da Lagoa. A não sobrevivência visual destes testemunhos, explica-se pelo material de construção disponível na planície costeira (geologicamente o terreno de formação mais recente do Rio Grande do Sul onde predomina o solo arenoso) e as condições climáticas rigorosas que tantas dificuldades impuseram a ocupação humana.

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