Porto do Rio Grande em 1908

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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

BOHN E A GUERRA DE GUERRILHAS II

Rafael Pinto Bandeira.
Um personagem ligado a história rio-grandina que foi muito atuante nestas incursões, denominado de “o terror dos espanhóis”, foi Rafael Pinto Bandeira.[1] O Tenente-General Bohn teve contato com este personagem destacado na luta contra os espanhóis e cujos restos mortais estão expostos na Igreja Matriz de São Pedro, tecendo o seguinte comentário em referência ao então Major Rafael em carta ao Marquês de Lavradio: “Vossa Excelência tendo ouvido falar deste oficial, permitir-me-á que o apresente. É um homem na força da idade. É educado tanto como um nobre tártaro. É robusto e cheio de saúde. De expressão aberta, mas séria, ainda que seus olhos mostrem vivacidade. Ele não tenta impor-se. Fala pouco, mas responde espirituosa e francamente. Talvez ele não possua o furor de um granadeiro livre, mas creio que é um homem cuja cabeça dirige o braço.”
A guerra de guerrilhas foi decidida pela Junta Governativa do Rio de Janeiro que baixou, em 6 de junho de 1763, a seguinte ordem: “A guerra contra o invasor será feita com pequenas patrulhas atuando dispersas, localizadas em matos e nos passos dos rios e arroios. Destes locais, sairão ao encontro dos invasores para surpreendê-los, causar-lhes baixas, arruinar-lhes a cavalhadas, gados e suprimentos e, ainda, trazê-los em contínua e persistente inquietação”.[2]


[1] Conforme Claudio Moreira Bento no livro A Guerra da Restauração.
[2] Cláudio Moreira Bento. Guerra da Restauração...

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