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| Desfile nazista. |
Os jornais O Tempo e Rio Grande participaram ativamente da campanha de mobilização para
a entrada do Brasil ao lado dos aliados na 2ª guerra mundial, exaltando o chefe
de estado e a democracia sem questionar as diretrizes da ditadura varguista. Contribuiram
para a construção da “imagem do inimigo”. Sistematicamente, combateram a
infiltração de elementos do Eixo e promoveram, através de manchetes e matérias,
a edificação de um inimigo sanguinário, covarde e sádico. O afundamento de
navios por submarinos alemães foi fator de expansão do noticiário engajado aos
discursos antinazistas. O espectro da quinta-coluna e da subsequente
infiltração e espionagem, levou a generalização do inimigo nazifascista em todo
o descendente alemão ou italiano.
Os tumultos
dos dias 18 e 19 de agosto, foram apoiados integralmente pelos jornais enquanto
natural expansão do patriotismo e indignação contra os ataques orquestrados
pelo Eixo. A depredação de casas comerciais e residências fez parte da
imposição dos princípios da brasilidade frente à infiltração inimiga. A discriminação
de empresas e funcionários simpatizantes ou oriundos desses países deveria
tornar-se uma norma de conduta na comunidade local em tempos de guerra.
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| Jornal O Globo, fevereiro de 1942. |


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