| https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=829447&pagfis=858 Almanak Literário e Estatístico do Rio Grande do Sul (1891). |
O jornal Taquariense do dia 28 do mesmo mês, deixou um registro do fenômeno que ocorreu por volta das 16 horas: "Apareceu no céu um fenômeno semelhante a um grande cometa. Pouco depois dividiu-se ele em dois, vindo um sobre a terra e rebentando, manifestando-se então um enorme tufão, acompanhado de chuva torrencial".
O relato do cometa me trouxe a visão de um tornado com sua cauda e a cabeleira. Pode ser delírio, mas as informações de que a copa de um pinheiro colossal foi cortada, um coqueiro foi arrancado e jogado a 50 braças de distância, gado foi arrastado e jogado pelo ar, o telhado de uma casa voou em estilhaços, o arvoredo e a cerca foram arrancados e atirados a grande distância e uma carreta foi jogada para cima de uma árvores distante: não é o suficiente para pensarmos num tornado?
Sem a descrição inicial do cometa poderia ter sido uma microexplosão. Porém, a visualização de que o fenômeno vinha do céu e parecia um grande cometa, pode significar que o tornado foi visto pouco antes de atingir o local.
O mau tempo foi uma presença constante no Rio Grande do Sul no ano de 1889. Hoje sabemos que o nosso estado se encontra no Corredor de Tornados da América do Sul. Portanto, não é um fenômeno raro e já foi descrito inúmeras vezes. Porém, os especialistas é que podem alicerçar seus argumentos. Sou apenas um historiador com espírito investigativo.
Em tempo! Poderia ter sido a queda de um grande cometa?
Se colidisse com o sol, faria sentido. Se fosse com algum local no planeta Terra, infelizmente, não restaria ninguém na região para contar a história. Ficaríamos sabendo através das evidências químicas da queda.
Ou pior, dependendo da massa deste cometa, possivelmente não saberíamos de mais nada no planeta. Uma futura civilização extragaláctica que viesse visitar o planeta, poderia descobrir o que restou da cultura material dos terráqueos.
De Taquari para o Fim dos Tempos: passamos do limite da divagação!
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