Porto do Rio Grande em 1908

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terça-feira, 29 de junho de 2021

FRANKENSTEIN DE MARY SHELLEY

 

Edição de 1831 de Frankenstein de Mary Shelley. Acervo: Universidade da Pensilvania. 

A primeira edição de Frankenstein, publicada em 1818, não foi assinada por Mary Shelley , pois uma mulher escrever uma obra desta profundidade e com esta temática poderia causar uma reação negativa neste período.

Acreditava-se que o autor era Percy Shelley um dos grandes poetas ingleses do seu tempo.  Porém, a partir da segunda edição Mary Shelley assina como autora de um dos livros mais importantes da literatura de horror.

Com componentes góticos e de ficção científica na narrativa, os limites da vida e da morte são flexibilizados e o direito do saber médico buscar a criação da vida e questionar o poder que era considerado monopólio de Deus parece um sacrilégio. A proposta inicial de uma história de fantasma transcendeu para uma reflexão sobre a manipulação da vida a partir do conhecimento e suas consequências éticas.

Questões sobre o bom selvagem de Jean-Jacques Rousseau estão presentes em Frankenstein: a rejeição da sociedade levou a criatura - construída com restos de corpos roubados de cemitérios-  a se tornar um assassino e ter a sua maldade despertada. Mary Shelley também questionou o  desenvolvimento iluminista que sacraliza a ciência como único caminho confiável, podendo conduzir a uma pretensão divina de poder, criando o dogma da ciência.


Mary Shelley. 

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