Porto do Rio Grande em 1908

Porto do Rio Grande em 1908

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

ARMAZÉM DE SECOS E MOLHADOS

 Ritter, Menditeguy & Cia, era uma das várias casas comerciais de importação e exportação que atuavam em Rio Grande no ramo de secos e molhados por atacado.

 Sua localização era no local mais próximo ao embarque/desembarque dos navios: a Rua Riachuelo. 


Almanak Laemmert para 1907. Acervo: Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.


O DIABO E O BELO SEXO

 A imprensa oitocentista, despojada e irreverente, não tinha muitos dedos ao se referir as pessoas ou aos gêneros. 

A linguagem era direta, ácida, irônica, debochada, sarcástica, repleta de representações e preconceitos, enfim, tudo o que aquele que trabalha com análise do discurso espera de uma construção narrativa.  

O tema a seguir trata do "Diabo e de suas doze filhas". 

*Reclamação e opinião sobre o conteúdo podem ser dirigidas por escrito ao jornal Bisturi na Rua Andrade Neves n. 19, cidade do Rio Grande do Sul.  

Bisturi, 17 de abril de 1892. Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. 

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

EXPRESSO PELOTAS-RIO GRANDE

 O jornal Rio Grande de 29 de outubro de 1960 publicou uma matéria sobre o deslocamento de ônibus entre Pelotas-Rio Grande pela Transportadora Fonseca Júnior (Pelotas).

 É o Expresso Pelotas-Rio Grande que estava adquirindo veículos Imperador Super Luxo para fazer as viagens entre as duas cidades. São sessenta anos no passado!

Jornal Rio Grande, 29 de outubro de 1960. Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. 


FÁBRICA DE CONSERVAS

A indústria de conservas alimentícias foi uma das mais destacadas em Rio Grande. 

A Fábrica de Conservas Tullio Martins de Freitas se localizava na Rua General Osório e produzia enlatados de frutas em calda, peixes, camarões carnes, massa de tomate etc. Os produtos tinham distribuição no território brasileiro. 


Almanak Laemmert para 1907. Acervo: Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. 

POOCK E OS APURINANS

Este é um rótulo retirado de uma caixa de charutos da Fábrica Poock & Cia da cidade do Rio Grande.  
A marca é  Apurinans que remete aos indígenas que vivem no Vale do Rio Purus, Amazonas e são do tronco linguístico aruaque. 
Em edição do jornal Diário do Maranhão de 14 dezembro de 1909, um anúncio está divulgando esta e outras marcas de charutos. 
Diário do Maranhão, 14-12-1909. Acervo: Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. 

  
Acervo: http://guaipecapapareia.blogspot.com/

terça-feira, 8 de setembro de 2020

A BASE

 

Fotografias do Autor. 


Alguém reconhece este local? 

Em 12 novembro de 1966 este era uma das áreas, devido a ampla cobertura da mídia, mais comentadas do Brasil.

 Estas plataformas que ainda resistem ao tempo, foram construídas para o lançamento de foguetes norte-americanos levando equipamentos para observação do eclipse total do Sol. 

14 foguetes foram lançados naquele dia 12 de novembro desta área do Cassino que faz fronteira com a Querência. 

Estas fotografias são de novembro de 2006. Atualmente, a vegetação já encobriu a maior parte das plataformas. Maiores detalhes estão no livro "O Dia em que o Cassino Parou" disponível aqui no blog.  

A PONTE DO IMPÉRIO

Que ponte é esta? 

É uma ponte de pedra do período imperial que estava em construção em 1852. Ligava Rio Pardo ao Distrito do Couto (atual Ramiz Galvão). 

Quase 170 anos depois a ponte ainda existe e é trafegável. 

Ponte construída no Arroio do Couto. Hermann R. Wendroth, 1852. Acervo: Autor.

A ENXADA E O PAPELÃO

Surpresas da pesquisa histórica! 

Descobri esta "Fábrica a Vapor de Caixas de Papelão" que funcionava no Rio de Janeiro em 1906 e que também produzia carteiras para cigarros. O mais estranho é que o proprietário se chamava Henrique Weiss o mesmo nome do meu avô por parte materna.  

Nesta época meu avô tinha 10 anos de idade e devia passar parte do dia segurando uma enxada e plantando. Retirar da terra o alimento já seria a realização de uma família numerosa. Mais tarde trabalhou como alfaiate e como comerciante em uma venda colonial. Mas, certamente não teve conhecimento do Henrique Weiss "enricado" do Rio de Janeiro".  


