Porto do Rio Grande em 1908

Porto do Rio Grande em 1908

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

PAULINHA

 

Mamãe e Paulinha. 

Não sei o motivo, mas, me abandonaram num campo repleto de espinhos e marimbondos. 

Longe de tudo para que não pudesse voltar para aquela casa que achei que era o meu lar. Sei que me queriam distante, porém, foi crueldade me colocar num local afastado de pessoas para morrer lentamente. 

A água que tomava num pequeno açude não tinha um gosto bom e aqueles peixes pequenos que apareciam mortos era o que tinha para comer. Não era nada saudável e fiquei com problemas no estomago. São algumas das sequelas do abandono. 

As abelhas que comia para matar a fome, acabavam picando minha língua ou minha garganta. Outros bichos peçonhentos completavam a minha dieta. 

Toda tardinha, e isto faço até hoje, começo a caminhar rapidamente, pois, com a chegada da noite outros animais como as cobras e carnívoros, saíam para caçar e eu tinha que me defender ou correr... 

Quando fui resgatada do inferno de Dante eu tinha tantos espinhos no pelo que era difícil até caminhar. O nome do espinho é amoroso e só quero distância de um amor tão obsessivo e patológico. Uma unha que cresceu demais entrou profundamente na minha pele e causou uma inflamação. Uma das patas mancava e assim me arrastei até o carro onde me ofereceram bolachas que foi o primeiro sinal de receptividade e cuidado. 

Quando a porta do carro abriu eu pulei para dentro. Era a minha única chance de fuga, pois, meu tempo de vida era curto naquele lugar. Mais de uma centena de carrapatos estavam drenando o meu sangue ralo e desnutrido. Em pouco tempo seria apenas mais um objeto inanimado na paisagem do campo. 

Cinco anos se passaram e graças aos cuidados da minha mãe e do meu pai hoje me sinto muito feliz. As memórias foram se apagando e as sequelas são quase contornáveis com os cuidados recebidos. 

Contei esta história para demarcar o meu aniversário de renascimento e o meu agradecimento, especialmente, a minha mãe que busca de todas as formas tornar a minha existência segura e feliz. 

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

PRAÇA XAVIER FERREIRA

Acervo: http://guaipecapapareia.blogspot.com/

Uma cena tranquila mostrando trecho da Praça Xavier Ferreira. 

Em primeiro plano o chafariz das Três Graças e ao fundo o Mercado Público.  

A iluminação é uma das mais belas instaladas na cidade. Cenário que remete a meados dos anos 1940. 

A JUVENTUDE ELEGANTE

 

Revista Tudo, 20 de maio de 1920.  Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. 

A juventude elegante (jeunesse dorée) da cidade do Rio Grande estava sendo convidada a frequentar o "luxuoso centro de diversões" do Club Centro Caçadores localizado na Rua Riachuelo n. 145. 

Era o ano de 1920 e o anúncio informava que o funcionamento do Club era todos os dias a partir das 22 horas. 

EM 1920

 

Revista Tudo, 20 de junho de 1920. Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. 

A Livraria Americana foi estabelecida em Pelotas por Carlos Pinto em 1871 e a filial em Rio Grande foi instalada em 1885. Posteriormente, a administração ficou com J.P. Souza Pinto e Eleutério Pinto que são retratados nesta imagem publicada na Revista Tudo em 20 de junho de 1920.  

Junto com a imagem dos proprietários está a fachada da Livraria Americana na cidade do Rio Grande. 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

POLYTHEAMA

Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. 

 A revista Tudo número 5 de 20 de maio de 1920 publicou duas fotografias de uma tradicional sala de espetáculos da cidade do Rio Grande: o "Polytheama Rio-Grandense". 

As fotografias foram realizadas pelo fotógrafo Amílcar Fontana e são raros flagrantes da fachada do prédio e do interior do Polytheama. 

O prédio, demolido no final dos anos 1950, ficava na esquina das Ruas Andradas com General Câmara. 

CAIS DO PORTO NOVO

Cartão-postal do Porto Novo do Rio Grande. Editor J. I. Greco. Acervo: www.delcampe.net (o cartão está à venda no site citado). 

 Este cartão-postal está datado de 25 de julho de 1924 e foi expedido de Rio Grande para Bruxelas (Bélgica). 

Retrata o Porto Novo do Rio Grande e o fluxo de embarcações em seus cais inaugurado em 1915. 

