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| Rafael Pinto Bandeira. |
Um personagem
ligado a história rio-grandina que foi muito atuante nestas incursões,
denominado de “o terror dos espanhóis”, foi Rafael Pinto Bandeira.[1] O Tenente-General Bohn teve contato com este personagem destacado na luta contra os espanhóis e
cujos restos mortais estão expostos na Igreja Matriz de São Pedro, tecendo o
seguinte comentário em referência ao então Major Rafael em carta ao Marquês de
Lavradio: “Vossa Excelência tendo ouvido falar deste oficial, permitir-me-á que
o apresente. É um homem na força da idade. É educado tanto como um nobre
tártaro. É robusto e cheio de saúde. De expressão aberta, mas séria, ainda que
seus olhos mostrem vivacidade. Ele não tenta impor-se. Fala pouco, mas responde
espirituosa e francamente. Talvez ele não possua o furor de um granadeiro
livre, mas creio que é um homem cuja cabeça dirige o braço.”
A guerra de
guerrilhas foi decidida pela Junta Governativa do Rio de Janeiro que baixou, em
6 de junho de 1763, a seguinte ordem: “A guerra contra o invasor será feita com
pequenas patrulhas atuando dispersas, localizadas em matos e nos passos dos
rios e arroios. Destes locais, sairão ao encontro dos invasores para
surpreendê-los, causar-lhes baixas, arruinar-lhes a cavalhadas, gados e
suprimentos e, ainda, trazê-los em contínua e persistente inquietação”.[2]

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