O mineralogista e geólogo inglês John Mawe (1784-1829) publicou vários livros a partir de suas observações e pesquisas ao longo de suas viagens. Um destes livros foi publicado em 1812 tratando de suas viagens ao interior do Brasil (especialmente a região de diamantes em Minas Gerais) e ao Rio da Prata. Possivelmente, não esteve em Rio Grande e passou ao largo da Barra quando de sua viagem a Montevidéo e Buenos Aires.
Em breve passagem se referiu a Rio Grande como "a capital". Foi assertivo em seus comentários sobre os deslocamentos das areias e dos fortes ventos.
“Os arredores da capital são
desagradáveis, cercados de areia e dunas de tamanho respeitável, formadas pelo
vento, que precipita a areia, em montes, em várias direções, tornando-as
semi-endurecidas, a ponto de parecerem estratificadas. Os ventos,
excessivamente fortes, quase constantes, levantam a areia, o que é bem
desagradável, pois penetra em todos os cantos das casas” (John Mawe 1812).[1]
[1] MAWE,
John. Viagem ao Brasil. Belo Horizonte: Editora Itatiaia; São Paulo: Ed.
da Universidade de São Paulo, 1974.

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