Porto do Rio Grande em 1908

Porto do Rio Grande em 1908

sábado, 22 de agosto de 2020

O MORTO DO PÂNTANO - HQ



COLONNESE, Eugênio. O Morto do Pântano. São Paulo: Opera Gráfica Editora,18 x 23 cm, p.80, 2005.  

O italiano Eugênio Colonnese (1929-2008), radicado no Brasil desde 1964, criou o personagem “Morto do Pântano” em 1967 para fazer parceria com a personagem Mirza, a vampira (1967). O personagem é feio e repugnante, vivendo num pântano sinistro e matando com um machado os crápulas que cruzam por esta área. Portanto, o personagem de Colonesse foi criado quatro anos antes do surgimento do "Monstro do Pântano" da DC (criado por Len Wein e Berni Wrightson com primeira aparição em julho de 1971) e do "Homem-Coisa" da Marvel (criado por Stan Lee, Roy Thomas, Gerry Conway e Gray Morrow e com primeira aparição em maio de 1971). 


O personagem evidencia o estilo dos anos 1950 de uma aberração relatar os acontecimentos para criar uma empatia macabra com o leitor, bem no estilo das edições da EC Comics (o zelador da Cripta), Creepy e Eerie. O "morto do pântano) foi assassinado por bandidos e assume o perfil de um justiceiro que corta as suas cabeças. 

UMA EMPRESA EM RIO GRANDE - RESPOSTA

 A fotografia foi realizada por volta de 1910. O fotógrafo está em um dos setores da Fábrica de biscoitos/bolachas da empresa Leal, Santos & Cia.  

Cerca de 1910. Acervo: Museu da Cidade do Rio Grande.

A ILHA DOS MARINHEIROS NA DOCUMENTAÇÃO ESCRITA E IMAGÉTICA

Convido aos leitores interessados no tema "Ilha dos Marinheiros" a visitarem o site da Editora Casaletras/Editora Guaíba onde está disponível o livro aqui divulgado. 

O endereço para acesso é:  
ou

https://www.casaletras.com/guaiba

Lagoa das Noivas. Ilha dos Marinheiros. Acervo: Luiz Henrique Torres 

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

LIVRO ILHA DOS MARINHEIROS

 

Design: Marcelo França de Oliveira (Editora Guaíba, 2020). 



Um dos temas que mais aprecio pesquisar sobre Rio Grande é a Ilha dos Marinheiros. 

Especialmente por ela ser um objeto que se pode visitar e a partir da experiência visual e tátil, refletir sobre os processos históricos ali ocorridos. Ou simplesmente deleitar...

A Ilha dos Marinheiros é um espaço muito especial, pois, ela está muito perto e ao mesmo tempo muito longe da cidade.
Ela guarda uma aura de distância cultural onde algumas temporalidades ainda estão no passado. 

São resquícios da cultura portuguesa aplicada as práticas agrícolas e a gastronomia; a cultura lagunar dos pescadores da Lagoa dos Patos está ali presente; a fauna e a flora é parcialmente visível ao percorrer a estrada da Ilha que permite uma turnê por toda sua extensão; observar as dunas eternas que adentram o interior da Ilha é como se o deserto do Saara estivesse tendo início. 

O fato é que estas impressões de se estar diante de um espaço físico e cultural diferenciado tem uma longa trajetória histórica. Desde os primeiros registros escritos e cartográficos feitos a partir de 1737  e se estendendo até o presente.
 
Este livro promoveu um arrolamento parcial de registros documentais e fotográficos das visões da Ilha dos Marinheiros em diferentes autores e temporalidades. Num segundo livro, já pronto, será arrolada a produção cartográfica da Ilha. 

Este trabalho está sendo publicado pela Editora Guaíba (Porto Alegre). O projeto gráfico, diagramação e capa foi realizado pelo editor Marcelo França de Oliveira. 
O trabalho de Marcelo, Doutor em História da Literatura em nosso Programa de Pós-Graduação em Letras da FURG, é sempre magistral. Ele também é o editor da Casaletras (Porto Alegre), e tem aprimorado cada vez a sua qualificação na editoração de livros e outros formatos gráficos. 

Portanto, agradeço que a Ilha dos Marinheiros exista para ser contemplada, curtida e ser fonte de inspiração para escrever. E também agradeço ao Marcelo por ter feito este trabalho visualmente primoroso que valoriza a nossa Ilha dos Marinheiros e traz ao conhecimento estes múltiplos valores culturais, paisagísticos, ecológicos e históricos que precisamos conhecer, divulgar e valorizar em Rio Grande. 

*Em breve o livro estará disponível aqui no blog.

UMA EMPRESA EM RIO GRANDE

O cenário é de intimidação! 

O fotógrafo está com o seu equipamento montado no tripé e as pessoas tentam não respirar para não estragar a fotografia ou serem reprimidas pelo chefe de seção que está em posição de sentido. 

 Estas operárias trabalham numa empresa de produtos alimentícios. Qual é a empresa e que produto elas estão manipulando? 
Cerca de 1910. Acervo: Museu da Cidade do Rio Grande.

O PAGADOR DE PROMESSAS - HQ

O Pagador de Promessas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, capa cartonada, 27,2 x 20,1cm, p. 72, 2011.

Eloar Guazzelli, natural de Vacaria, realizou uma adaptação de "O Pagador de Promessas" (autoria do dramaturgo Dias Gomes) para a linguagem do graphic novel.  

O roteiro seguiu pelo caminho da simplicidade e a arte pelo equilíbrio nos tons com ênfase nas expressões faciais. Guazzelli esboça os personagens e cenários sem uma preocupação com a formalidade gráfica e sim com a construção de cenários artísticos, como se fosse uma sequência de pinturas que se sucedem num movimento gráfico direcionado pelo drama de Dias Gomes. Mais um bom momento das HQs brasileiras!  

