| https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=829447&pagfis=859 Almanak Literário e Estatístico do Rio Grande do Sul para 1891. |
A Proclamação da República foi tão tranquila que teve pouca ou nenhuma resistência. De registro das primeiras horas, ficaram alguns tiros disparados contra o Ministro da Marinha, o Barão do Ladário, o qual sobreviveu.
Alguns episódios nas Províncias, certamente ocorreram, sem mudar o curso dos eventos a favor da Monarquia.
Uma exceção na pasmaceira ocorreu em Uruguaiana no dia 19 de dezembro de 1889.
Um cabo do 6º Batalhão e mais oito soldados se revoltaram e "armados e municiados" foram para a rua dar "vivas a Monarquia". A adesão de soldados aumentou e chegou a quatorze integrantes no motim. Na rua dispararam contra simpatizantes da República deixando um morto e dois feridos. Dentro da cidade percorreram a "Cochilha dos Loucos" com mais "vivas a Monarquia" causando indignação na cidade. Policiais, paisanos e 56 militares do Exército saíram em perseguição dos revoltosos. O confronto foi uma carnificina para um dos lados com a energia republicana entrando em combate: oito revoltosos mortos, quatro gravemente feridos e dois prisioneiros sem ferimentos.
Portanto, um confronto grave ocorreu em Uruguaiana com nove mortos e vários gravemente feridos que podem ter morrido nos dias seguintes.
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