Porto do Rio Grande em 1908

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sábado, 28 de setembro de 2024

FRANCISCO CAMPELLO E SILVA PAES

 



Almanak Literário e Estatístico do Rio Grande do Sul para 1917.
https://hemeroteca-pdf.bn.gov.br/829447/per829447_1917_00029.pdf


A repetição da palavra "Considerando" foi para argumentar dos motivos para alterar o nome da Rua Francisco Campello para o nome Rua Brigadeiro Silva Paes em 18 de julho de 1914. 

As justificativas se prendem a que o então Vice-Intendente Municipal Francisco de Paula Chaves Campello, foi homenageado no ano de 1888, sendo dado o seu nome a rua Francisco Campello. Ele argumenta, coerentemente, que as ruas deveriam ser denominadas com o nome de pessoas já falecidas e não com os vivos que não completaram o seu ciclo de ação, podendo a sociedade desmerecer a sua trajetória antes do seu passamento. Ou seja, isto impediria pressões políticas em vida por parte do interessado em ter o seu nome perpetuado em espaço público. 

Este Ato da Intendência do Rio Grande passou a denominar aquele logradouro de Brigadeiro Silva Paes. Porém, em 1937, nos festejos do Bicentenário de Fundação do Rio Grande, ocorreu outra alteração: a Rua Brigadeiro Silva Paes mudou para o local atual e passou a se chamar Avenida Silva Paes. E a rua voltou a se chamar Francisco Campello, que falecera dez anos antes, em 1927. E o nome permanece até o presente. 

Em tempo: acabei de ver uma fotografia vendida num leilão que encerrou a pouco. É um precioso registro de Francisco de Paula Chaves Campello (Pelotas, 1848 - Rio de Janeiro, 1927) realizado pelo fotógrafo espanhol Juan Gutierrez de Padilla (1860-1897). A Companhia Photographica Brazileira foi criada em 29 de setembro de 1890. Em 1 de janeiro de 1892 esta Companhia se estabeleceu no endereço Rua Gonçalves Dias n.40 e em 17 de junho a Companhia foi dissolvida. Como a fotografia de Francisco Campello tem em seu verso este endereço e o logo desta Companhia, a hipotética datação é de que Campello esteve no Rio de Janeiro entre janeiro e junho de 1892, quando realizou a fotografia. Com direito a assinatura e a provável idade de 44 anos. 

Esta tentativa de datação não seria possível sem os dados levantados pela Biblioteca Nacional no endereço https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398. 

https://www.harpyaleiloes.com.br/peca.asp?ID=21798873

https://www.harpyaleiloes.com.br/peca.asp?ID=21798873


O HINO DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

 

Almanak Literário e Estatístico do Rio Grande do Sul para 1910. 
https://hemeroteca-pdf.bn.gov.br/829447/per829447_1910_00022.pdf

Alfredo Ferreira Rodrigues retoma a polêmica sobre às raízes históricas do Hino da República Rio-Grandense

O historiador reproduz a letra do Capitão Serafim José de Alencastro com música do maestro Joaquim de Mendanha.

 Com base na música de Mendanha, Francisco Pinto da Fontoura teria escrito a letra do atual Hino Rio-Grandense. Há outra versão da letra publicada no jornal farroupilha O Povo em 1839. Para Alfredo Ferreira Rodrigues este seria o Hino oficial dos Farroupilhas. 

Ainda segundo Rodrigues, Francisco de Paula Chaves Campello (que foi Vice-Intendente em Rio Grande), conhecia o hino que era tocado por seu pai o capitão farroupilha Manoel dos Santos Campello. Para Francisco Campello, a música de Mendanha teria sido adaptada de uma valsa de Strauss (o velho) que ele ouviu num teatro da Europa. O capitão Campello teria confirmado que Mendanha adaptou a música a partir de uma valsa.  

Alfredo Ferreira Rodrigues era um rigoroso observador do cotidiano e pesquisador documental. No mínimo levantou hipóteses a serem investigadas: qual foi a valsa de Strauss que foi plagiada? Se realmente foi?

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

RUA FRANCISCO CAMPELO


 
No lado direito da fotografia, próximo a margem da Lagoa dos Patos, está a rua Francisco Campello.
 Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. Meados de 1950. 

        

       Relatórios da Câmara de Vereadores da cidade  do Rio Grande ajudam a elucidar o processo de crescimento urbano e do surgimento e manutenção das ruas. Um exemplo é o relatório da Câmara Municipal, de 29 de fevereiro de 1872, para o Presidente da Província: “Para aformoseamento do litoral e utilidade pública, para o trânsito, a Câmara vos pede autorização para a formação de nova rua na direção da rua Riachuelo, a partir do edifício da Alfândega até às Trincheiras”. Em sessão da Câmara, de 13 de outubro de 1879, é deliberado “abrir-se a rua à margem do rio”. 