ANTIGA CÂMARA DO COMÉRCIO

 

Acervo: Museu da Cidade do Rio Grande. 

Esta fotografia foi realizada da torre do prédio da Alfândega.

 Além do Mercado Público com vários iates no cais junto a Lagoa dos Patos, é visível um prédio em primeiro plano à esquerda: é uma das faces da antiga Câmara do Comércio que ocupou este imóvel desde a década de 1840. O prédio foi demolido na década de 1930 para construção, no mesmo local, do edifício atual inaugurado em 1940.  

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

GERIBANDA

Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. 

 

Os poços de abastecimento de água para a população estão visíveis nesta fotografia de 1865. Esta área arenosa é a Geribanda (atual Praça Tamandaré) antes de receber obras que a tornaram um espaço para a recreação e lazer. 

Estes poços foram fechados a partir de 1870 com a instalação da Companhia Hidráulica Rio-Grandense. 

BUARQUE DE MACEDO

Acervo: Fototeca Municipal Ricardo Giovaninni. 

Fotografia da Avenida Buarque de Macedo, possivelmente, no início da década de 1990.  

O sentido do tráfego junto a Viação Ferroviária (à direita) conduzia ao centro da cidade. 

Atualmente, as duas vias fazem o escoamento do tráfego apenas no sentido centro-bairro.  

O BONDE

 

Acervo: Fototeca Municipal Ricardo Giovaninni. 

Bonde urbano da Prefeitura Municipal do Rio Grande por volta do ano de 1950. 

Era comum os bondes ostentarem propagandas e fui verificar o que é o anúncio com a mulher sorrindo e o nome "Odol". 

O Odol é uma pasta de dente criada na década de 1910 pelo laboratório Daudt que iniciou suas atividades em Santa Maria em 1882 (onde fundou o primeiro laboratório farmacêutico do Brasil). O laboratório publicava o famoso almanaque "A Saúde da Mulher".  

Abaixo está uma propaganda desta pasta de dente nos anos 1940. 


Propaganda do Odol nos anos 1940.
Acervo:https://www.propagandashistoricas.com.br/2014/02/creme-dental-odol-fumantes


segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

ANIVERSÁRIO DO MASCOTE


 Hoje o mascote do blog está completando dois anos na nova casa. 

Ele descobriu um novo mundo de possibilidades lúdicas e de cuidados com a saúde.

O amigo expressa com afeto a felicidade que sente em seu lar doce lar. 

O LAGO DOS CISNES

Lago dos Cisnes na Praça Xavier Ferreira. Acervo: Arquivo Nacional do Rio de Janeiro. 

 Um dos mais belos cenários da cidade do Rio Grande é esta face da Praça Xavier Ferreira. O Lago dos Cisnes foi inaugurado em 1937 no contexto do cenário das intervenções visando mudanças arquitetônicas e paisagísticas na praça.  

Este cartão é dos anos 1940 e a visão de conjunto agrada aos olhos. 

PORTO VELHO MOVIMENTADO

;Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. 

 Este pode ter sido um dos dias mais movimentados da história do Porto Velho. Os jornais contabilizavam mais de seis mil pessoas ocupando o Cais que neste período era muito diminuto. 
Era o dia 16 de julho de 1865 e o Imperador D. Pedro II está desembarcando na cidade. Uma frota naval o acompanhou do Rio de Janeiro e o destino é cerco da cidade de Uruguaiana que estava controlada por tropas paraguaias. 

INFANTARIA DO RIO GRANDE (1767)

Estampa do sabonete Eucalol, anos 1940. Acervo: Autor. 

 A estampa 3 da série 79 (Uniformes do Brasil) recua ao período colonial no extremo sul do Brasil e mostra um "Praça da Infantaria do Rio Grande do Sul" em 1767.  

O período é de ocupação espanhola  (1763-1776) na Vila do Rio Grande de São Pedro e este Regimento estava sediado ao norte da Barra do Rio Grande, atual, São José do Norte. O desenho é de autoria de José Washt Rodrigues. 

domingo, 27 de dezembro de 2020

CONVERSA DE CÃO E GATO

 A estória que tu me contou, me faz lembrar de outra. 

Parece meio fantástica, mas, é real e tem um vira-lata que viu tudo. 

Sabe aquele cachorro que late com voz rouca na outra quadra. 

Pois é este mesmo! Elisabete, tu não vai acreditar... 
Papo cabeça do Mascote com a Elisabete.