Almanaque Laemmert para 1906. Acervo: Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. 

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

PORTO VELHO EM 1904

 Porto Velho do Rio Grande em fotografia publicada no livro de Vittorio Buccelli. Este deputado italiano visitou o Rio Grande do Sul em 1904 e o livro foi publicado em Milão no ano de 1906. 

Para nos localizarmos: o primeiro prédio à esquerda é a Estação Marítima num ângulo raro de ser encontrado. Na sequência temos toda a extensão da Rua Riachuelo e se observa no canto direito a torre da Alfândega.  
BUCCELLI, Vittorio. Un Viaggio a Rio Grande del Sud. Milão: L. F. Pallestrini, 1906.

PARALELEPÍPEDO

 As dificuldades com calçamentos era um dos principais problemas urbanos. As ruas, quando calçadas com pedras (rochas), eram irregulares e com buracos provocando acidentes envolvendo carroças e cavalos. O som do arrastar lento das carroças pesadas no piso, eram um fator de poluição sonora considerável para os moradores das cidades brasileiras. Além da quebra de eixos e mutilações em cavalos.

No jornal Bisturi de agosto de 1892 está se discutindo o projeto de colocação de calçamento com paralelepípedo na cidade. Entre 1856-1862 começou uma lenta colocação de pedras irregulares nas ruas do centro da cidade, com intensificação da área pavimentada em 1874. Porém, as pedras era muito irregulares e a maioria arredondadas e não planas. O paralelepípedo, que começou a ser colocado em São Paulo na década de 1870, permitia um equilíbrio na superfície que reduzia  o atrito, os desníveis e o barulho. Ao longo do tempo, na dependência do fluxo e do peso de tráfego, formava ondulações e muitos problemas...  Mas, fica a pergunta, quando os paralelepípedos passam a ser colocados em Rio Grande?

Um segundo problema urbano (entre tantos...) era a pouco colaboração de algumas pessoas que consideravam as ruas e paredes como mictórios públicos a serem utilizados.  

Bisturi, agosto de 1892. Acervo: Biblioteca Rio-Grandense.

BANCO DO COMÉRCIO DE PORTO ALEGRE

 O Banco do Comércio de Porto Alegre começou a funcionar em 1895 e foi o segundo banco organizado no Rio Grande do Sul. Representava o setor comercial de Porto Alegre voltado a produção colonial dos núcleos imigrantes. 

A comercialização de produtos coloniais pelo Porto do Rio Grande fez com que a primeira filial fosse criada na cidade do Rio Grande. 


Almanak Laemmert para 1907. Acervo: Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. 

domingo, 6 de setembro de 2020

CHARUTOS POOCK

 Estas duas propagandas dos Charutos Poock, empresa estabelecida na cidade do Rio Grande em 1891, foram publicadas no livro de Sandra Pesavento  "História da Indústria Sul-Rio-Grandense" (Guaíba: Riocell, 1985). 

Grandes empresas de charutos se esmeravam em produzir uma arte sofisticada em seus produtos. O "Cherubin" possui a datação de 1897 e o "Amisade" não tem data identificada. 


MOVIMENTO PORTUÁRIO EM 1866

O movimento no Porto do Rio Grande no ano de 1866 pode ser conhecido ao observar os dados abaixo. 

Ao longo deste ano, o número de embarcações que cruzaram, entrando ou saindo, a Barra do Rio Grande foi de 1.206. Havia um equilíbrio entre embarcações estrangeiras 530 e brasileiras (nacionais) 519. 

Uma cidade portuária recebe muitos marinheiros e navegadores. A população de Rio Grande era de de cerca de 12.000 habitantes em 1866 e recebeu a visita de quase 8 mil tripulantes.  


Quadro Estatístico e Geográfico da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, 1868. Antonio Eleutério de Camargo. Acervo: Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. 

Sol de Primavera

Bono Vox no acampamento.


 "Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos".

A música é ótima, mas, o frio e a chuva não estão ajudando. Este acampamento hippie está muito gelado... Está faltando um "Sol de Primavera". 

sábado, 5 de setembro de 2020

LA CITTÁ DI RIO GRANDE

 


O livro Il Brasile e Gli Italiani (1906) autoria de Vitaliano Rotellini contemplou algumas vistas da cidade do Rio Grande (La Cittá di Rio Grande). 

Rio Grande dal mare (Rio Grande vista do mar - Lagoa dos Patos) e La Barra (visão da localidade da Barra)