      O relatório da Câmara, de 7 de janeiro de 1881, traz mais informações: “Por abuso existente de longa data, têm os proprietários das casas situadas na rua General Osório, cercado seus terrenos até a praia, interceptando, completamente, a continuação da rua Riachuelo para o lado do Oeste. Alguns, alegando que os títulos dos seus terrenos rezam – fundos do Canal -, mas, no tempo em que eles foram adquiridos, o canal existente então, era na própria rua General Osório e daí para o mar os terrenos foram acrescendo, formando as marinhas que pertencem a Câmara, conforme a concessão que lhe foi feita no ano de 1834, pelo Conselho Administrativo da Província. Convindo não deixar, porém, mais tempo permanecer interceptada esta rua e havendo necessidade dela para efetuarem-se as descargas de certos materiais, que não podem ser feitos onde existe o cais e o calçamento; para comodidade e vantagem pública, especialmente dos mesmos proprietários, que assim aumentarão o valor dos seus terrenos que ficariam entre duas ruas, resolveu a Câmara em sessão de 12 de outubro de 1874, intimá-los para abrirem mão dos respectivos terrenos”. 

         O jornal Diário do Rio Grande, em 6 de julho de 1884, criticava a Câmara por estar dando nome às ruas “que ainda não existiam” e citava a Francisco Campelo, que ainda não fora aberta, “estando o terreno ocupado por quintais”. Conforme Antenor Monteiro, em 10 de fevereiro de 1888, a Câmara dá, em definitivo, a esse trecho da rua do litoral, que em 1914 tinha 120 metros de extensão, o nome de Francisco Campelo. Francisco de Paula Chaves Campelo nasceu em Pelotas no ano de 1848 e faleceu no Rio de Janeiro em 1927. Nomeado Vice Intendente Municipal pelo Intendente Alfredo Soares do Nascimento, em dois quatriênios, coube-lhe assumir o cargo de Intendente e um dos seus primeiros gestos, em 18 de julho de 1914, Ato n. 704, foi retirar o seu nome da rua, dando-lhe o nome de Silva Pais, o fundador da cidade. O Ato n. 1.165, de 15-10-1930, repõe à rua o nome desse benemérito cidadão. Por ocasião da passagem do bicentenário da fundação do Presídio do Rio Grande (1937), foi dado à rua Uruguaiana o nome de Avenida Silva Pais.

quarta-feira, 29 de maio de 2024

UM DIA DE SOL - 29 DE MAIO

 Imagens deste ensolarado dia 29 de maio em que a Lagoa dos Patos se manteve alguns centímetros abaixo do transbordamento. 

Destaco a necessidade das pessoas evitarem tocar na água sem proteção e lavar bem o corpo no caso de contato. Muito material biológico e químico pode estar presente. Constatei ao fotografar uma tartaruga (Trachemys dorbigni) -que se debatia em busca de abrigo junto ao cais-, que um material em suspensão boiava em sua volta. Pode ou não fazer parte da mancha de sedimentos que se deslocou do Guaíba.  

Lamentei não ter um passagua para ter resgatado a tartaruga e encaminhado para a Polícia Ambiental (PATRAM). A correnteza, a falta de local para descanso e a água poluída não deve ser nada saudável. O impacto na fauna que vive na Lagoa dos Patos exigirá monitoramento. 

Um dia de cada vez. Hoje é apreciar as visões de um cotidiano que começa (tenhamos paciência) a se reestruturar lentamente. 

Fotografias: Luiz Henrique Torres, 29-05-2024, 16-16h30.

 

Fundos da Biblioteca Rio-Grandense.

Vista em direção ao Porto Velho. 

Perfil de São José do Norte. 

Água abaixo da linha dos Cais. 

Outra vista de São José do Norte. 

Água que ficou parada na Rua Francisco Campello.

Cais do CCMar. 

Vista do Rincão da Cebola que foi muito atingido pela enchente. 

Espaço portuário histórico da cidade do Rio Grande. Ocupação que recua ao século XVIII. 

No Rincão da Cebola se observa que a Lagoa não está superando a linha do Cais. 

Distância da água da cota de inundação. 

Em direção ao Porto Velho. 

O sol em movimento ao poente tendo a Ilha dos Marinheiros ao fundo. 

Cais da banca de venda de pescado. 

Ao fundo a Ilha dos Marinheiros. A agonia das Ilhas será ainda mais longa. Em especial a Ilha da Torotama que em 1941 ficou durante 40 dias com uma lâmina de água. 

Quiosques instalados no fundo do Mercado Público sobreviveram a enchente. A marca da inundação está registrada no vidro. 

