Porto do Rio Grande em 1908

Porto do Rio Grande em 1908

terça-feira, 25 de outubro de 2022

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

sábado, 22 de outubro de 2022

O PIOR ANO PARA ESTAR VIVO

Triunfo da Morte, Pieter Bruegel, 1562. Acervo: Museu del Prado (Wikipedia). 

 

Matéria de hoje da Metsul trouxe uma temática que interessa aos historiadores (e a toda humanidade...): uma abrupta Pequena Era do Gelo. 

Sei... a questão atual é aquecimento e não resfriamento, porém, os dois casos são se extrema gravidade. 

O título da matéria é "Vulcões, Peste, Miséria e Inverno Sem Fim: 536, o pior ano para estar vivo". A íntegra pode ser lida no seguinte endereço: https://metsul.com/vulcoes-peste-miseria-e-inverno-sem-fim-536-o-pior-ano-para-estar-vivo/

No ano de 536 ocorreu um inverno vulcânico que atingiu gravemente o Hemisfério Norte. Um ou mais vulcões ejetaram grandes quantidades de aerossóis na atmosfera provocando a redução da radiação solar e resfriando a superfície do planeta por vários anos. Registros de Constantinopla se referem ao longo período de céu escuro e temperaturas baixas que levaram a perda das colheitas, fome, confrontos militares, milhões de mortes e, no ano de 541, se desencadeou a Peste de Justiniano (peste bubônica) que ceifou até um terço da população do Império Romano do Oriente. 

O historiador bizantino Procópio deixou um registro do que ele presenciou naquele período: "pois o sol deu sua luz sem brilho, como a lua, durante todo este ano, e parecia muito com o sol em eclipse, pois os raios que emitia não eram claros nem como está acostumado a derramar. E desde o momento em que isso aconteceu, os homens não estavam livres da guerra, nem da peste, nem de qualquer outra coisa que levasse à morte". 

Esta experiência histórica de um bloqueio dos raios solares através do vulcanismo deve (no passado) e pode (no futuro) se repetir ao longo de milhares de anos. Porém, não o inverno vulcânico e, sim, o inverno nuclear é uma situação muito mais aflitiva e real frente a atual conjuntura mundial ligada a Guerra na Ucrânia. O conhecimento histórico evidenciou os impactos devastadores de um resfriamento parcial ou total do planeta durante alguns anos.  O saber histórico já registrou inúmeras experiências devastadoras a serem evitadas pela humanidade. Que o ano de 536 (e os seguintes desta Pequena Era do Gelo) fiquem restritos ao passado longínquo. 

O PEIXEIRO JÁ É HISTÓRIA VIII

 

Recordando... Matéria publicada em O Peixeiro em 7 de setembro de 2010. 

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

BELA LUGOSI - 140 ANOS

 

Drácula, 1931. 

O ator Béla Blaskó nasceu no Império Austro-Húngaro em 20 de outubro de 1882 e faleceu em Los Angeles em 16 de agosto de 1956. 

O seu nome artístico é Bela Lugosi e o sotaque húngaro o projetou internacionalmente no filme Drácula (1931) onde interpreta o Conde Drácula. Se tornou um dos principais atores do Estúdio Universal no período dos filmes de terror góticos em preto e branco (anos 1930-40). 

Cento e quarenta anos após o seu nascimento ele continua sendo lembrado como um dos ícones da cultura contemporânea. 

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

terça-feira, 18 de outubro de 2022

domingo, 16 de outubro de 2022

sábado, 15 de outubro de 2022

FRANKENSTEIN: RAÍZES HISTÓRICAS

MONTAGEM: CAPA LIVRO UNIVERSAL MONSTERS , MALLORY E COLECIONÁVEL FRANKENSTEIN DIAMONS SELECT TOYS . ACERVO: LHT .


Estou disponibilizando mais um livro que encerrei recentemente. Foi uma viagem a obra de Mary Shelley "Frankenstein". 

Esta é a quarta incursão na elaboração de material de referência para iniciar discussões no campo da disciplina “História e Terror” (Cursos de História/FURG).

Depois das abordagens sobre "Os Vampiros Existem" ( 2018), "Carmilla" (2022) e "Raízes da Maldição dos Faraós" (2022) estou publicando mais uma proposta temática: "Frankenstein : raízes históricas".

O objetivo continua ser o de rastrear informações sobre as motivações da escrita de uma obra ou a incursão em uma temática, buscando as influências imanentes ao processo histórico. O conteúdo narrativo da obra e seu impacto literário e no imaginário foi esboçado em suas linhas gerais. Também se investigou a apropriação da obra por outras linguagens como a do cinema e da arte sequencial (HQs).

Para quem já conhece o tema ou que deseja conhecer é uma obra que buscou ser paradidática na escrita. Tanto que a formatação é em powerpoint. Quem puder ler em tela cheia do nootebook terá um bom efeito de leitura. Espero que gostem pois o esforço de aformoseamento foi grande. Deixando claro: tudo foi feito de forma artesanal por um não profissional da diagramação.  

