| https://satelite.inmet.gov.br/, 08-08-2026, 00h30. |
Incrível imagem do ciclone bomba que se formou no dia 6 e 7 de agosto. A extensão vai do Rio de Janeiro até o limite sul da América do Sul no Cabo Horn (na Terra do Fogo). São mais de 4 mil quilômetros de extensão.
O vento não causou tantos estragos no Rio Grande do Sul devido ao distanciamento da parte continental quando da formação/consolidação do ciclone extra-tropical. Porém, duas mortes foram registradas no Rio Grande do Sul e no Uruguai. Ventos chegaram a 121 km/h. Residências sofreram danos e muitas árvores caíram.
A intensa linha de estabilidade que antecedeu o início dos ventos ciclônicos provocou danos em várias cidades além de um tornado F2 (200 km/h) em Pedro Osório.
Rio Grande foi relativamente poupada de danos no temporal/vendaval.
Reproduzo uma sequência de algumas imagens (feitas no dia 6 de agosto) que antecedaram o evento e seguiram até o início do temporal em Rio Grande:
Dois navios se cruzando nos Molhes da Barra com o céu ficando nublado às 16h06:
| Fotografias: Luiz Henrique Torres. |
Da praia do Cassino em direção sudoeste se observa a nebulosidade cinza da linha de temporais às 16h12:
Aumento da nebulosidade em fotografia tirada da praia para a área urbana do Cassino. Às 16h14 a temperatura era alta para o inverno (24 graus) e a umidade superava os 90%:
A frente de instabilidade observada no Cassino se aproxima rapidamente com muitos raios às 17h54:
Fortes ventos e início de chuva às 17h57:
O clarão no céu é da atividade elétrica que era muito intensa. Captar raios ainda é um desafio que não estou conseguindo realizar. Eram 17h58:
Fotografia com a luz externa ligada quando da chegada abrupta do vento e chuva torrencial às 17h58:
| https://www.windy.com. E, voltando a primeira imagem: ao ver aquele gigantesco ciclone, podemos dizer que nos saimos muito bem frente a esta terceira rodada de eventos do El Niño 2026. |
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