Guindaste no Cais do Porto Velho. 

Intenso movimento da massa de água. Se contribui na vazante é ótimo. 

Águas turbulentas. 

Prédio da Alfândega com sua Rua Riachuelo num dia não alagado. 

Vista do Mercado Público. Uma nuvem "estranha" no horizonte.

Vista das pessoas utilizando a passarela construída pela EBR para acesso a lancha para São José do Norte. 

Ao fundo um dos armazéns do Porto Velho. 

Vista do Cais a partir da frente do prédio da Alfândega. 

Passarela de acesso as lanchas para São José do Norte. Neste dia 29 foi possível funcionar o transporte. 

Vista da Rua Riachuelo. 




quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

ATERRAMENTOS

 

Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. 

A Fábrica da Leal Santos em Rio Grande foi estabelecida na Rua General Portinho. Por volta de 1910 era este o cenário naquela área.

Fica a pergunta: que água é esta e o que o pequeno barco está fazendo próxima ao muro da fábrica? 

Esta é a Lagoa dos Patos e o barco se sente em casa: pode estar se deslocando para o Hospital da Santa Casa, para o Bosque, para a Ilha dos Marinheiros ou Torotama etc. 

A água ocupava o que hoje conhecemos como Rua Francisco Campello e ainda avançava um pouco na Rua General Portinho. O prédio da Justiça Federal, Museu Oceanográfico, Iate Clube etc são frutos de aterramento e do encolhimento da Lagoa dos Patos. 

O olhar no presente se acostuma com a terra firme, porém, grande parte da terra firme em Rio Grande é fruto de aterramentos da Lagoa dos Patos e do Saco da Mangueira. 

quarta-feira, 14 de setembro de 2022

PORTUGAL, MATTOS & CIA

 

Guia Bemporat para 1908. Acervo: Biblioteca Rio-Grandense.

Portugal, Mattos & Cia era uma casa importadora e exportadora de secos e molhados. Estabelecida na Rua Francisco Campello n. 8. Portanto, em frente ao Rincão da Cebola. Anúncio de 1908.

terça-feira, 24 de outubro de 2023

FÁBRICA DE FUMOS ALLIANÇA

 

http://memoria.bn.br

No Almanaque Literário e Estatístico do Rio Grande do Sul para o ano de 1907 são anunciadas duas empresas sediadas na cidade do Rio Grande.

Portugal, Mattos & C. atuando com Exportação e Importação com armazém e depósito na Francisco Campello n. 10. 

A Fábrica de Fumos e Cigarros Alliança de Miguel José de Araújo e Comp. estabelecida na Rua Riachuelo n.3. Esta fumageira atuava com as marcas: Mensageiros, Caçadores e Havanezes. 

quinta-feira, 5 de maio de 2022

RIO GRANDE EM 1922 - 8

 

Alfredo Costa. Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Globo, 1922. Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. 

Em 1922 as ruas de maior comércio eram a Marechal Floriano, a General Bacelar e a Andradas. A Praça General Telles (atual Xavier Ferreira) era o ponto principal de circulação e sociabilidade (footing), especialmente, aos domingos e durante às noites. Nas imediações ficavam cinemas e cafés.  
 
A Praça General Telles era a centralidade do comércio, dos prédios religiosos (Capela de São Francisco e Catedral de São Pedro), administrativo (Intendência Municipal), militar (Quartel General), do conhecimento (Biblioteca Rio-Grandense), da economia cotidiana (Mercado Público), da Receita Federal (Alfândega), da locomoção (sede dos bondes urbanos) etc.  

A Praça agregava enquanto espaço de lazer, sociabilidades, cobertura vegetal, esculturas públicas, circulação de moradores das ilhas ou visitantes que chegavam ao Porto, etc. 

Uma fotografia da diretoria da Câmara do Comércio traz a imagem do então presidente Francisco de Paula Chaves Campello (sentado ao centro). 

Fotografias mostram o público estudantil e responsáveis do Colégio Marista (São Francisco), Colégio Nossa Senhora da Glória e da Escola de Aprendizes Marinheiros. 

quinta-feira, 12 de julho de 2018

RIO GRANDE EM 1868

        A revista literária e histórica Arcádia (1867-1870), foi editada inicialmente em Rio Grande voltando-se a produção literária e poética, apresentando crônicas e também monografias de caráter histórico. Um raro exemplar de resgate da história da cidade do Rio Grande desde a sua fundação em 1737 até 1868, foi elaborado por um colaborador da Revista C. E. Fontana que escreveu Apontamentos Históricos, Topográficos e descritivos da cidade do Rio Grande, consistindo numa ímpar contribuição para a historiografia local.
          Os dados históricos referentes ao século XVIII estão repletos de erros, porém as informações contemporâneas apresentados pelo autor, mesmo que descritivas, são interessantes para identificar a urbanidade e o desenvolvimento no período em que foi publicado os Apontamentos.
           Rio Grande contava com 1870 casas edificadas e 37 estavam em construção. Haviam 115 sobrados de um andar e 2 em construção, além de 2 sobrados de dois andares e 1 de três andares.

