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| Hermann Rudolf Wendroth. |
O mercenário e pintor alemão Hermann Rudolf Wendroth esteve no Rio Grande do Sul entre 1851-1852 contratado pelo governo imperial brasileiro para lutar contra Rosas na Argentina. Sua chegada foi em Rio Grande e depois rumou para Pelotas (sendo preso por arruaças). Na sequência de suas aventuras passou por diversas localidades como Porto Alegre, Rio Pardo, Lavras do Sul etc.
Seu dom para a aquarela e o desenhos, legou dezenas de pranchas com imagens da sociedade Rio-grandense de meados do século XIX. Hoje, é uma fonte iconográfica fundamental para "visualizar" os cenários urbanos, rurais e a diversidade étnica da sociedade gaúcha daquele período caracterizada pelas relações escravistas.
A aquarela acima é rica e diversificada em detalhes de atividades e de indumentárias usadas pela população. Percebe-se uma quantitativa representação da presença do escravo negro nesta sociedade, pois, dos 26 personagens aquarelados, 15 são negros (inclusive o bebe nas costas da mulher). Atividade dos remadores, do aguadeiro e da quitandeira estão contemplados. O Rio-grandense a cavalo é um símbolo que não poderia faltar ao retratar a Província do Rio Grande do Sul.
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| Aquarelas de Wendroth foram publicadas pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul em 1982. |


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