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| Cartão-postal de R. Strauch com imagem do Porto Velho do Rio Grande por volta de 1910. Acervo: www.ebay.co.uk |
A epidemia fez o seguinte trajeto para entrar no Rio Grande do Sul.
Na manhã do dia 9 de outubro, chegou ao porto do Rio Grande o vapor Itajubá, da Companhia de Navegação Costeira. Estavam a bordo 38 tripulantes convalescendo da Espanhola. O Inspetor de Saúde do porto, Dr. Leonel Gomes Velho, afirmou que a “influenza é de caráter benigno e não contaminou nenhum passageiro”.
No dia 10 de outubro o jornal O Tempo, de Rio Grande noticiou: “continua interdito em nosso porto o paquete Itajubá (...) O navio foi desinfectado e os enfermos se acham todos em condições satisfatórias. A remoção destes para o lazareto não se deu ainda hoje, devendo ser feita amanhã, quando aquele estabelecimento, que há muito não funciona, ficar de todo preparado para recebê-los”.
Na manhã do dia 9 de outubro, chegou ao porto do Rio Grande o vapor Itajubá, da Companhia de Navegação Costeira. Estavam a bordo 38 tripulantes convalescendo da Espanhola. O Inspetor de Saúde do porto, Dr. Leonel Gomes Velho, afirmou que a “influenza é de caráter benigno e não contaminou nenhum passageiro”.
No dia 10 de outubro o jornal O Tempo, de Rio Grande noticiou: “continua interdito em nosso porto o paquete Itajubá (...) O navio foi desinfectado e os enfermos se acham todos em condições satisfatórias. A remoção destes para o lazareto não se deu ainda hoje, devendo ser feita amanhã, quando aquele estabelecimento, que há muito não funciona, ficar de todo preparado para recebê-los”.
No dia 12 de outubro, o vapor Itaquera atracou no porto com 32 tripulantes gripados que foram encaminhados para o Lazareto da cidade. Após sair do Rio de Janeiro, os primeiros casos começaram a aparecer e os portos do Paraná e Santa Catarina não aceitaram que ele atracasse. O navio foi desinfectado em Rio Grande e seguiu para Porto Alegre chegando a 14 de outubro. O vapor Mercedes do Lloyd Brasileiro chegou a Porto Alegre em 16 de outubro vindo de Rio Grande com sete tripulantes doentes. O Ministro da Justiça enviou correspondência a Borges de Medeiros considerando inútil o isolamento de doentes afirmando que se a gripe surgir no porto do Rio Grande invadiria a cidade como fez no Rio de Janeiro.
Em Rio Grande, passageiros do paquete Itajubá, vagavam pelas ruas da cidade, pois eram recusados nos hotéis. O primeiro óbito ocorreu em 14 de outubro. A faixa etária mais atingida foi de 21 a 30 anos. O maior número de vítimas era operários, comerciários, jornalistas/jornaleiros, foguistas, militares, agricultores. Comércio e indústria fecharam e até jornais pararam de circular por falta de pessoal. Os remédios e alimentos subiram desrespeitando o tabelamento de preços. Se a espanhola foi democrática na virulência de sua transmissão, às precárias condições alimentares dos trabalhadores de baixa renda e seus familiares poderia significar uma menor resistência às patologias que sucediam à gripe. Para estes grupos, diaristas, não trabalhar também significava falta de renda para aquisição de alimentos ou remédios.
A epidemia declinou em 15 de novembro tendo matado pelo menos 540 pessoas e contaminado aproximadamente 22 mil na cidade do Rio Grande.

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