Porto do Rio Grande em 1908

Porto do Rio Grande em 1908

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

REGATA DE 1860

Há 160 anos ocorreu a primeira Regata no Rio Grande do Sul. 

Ela ocorreu no atual Porto Velho da cidade do Rio Grande no dia 23 de setembro de 1860. 

Era a semana de festejos da Independência do Brasil e uma comissão organizou vários eventos, entre eles, a regata "carreiras do mar". 

Na regata foram utilizados escaleres, velas, canoas e remos, divididos em carreiras, sendo a maioria das tripulações constituída por estrangeiros, especialmente, ingleses. 

O artigo "Vestígios das Práticas Náuticas no Rio Grande do Sul: as primeiras competições de Remo" de Carolina Fernandes da Silva e Janice Zarpellon Mazo trazem maiores informações sobre as primeiras competições de esportes náuticos no RS do século XIX. 


E falando em Regata nada como lembrar o Clube Regatas que sabe tudo do assunto! 
Fotografia do Regatas nos primórdios do século XX. 


Clube Regatas. Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. 


UMA CIDADE

 

Hermann Wendroth, 1852. Acervo: Autor. 

Alguém reconhece esta cidade que foi retratada pelo alemão Wendroth em meados do século XIX? 

Dicas: fica no Rio Grande do Sul; o porto fluvial estava num bom momento econômico; a chaminé em primeiro plano não é a Usina Termelétrica de Candiota. 

Mais uma dica:

Getúlio Vargas estudou em uma escola desta cidade e foi expulso por indisciplina. 

O CINEMA INSPIRA OS QUADRINHOS - KEN PARKER

No ano de 1972 estreou no cinema um western que fez muito sucesso: "Mais Forte que a Vingança" com direção de Sidney Pollack. O ator que fazia o papel de Jeremiah Johnson foi interpretado por Robert Redfort. O enredo remete a busca de isolamento nas montanhas por um homem que deseja escapar da civilização e de suas normativas. 

Em 1974 foi criado pelos italianos Giancarlo Berardi e Ivo Milazzo o personagem Ken Parker. A inspiração foi o ator Robert Redford e a HQ apresentou roteiros complexos e conflito psicológicos que avançou na dualidade civilização e natureza. 

O site http://obviousmag.org fez a montagem  abaixo que exemplifica a inspiração que migrou do cinema para os quadrinhos:

   

http://lounge.obviousmag.org/distracao_planejada/assets_c/2017/01/ken%20parker%20e%20robert%20redford-thumb-640x384-163209.jpg

domingo, 4 de outubro de 2020

CAFÉ EM NEW YORK

 

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon1287373/icon1287373.jpg 

Este cartão-postal mostra uma cafeteria brasileira (Brazilian Coffee House) em New York por volta de 1920.

O cartão exalta as nuvens que representam os odores gerados pelo café que está sendo moído na hora nas duas máquinas ao fundo.

O cartão foi impresso em New York por Julios Bandes e pertence ao acervo da Biblioteca Nacional Digital Brasil.  

ESTAÇÃO DO RIO GRANDE

 

Cartão-postal da Estação Central Rio Grande. Cerca de 1910. Acervo: Walter Albrecht. 

Esta cena foi inúmeras vezes repetida desde o ano de 1884: os passageiros esperando a chegada ou a partida do trem da Estação Central do Rio Grande. É a linha férrea Rio Grande-Bagé que teve uma primeira desativação de trens de passageiros em 1982 e a finalização em 1996. 

CARTÕES-POSTAIS NO BRASIL: 140 ANOS


No dia 28 de abril de 1880 o Brasil instituiu o cartão-postal pelo Decreto nº 7695. A proposto foi encaminhada por Manuel Buarque de Macedo (o mesmo da Rua em Rio Grande!) que era Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. 

Estes cartões-postais somente poderiam ser emitidos pelo governo Imperial que tinha o monopólio das emissões. Somente quase no final do século XIX é que empresas particulares iniciam emissões de postais seguindo a moda de outros países do planeta. 

Abaixo observamos um dos modelos de cartão-postal (também chamado de bilhete postal e inteiro postal). Circulou nos anos finais do Império, possivelmente, por volta de 1888. O selo já está impresso e mostra o perfil da face de D. Pedro II. Os cartões-particulares só começarão a circular na segunda metade da década de 1890 e trarão diversificadas imagens (fotografias ou gravuras) que desencadearão o colecionismo. Afinal, se guardava os cartões pelo texto e não pela imagem que era quase sempre a mesma. Com a diversidade de imagens... 