O Pagador de Promessas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2011.

AQUECIMENTO E FRIO

 Que o Aquecimento Global é um fato científico, é verdade!

Mas que está um "frio de renguear cusco", não da para negar!


http://www.rgpilots.com.br/

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

AS AREIAS VOADORAS

Nas imediações da cidade do Rio Grande, em 1852, o alemão Hermann Rudolf Wendroth fez esta aquarela num dia de vento nas dunas.

 Ele reproduziu uma cena que provocava apreensão na população local: o deslocamento das areias que promoviam o soterramento de casas e plantações.
 
Desde o século XVIII se documentou por escrito as areias, mas, esta é a representação visual mais antiga. 

Montanhas voadoras do Rio Grande. Hermann R. Wendroth. Acervo: Autor. 

O QUE ERA PRODUZIDO? - RESPOSTA

 Esta era a fachada da Leal, Santos & Cia. 

Se localizava na Rua Aquidaban e formava um amplo conjunto de prédios industriais onde trabalhavam cerca de 450 operários. A empresa era alimentícia e comercializava biscoitos, bolachas, massas, carnes enlatadas, doces enlatados e caramelizados, pescado enlatado etc.    

Fotografia de 1922. Alfredo Costa. 

O HOMEM DAS PIRÂMIDES - HQ

 O Homem das Pirâmides é o volume 5 da Coleção Um Homem, uma Aventura (Rio de Janeiro: EBAL, 1979). 

 




A discussão escrita é muito interessante. O trabalho milenar dos ladrões que pilharam os túmulos funerários egípcios. O texto caracteriza o assunto relativos aos furtos que fizeram desaparecer incalculáveis evidências da cultura egípcia ou de outras culturas do passado. 

O roteiro não acompanhou o nível das histórias anteriores da Coleção, ficando mais ligado ao aspecto da aventura em encontrar uma estrutura intacta e acabar compartilhando o desejo de ser mais um dos dilapidadores destes artefatos. 


O Homem das Pirâmides, vol. 5 da Coleção Um Homem, uma Aventura
EBAL, 1979. 

Vale a pena conhecer para poder criticar. Está disponível para acesso gratuito no endereço:  http://guiaebal.com/umhomem.html

A FOTOGRAFIA MAIS ANTIGA

 Hoje é comemorado o dia da fotografia. 

Vejo as técnicas fotográficas como tentativas de preservação de memórias visuais de objetos e pessoas. Para o campo dos estudos históricos, o saber que investiga os processos humanos ao longo do tempo, a fotografia é um componente imagético essencial para a reflexão e a interpretação. 

E tudo começou com esta experiência feita por Joseph Niepce no ano de 1816 e ter tido sucesso ao fixar pela primeira vez uma imagem num papel sensibilizado quimicamente. Transformar esta experiência numa máquina e popularizar o seu uso, somente ocorreu em 1839 com o daguerriótipo. Porém, os primeiros passos  fundamentais começaram a ser dados e nos conduziu no presente, a era digital da fotografia. 

Primeira fotografia obtida em Saint-Loup-de-Varennes, França. Joseph Niepce, 1816. https://www.dw.com/image/38763030_303.jpg

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

O QUE ERA PRODUZIDO?

A fachada desta empresa já foi demolida. Ficava localizada na Rua Aquidaban em Rio Grande. 
Qual é o nome e o que era produzido nesta Fábrica?

Fotografia de 1922. Alfredo Costa. 

SANTA CASA EM 1904

As proporções da fachada da Santa Casa são descomunais para o período em que foi projetada, em meados do século XIX. 

A pedra fundamental foi colocada em 1850 mas somente na década de 1870 as obras permitem a transferência do antigo hospital para este novo. 

Suas dimensões evidenciavam a perspectiva de um grande crescimento econômico na urbe. Nesta fotografia de 1904, se observa a monumentalidade do conjunto, que, posteriormente, sofreu modificações retirando a cúpula e as duas torres. A descaracterização "empobreceu" o conjunto arquitetônico.  

BUCCELLI, Vittorio. Un Viaggio a Rio Grande del Sud. Milão: L. F. Pallestrini, 1906.

O HOMEM DA ZULULÂNDIA - HQ

O Homem da Zululândia é o volume 4 da Coleção original da Itália Um Homem, uma Aventura (Rio de Janeiro: EBAL, p.61, 1979). 

 


Mantendo o padrão dos números anteriores, é feita uma contextualização dos fatores do conflito entre colonos Boers, Império Britânico e os Reino Zulu. O cenário principal se passa na África do Sul no ano de 1879. A narrativa é conduzida por um comerciante alemão que vendia armas para os zulus e que acidamente, vai fazendo comentários sobre a invasão das terras africanas pelos colonos e militares ingleses. O enfoque principal é a derrota de milhares de soldados ingleses neste confronto e a  resistência heroica de um pequeno grupo de militares, que conseguiram deter o avanço Zulu.  




A qualidade da arte é um capítulo a parte e a HQ pode ser lida gratuitamente no endereço: http://guiaebal.com/umhomem.html 

terça-feira, 18 de agosto de 2020

UM CEMITÉRIO LONGE DEMAIS

Esta é a única imagem conhecida do cemitério do Bomfim. 

Perdurou entre 1841 e 1855, desaparecendo da cena urbana e caindo no esquecimento. 

Quando construído ele ficava "longe" do centro da cidade. Em seu lugar, surge em 1855 o atual cemitério que ficava "muito longe" do centro...  


Cemitério do Bomfim. Hermann R. Wendroth, 1852. Acervo: Autor.