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| Fotografia: Luiz Henrique Torres. |
Leão Marinho descansando no Cais da Doca do Mercado Público da Cidade do Rio Grande durante enchente em 23 de setembro de 2023.
Inicialmente, quero esclarecer aos leitores da tristeza e apreensão em publicar estas matérias sobre o El Niño. Não esperava tão cedo, depois da Grande Enchente de 2024, voltar a fazer matérias com este tema. As visões dos eventos ligados as enchentes ainda estão muito nítidas nos moradores do Rio Grande do Sul.
Porém, não posso ignorar que estamos entrando num período de instabilidade climática que trará muitos impactos.
Neste sentido, fundamental é buscar fontes competentes para nos situar frente à dimensão do que poderá acontecer nos próximos meses.
Há muitos anos acompanho o trabalho da MetSul Meteorologia e acredito muito na competência dos seus profissionais.
Considero fundamental uma matéria publicada nesta quarta-feira com o título: "Meteorologista Luiz Nashtigall - enchente é só o começo" (22-09-2026, 10h59).
Nashtigall ressalta que está iniciando um período de
altíssimo risco climático: "Vamos ser claros. Não estamos sob um El Niño qualquer, mas um Super El Niño que pode vir a ser o mais intenso dos tempos modernos, desde o começo das medições no Oceano Pacífico ainda em 1850. Ou seja, estamos diante possivelmente do El Niño mais intenso desde que o Brasil era ainda império (...) o período mais crítico será entre setembro e dezembro, quatro meses com risco alto a altíssimo de numerosas ondas de tempestades e sucessivos episódios de chuva excessiva a extrema com muitas enchentes e algumas de grandes dimensões"
https://metsul.com/meteorologista-luiz-nachtigall-enchente-e-so-o-comeco/.
A hipótese é o restante de 2026 transcorrer com risco de tempestades e enchentes e adentrar 2027 com a continuidade deste cenário. Conforme o meteorologista Nashtigall: "O que tem nos chamado atenção é que as projeções têm apontado que durante o verão poderia persistir o cenário de chuva excessiva. Com isso, poderiam ocorrer enchentes mesmo durante o verão, como se viu no El Niño de 2009/2010. Não apenas isso, a frequência de temporais de verão, da tarde para a noite, pelo calor, pode ser muito alta de dezembro a março com alagamentos, inundações repentinas e vendavais. O pico do El Niño tradicionalmente ocorre no fim do ano e deve ser o caso deste, mas existe um delay na atmosfera de 3 a 4 meses em relação às condições oceânicas. Por isso, as duas maiores enchentes da história gaúcha (1941 e 2024) se deram no outono seguinte ao começo do El Niño, assim que abril e maio do ano que vem são de alto risco". https://metsul.com/meteorologista-luiz-nachtigall-enchente-e-so-o-comeco/ . A ferramenta que precisamos é a previsão de eventos atmosféricos a médio e curto prazo. A MetSul Meteorologia está dedicando amplo espaço para a cobertura científica da formação e desenvolvimento deste evento de El Niño 2026/2027.
Cada vez mais vou acompanhar as notícias publicadas pela empresa e convido os leitores a também conhecerem/acompanharem: https://metsul.com/
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