Acervo: https://www.rss.colecionismo.nom.br/vso_fotos/59382.jpg

sábado, 3 de outubro de 2020

ALEMANHA, ESTADOS UNIDOS E RIO GRANDE

 

Cartão-postal Rio Grande década de 1950.
https://www.ebay.com/itm/Brazil-Rio-Grande-do-Sul-Camara-de-Comercio-real-photo-Postcard/184462496282?hash=item2af2d2521a:g:oHIAAOSwgiJfPkXqAdicionar legenda

Este cartão-postal mostrando trecho da Praça Xavier Ferreira com destaque para o prédio da Câmara do Comércio foi postado no Brasil (no dia 7 de janeiro de 1955) com destino a Hamburgo (Alemanha). O remetente, provavelmente um alemão, que de passagem pelo Brasil inseriu o seu endereço portuário de New York City.

Isto parece estranho?  

Hamburgo, New York e Rio Grande tem uma afinidade histórica de longa duração. E a explicação se chama Porto do Rio Grande!  

Cartão-postal Rio Grande década de 1950 (verso). 
https://www.ebay.com/itm/Brazil-Rio-Grande-do-Sul-Camara-de-Comercio-real-photo-Postcard/184462496282?hash=item2af2d2521a:g:oHIAAOSwgiJfPkXqAdicionar legenda

ZEPPELIN NO RIO DE JANEIRO

 

Cartão-postal do Rio de Janeiro em 1935. Acervo: http//ebay.com  

O cartão-postal mostra (no canto esquerdo superior) o dirigível alemão Graf Zeppelin sobrevoando o Rio de Janeiro no ano de 1935. 

 A bordo do Zeppelin, os poucos passageiros e tripulantes tinham uma visão espetacular do Rio de Janeiro. 

O MÉDICO E O MONSTRO - HQ

STEVENSON, Robert Louis.  O Médico e o Monstro. São Paulo: Farol Literário, capa flexível, color, p. 72, agosto de 2012. Roteiro: C.E.L  . Welsh; desenhos: Lalit Kumar Sharma. 


Resenha da Editora: 
"No final do século XIX, o Dr. Henry Jekyll, um homen virtuoso, honesto e visionário, acredita ser capaz de usar seu conhecimento científico para dividir uma pessoa em dois seres – um totalmente bom e outro totalmente mau. Após trabalhar incansavelmente em seu laboratório secreto e desenvolver um fórmula que separa o bem e o mal que vivem dentro de todo ser humano, ele acaba obtendo sucesso – mas só em parte. O que no início parece uma incrível descoberta científica acaba se tornando um pesadelo, quando o médico perde o controle da transformação e começa a chamar a atenção de seus amigos. Publicado em 1886 e considerado a obra-prima de Robert Louis Stevenson, O Médico e o Monstro aborda questões complexas e ousadas para a época, enquanto prende a atenção com sua atmosfera sombria e clima de tensão".

Certamente, o nível de dificuldade para esta adaptação é muito alto. Muitos trechos do livro estão presentes e ainda parece faltar muitas coisas. Porém, algo que pode comprometer bastante a narrativa é a ilustração. Como é uma obra em que os eventos transcorrem basicamente em seu tempo presente, ou seja, segunda metade do século XIX, é fundamental, na minha concepção, uma construção visual coerente.

 Em grande parte da HQ isto não ocorre e a mistura de estilos de vestuário e arquitetônico acabam tirando o peso da narrativa oitocentista, que é uma marca de O Médico e o Monstro

A indeterminação da temporalidade cultural é um aspecto que deprecia estas adaptações literárias. Claro, na minha leitura interpretativa das HQs. 

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

JACARÉS

Hermann Wendroth, 1852, Rio Taquari. 

 

Rio Taquari na pintura de Wendroth do ano de 1852.  

Além das capivaras, chama a atenção (em primeiro plano) os "crocodilos" como escreveu Wendroth junto a sua aquarela. A legenda faz referência a “crocodilos”, mas, de fato são “jacarés” que são predadores das capivaras. Os jacarés tem dimensões menores que os crocodilos e no Rio Grande do Sul só habita uma espécie que é o jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris) da família Alligatoridae que vive em brejos, lagos, riachos, mangues e rios. Pode atingir entre 1,5 e 3 metros de comprimento. 

ROSSIO, D. PEDRO I E D. PEDRO IV

Praça do Rossio, Lisboa. https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/c8/Pra%C3%A7a_Don_Pedro_IV_%28Rossio%29.jpg/800px-Pra%C3%A7a_Don_Pedro_IV_%28Rossio%29.jpg


O Rossio é um espaço muito especial de Lisboa. Uma praça que recua a Idade Média e que assinala o centro da cidade. O calçamento de padrão ondulante influenciou a construção do calçadão da praia de Copacabana. 

Nesta praça se destaca o monumento a D. Pedro IV que foi construído em 1870 e possui uma coluna de 28 metros de altura. A maioria dos brasileiros desconhece, mas, D. Pedro IV de Portugal é o D. Pedro I do Brasil. Em 1822 ele declara a Independência brasileira e em 1831 abdica e assume o trono de Portugal. Sua atuação foi curta, mas, marcante para os portugueses, vindo a falecer em 1834. 

