Em outros trechos desta correspondência de 1804[1] é feita referência a outros impostos que recaem sobre os comerciantes: taxa de trezentos e vinte mil réis pela passagem para São José do Norte; doze mil e quatrocentos réis sobre cada escravo; vinte mil réis por pipa de aguardente de cana e quatrocentos e setenta réis por arroba de tabaco em rolo, gêneros duplamente taxados, pois já pagavam impostos nos portos de origem; cem réis por saco de mandioca “alimento ordinário do rico e do pobre”. Segundo o documento, a situação tornava-se insustentável, devido ao controle estatal “fomos agora atormentados com a não esperada Alfândega que vindo sorver o último real, deixará dentro de dois anos inteiramente perdido o país”. Frente aos altos impostos, os suplicantes conclamam ao monarca “que amando os seus vassalos como o mais tenro dos pais amam a seus filhos, não quer de alguma sorte que eles padeçam nem deseja tão pouco que o fisco se enriqueça com o nosso suor, com o nosso sangue, nem tão pouco com o dinheiro necessário para manter as nossas famílias”.
[1] Documento
dos comerciantes da Vila do Rio Grande. Revista do Instituto Histórico e
Geográfico da Província de São Pedro.Porto Alegre: IHGPSP, 1861.
Nenhum comentário:
Postar um comentário