Informa o literato Vianna-Castellense, na Arcádia de 1868, que Rio Grande contava com 1870 casas edificadas e 37 estavam em construção. Haviam 115 sobrados de um andar e 2 em construção, além de 2 sobrados de dois andares e 1 de três andares.
A cidade tinha 33 ruas, 4 becos e 7 praças. A maioria das ruas havia sido renomeada recentemente devido à atuação brasileira na então em curso Guerra do Paraguai (1865-1870).
Neste período estava em construção o prédio da Santa Casa, destacando-se as edificações da Casa da Câmara Municipal, o novo Mercado Público, a Cadeia Civil e o teatro Sete de Setembro. O cemitério extramuros estava consolidado. A instrução pública primária era constituída por quatro escolas, duas do sexo masculino e duas do feminino. A instrução secundária era exercida apenas por uma aula de francês pouco frequentada.
Ou seja, as condições de infraestrutura eram modestas, a instrução era precária e os problemas com alagamentos, deslocamentos da areia, iluminação pública deficiente, dificuldades de comunicação com Porto Alegre (uma correspondência poderia demorar até quinze dias) e reduzido calado da barra para a navegação, caracterizavam o ainda limitado processo de urbanidade nos quadros de referência em que autores deste período idealizaram a civilização.

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