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Título de matéria publicada pela MetSul Meteorologia é impactante: "Primeira onda de tempestades do El Niño trará temporais destrutivos" (https://metsul.com/12-07-2026).
A MetSul alertou que esta onda de tempestades poderá durar vários dias trazendo um cenário de alto risco e grave perigo no Sul do Brasil, Uruguai, Centro e Nordeste da Argentina.
Precocemente, o El Niño está alcançando intensidade forte no Oceano Pacífico o que poderá provocar muitas tempestades ainda no inverno e na primavera.
Como já destaquei em outra matéria recente, na cidade do Rio Grande a estiagem já se estende desde o ano de 2025. No mês de junho de 2026 choveu 53 mm e até o dia 14 de julho, foram apenas 12,2 mm (INMET). Portanto, podemos partir da falta para o início de excesso de chuvas.
Esta bipolaridade tem sido desgastante com períodos de estiagem seguidos, como em 2024, por enchente.
O solo seco nos garantirá um tempo maior sem alagamentos persistentes (inicialmente...). Mas, o grande problema da cidade não é apenas a chuva que cai na cabeça dos habitantes e, sim, a que escoa pela Lagoa dos Patos. A Barra do Rio Grande escoa no Oceano Atlântico a precipitação ocorrida em vastas áreas do Rio Grande do Sul e que alimentam rios como o Jacuí, Caí, Taquari, Sinos, Gravataí, Camaquã, Canal São Gonçalo e Lago Guaíba.
A maior parte da cidade está no nível do mar e fica sujeita a inundação se a Lagoa dos Patos subir muito.
Estamos na véspera do primeiro teste do que nos espera nos próximos meses.
O espaço geográfico em que o clima se exerce no Rio Grande do Sul é um teste duro para quem aqui vive. Frio excessivo, calor excessivo, estiagem, inundações, vendavais, granizo, tornados, tempestades...
É mentalizar pelo melhor e arrumar a telha quebrada por onde a chuva pode penetra.
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