Segue o link de acesso: 

https://drive.google.com/file/d/1R5_vEMippTYMOD7LJ8GvPLmLwbXNWIi4/view?usp=sharing


A LONGA VIAGEM DE UM RELÓGIO

Fritz, um relógio americano da década de 1870. Acervo: Luiz Henrique Torres. 

Desde de criança, eu ficava observando um relógio fixado na parede da sala de meus pais na cidade de Santa Maria. Na época, até saber o que dizia as informações em inglês (do funcionamento do relógio) era um procedimento difícil pela ausência da internet e do google tradutor. 

Mas questionar a origem, o ano em que foi fabricado e qual o caminho que ele percorreu até ficar naquela parede, pressuponha a busca de sua história, pois ali poderia residir o sentido para sua confecção, comercialização e deslocamento por milhares de quilômetros de distância: do norte dos Estados Unidos para o extremo sul do Brasil.  

É emocionante, para o historiador, quando um objeto passa a ter historicidade, ou seja, fazer parte de uma história. E o relógio, apelidado de Fritz, tinha uma história contada que envolvia imigrantes europeus (alemães), norte-americanos em tempos de Industrialização, navios e marinheiros que aportaram no Rio Grande do Sul a partir do Porto do Rio Grande e uma longa viagem de aventuras em espaços luso-brasileiros. 

Esta longa viagem recua aos anos de 1870 e busquei, esboçando linhas gerais, traçar a trajetória de um objeto que fazia parte de uma história de grandes dimensões e que modificou o planeta, como nunca ocorrera nos 4 milhões de anos anteriores (desde o surgimento dos hominídeos). 

Foram apenas 150 anos necessários para que os ecossistemas e os padrões climáticos começassem  a se modificar frente a expansão populacional, os impactos ambientais provocados pelo processo industrial e sua capacidade de poluir em escala cada vez mais ampliada. 

Já em 1975 o planeta chegava no nível crítico de emissão de CO2. Quem sabia disso? Eu e Fritz ignorávamos. Mas no presente a informação é disponível e asfixiante porém, parece não ser importante... 

Este livro com a história de Fritz eu dei o título de A Longa Viagem de um Relógio. Ele continua meu companheiro e nasceu há 150 anos nos primórdios da Revolução Industrial que se tornará impactante e por isso chega a ser chamada de período pré-grande indústria (na década de 1880 é que iniciam medições de emissões atmosféricas). Ele é um personagem que acompanhou as origens tímidas da produção, do consumo e da conversão da matéria em mercadoria; hoje observa os efeitos da produção industrial desenfreada e do aumento populacional de 1,5 bilhão (1870) para 8 bilhões (2022). Consumidores, em diferentes padrões de consumo, aumentaram mais de 5 vezes no período. 

Nunca o planeta sapiens mudou tanto como nos últimos 150 anos. O que aconteceu neste período (em especial, o surgimento de armamento nuclear) e os desafios para os próximos anos/décadas nos colocam numa situação muito difícil: o aquecimento global pode alimentar o enfrentamento/descontrole no uso bélico convencional e nuclear. 

Em A Longa Viagem de um Relógio escrevi um pouco sobre esta trajetória da investigação da historicidade de um objeto. Ao fazer isto comecei a flertar que Fritz viveu um momento muito especial da história humana. 

Convido a quem quiser conhecer o livro acessar aqui no blog ou pelo link: 

https://drive.google.com/file/d/1NhtBO6ks-B1pvs9R-BblA1cIXxuWZoj8/view?usp=sharing

 

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

terça-feira, 11 de outubro de 2022

O PEIXEIRO JÁ É HISTÓRIA II


 Recordando... 

Matéria publicada no encarte cultural O Peixeiro em 25 de janeiro de 2011. Era aniversário do Balneário Cassino. 

domingo, 9 de outubro de 2022

O PEIXEIRO JÁ É HISTÓRIA

 


Recordando... 

Matéria publicada em 11 de janeiro de 2011 sobre o "Chalé dos Dois Bicos" na praia do Cassino. 

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

SOUVENIR DO EGITO



Acervo: Luiz Henrique Torres. 

Cartão-postal do Egito para o Rio de Janeiro emitido por volta de 1900.  

A cena mostra uma mulher coletando água do Rio Nilo e ao fundo, pirâmides em Saqqara a necrópole mais importante de Mênfis. Em Saqqara está a pirâmide escalonada de Djoser a primeira construída no Egito. O arquiteto que a projetou foi Imhotep aproximadamente em 2.630 a.C. O aprendizado com esta pirâmide de Djoser pode ter sido o referencial técnico para o surgimento das grandes pirâmides de Gizé (Quéops, Quéfren e Miquerinos).