Nesta praça está um monumento de um Imperador/Monarca que teve um papel fundamental em capítulos da história das terras separadas pelo Oceano Atlântico ou "d'Aquém e d'Além-Mar".
Monumento a D. Pedro IV, Rossio.
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/36/Lisboa%2C_coluna_com_est%C3%A1tua_de_D._Pedro_IV_%287%29.jpg/800px-Lisboa%2C_coluna_com_est%C3%A1tua_de_D._Pedro_IV_%287%29.jpg

QUE LOCAL É ESTE - RESPOSTA

 

Hermann Wendroth, década de 1850. 

Estes homens são mineradores que estão procurando ouro no atual município de Lavras do Sul. 

O desenho mostra a cabana provisória junto ao local em que estão escavando em busca de ouro. O trabalho é feito com pás e uma escada leva ao interior do buraco onde o almejado metal pode estar. 

Se Hermann Wendroth, que atuou como minerador, encontrou algo significativo é uma incógnita. A maioria dos mineradores acaba em suma miséria. Também se observa uma panela de ferro no fogo e um homem ajoelhado preparando uma refeição. 

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

QUE LOCAL É ESTE?

Hermann Wendroth, década de 1850. 

 Este local faz parte de um atual município do Rio Grande do Sul? O que estes homens estão buscando  ao escavar a terra?

CADEIA

Hermann Wendroth, cadeia em Pelotas, 1851. 

 O pintor Hermann Wendroth esteve envolvido em bebedeiras e tumultos no tempo em que ainda estava alistado como mercenário na Legião Alemã que veio ao Brasil para lutar contra Rosas (Argentina). Ele foi preso em Pelotas e reproduziu a “hospedaria” em que ficou "hospedado": a cadeia. Observa-se que a prisão de Pelotas ainda mantém a estrutura colonial/imperial de modestos espaços prisionais o que sofreria alterações ao longo das décadas de 1850-60 com o surgimento de espaços maiores e as casas de correção. 

A aquarela da cadeia de Pelotas identifica uma estrutura rudimentar e com espaços restritos, porém, superior à cadeia existente anteriormente e descrita em 1832 como “imunda” e “mal segura prisão”. A cadeia da aquarela foi financiada com recursos angariados em Pelotas pela Sociedade Defensora da Liberdade e Independência Nacional[1], mas não superou um aspecto singelo em recursos e proporções, sendo referida satiricamente por Wendroth como “palácio-Cadeia (prisão).


[1] AL-ALAM, Caiuá Cardoso. Palácio das Misérias: populares, delegados e carcereiros em Pelotas (1869-1889). Porto Alegre: Tese de Doutorado, Programa de Pós-Graduação em História PUCRS, 2013k, p. 118-120.

EXTERMINADOR DO FUTURO - HQ

 


Exterminador do Futuro: Terra em Chamas. São Paulo: Mythos Books, capa dura, color, 26,4 x 17,2 cm, p. 140, novembro de 2018. Roteiro: Ron Fortier; arte e capas Alex Ross. 


Quem assistiu os filmes O Exterminador do Futuro (1984) e O Exterminador do Futuro 2 (1991) pode ficar com vontade ler esta HQ. Afinal, a direção de James Cameron e a atuação de Arnold Schwarzenegger) deram o que falar após sua estréia em março de 1985 no Brasil. 

A repercussão do primeiro filme rendeu uma HQ criada em 1988 e que não estava bem de tiragem. O roteirista Ron Fortier foi convidado para encerrar a saga Exterminador do Futuro em apenas cinco edições. Fortier é adepto das sequências de ação constantes e pouco "papo cabeça", como ele afirma na introdução da HQ de 2018. 

A publicação de Exterminador do Futuro: Terra em Chamas ocorreu em 1990, portanto, há 30  anos atrás. A publicação recente da Mythos Books reúne as cinco histórias da minissérie Terra em Chamas

Esta minissérie foi marcada por ser a primeira HQ desenhada por Alex Ross, portanto, os traços espetaculares de Ross estavam nascendo nesta parceria com Ron Fortier.  

Reproduzo o roteiro divulgado pela Mythos Books:

"A guerra contra as máquinas assassinas perdura por mais de quatro décadas. A civilização humana está à beira da extinção. Percebendo que pode, enfim, consumar sua diretriz primordial de extinguir a humanidade, a Inteligência Artificial Skynet prepara uma ofensiva nuclear total. Para a espécie humana, resta uma única e tênue esperança: liderado por John Connor, um reduzido mas arrojado grupo miliciano tem de executar um ataque suicida à virtualmente inexpugnável base central da Skynet. Mythos Books apresenta o primeiro trabalho daquele que se tornou um dos mais lendários artistas da história dos quadrinhos: Alex Ross".