DENOMINAÇÕES DE RUAS E PRAÇAS


A cidade tinha 33 ruas, 4 becos e 7 praças. A maioria das ruas haviam sido renomeadas recentemente devido à atuação brasileira na então em curso Guerra do Paraguai (1865-1870). As principais ruas eram: Riachuelo (anteriormente denominada de Boa Vista), que se situava junto ao porto; Pedro Segundo (antiga da Praia e atual Marechal Floriano) sendo a mais importante rua com “lindos edifícios e quase toda calçada”; Príncipes (antes Direita e atual Bacelar), uma das principais sendo renomeada em homenagem ao Conde d’Eu; Paysandu (Pito e atual República do Líbano); Vinte de Fevereiro (antes do Fogo e atual Luiz Loréa); Uruguaiana (Cômoros e atual Silva Paes); Barroso (Canal) em honra ao herói da Batalha do Riachuelo; Caridade (atual Coronel Sampaio), por estar localizada a Santa Casa de Misericórdia; Francisco Marques, em homenagem ao primeiro morador da rua, pai de Tamandaré; outras denominações de ruas vigentes em 1868 eram Alfândega (atual Andradas), Castro (atual Duque de Caxias), Rasgado (atual General Netto), Câmara (atual Carlos Gomes), Lousada, Quartéis (atual 24 de maio), Moinho (atual Aquidaban), Trincheiras (atual General Portinho), Moron (antiga rua do Bom Fim), Zallony (antigo Beco do corpo da Guarda), etc.
Entre os largos e praças haviam a Sete de Setembro (antiga Praça do Poço), São Pedro (atual Júlio de Castilhos), Caridade Nova (atual Barão de São José do Norte), Tamandaré (antiga Praça dos Quartéis e Geribanda) e Municipal (atual Xavier Ferreira). A Municipal consistia numa “vasta praça e único passeio recreativo da cidade, é comumente denominada de Boulevard Rio-Grandense”, porém “lamenta-se que não mereça mais atenção da edilidade”. Na praça Tamandaré, existiam seis fontes públicas para coleta de água e lavagem de roupa, erguendo-se no centro desta, “uma modesta cruz ali colocada em 1842 pela missão jesuítica a estas plagas”.

OS CAMINHOS DA CIVILIZAÇÃO

Fontana afirmou que a Igreja Matriz de São Pedro encontrava-se pouco cuidada. Já a Igreja do Carmo “é o mais belo templo da cidade e a ordem a mais rica corporação religiosa. Possui também um hospital e está prestes a edificar um novo prédio para esse fim”.
O autor ressaltou o trabalho assistencial realizado pelo Asilo para as Órfãs Desvalidas “dando abrigo a muitas infelizes sem pai nem mãe e mais tarde tornando-se pela educação e moral exemplos de sociedade”. Ressaltou o trabalho da Santa Casa de Misericórdia que atendia anualmente cerca de 500 doentes, além manter em funcionamento a Roda dos Expostos com mais de trinta indivíduos. Neste período estava em construção “um grande e belo edifício para a Santa Casa, que com algum empenho por parte do governo da província, poderia ficar brevemente concluído”.
Outros prédios que se destacavam eram a Casa da Câmara Municipal, o novo Mercado Público, a Cadeia Civil e o teatro Sete de Setembro. Conforme Fontana, “o cemitério extramuros que teve princípio em 1855, na época da epidemia, já possui alguns belos mausoléus. Próximo a este cemitério achasse o dos protestantes”.
       A instrução pública primária era constituída por quatro escolas, duas do sexo masculino dirigidas pelos professores Julio Cezar Augusto e Inácio de Miranda Ribeiro e duas do feminino com a docência de Maria Joaquina Duval e Maria Fausta de Miranda Campello. A instrução secundária era exercida apenas por uma aula de francês do prof. José de Pontes França, porém pouco freqüentada.

Como uma das preocupações do período era a civilização expandindo seus tentáculos através da educação e do desenvolvimento urbano, o autor destacou o desenvolvimento da cidade rumo a este ideal. Em relação a seu trabalho comentou: “contando com a benevolência do leitor, é que ainda ofereço o meu raquítico trabalho à mocidade rio-grandense”.
Rua Riachuelo em 1865. Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. 
Primeira série de Arcádia (1867). Acervo: Biblioteca Rio-Grandense.