Porto do Rio Grande em 1908

Porto do Rio Grande em 1908

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

FONTES JESUÍTICAS PARA O ESTUDO DA HISTORIOGRAFIA DO RS


           
Mapa jesuítico do século XVII. Acervo: Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul. 
       Anterior ao surgimento dos primeiros trabalhos que procederam a uma sistematização de documentos para a elaboração de uma história do Rio Grande do Sul foi produzido uma série de escritos que são fontes para o estudo dos séculos XVII e XVIII: descrições, narrações, memoriais, relações, notícias, crônicas etc. Essas fontes, normalmente informativas e concisas, não consistem em obras elaboradas a partir de uma crítica documental, numa dimensão historiográfica ligada à ciência histórica, mas constituem um material precioso para elaboração de obras que formam a historiografia sul-rio-grandense. 
       Os primeiros relatos e informações procedem de padres jesuítas portugueses e espanhóis como Jerônimo Rodrigues (1605), Antônio Vieira (1626), Roque Gonzáles (1627), Antônio Ruiz de Montoya (1632), Luís Pessoa (1658), Simão de Vasconcelos (1663) e Antônio Sepp (1696). Esses relatos são notícias informativas sobre a terra e as possibilidades e dificuldades para a catequização das populações indígenas. Ao longo do século XVII e XVIII, as Cartas Ânuas dos missionários jesuítas espanhóis para os seus superiores, trazem inúmeras informações sobre a existência e conflitos relativos às Missões e ao Prata, mas sempre de maneira fragmentada trabalhando os episódios ligados aos desafios enfrentados pelos padres jesuítas.

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