Porto do Rio Grande em 1908

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quinta-feira, 7 de maio de 2026

MALDIÇÃO ETERNA (1845)

 

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Estas duas proclamações publicadas no Almanak Literário e Estatístico do Rio Grande do Sul para 1889 assinalam o epílogo da Revolução Farroupilha

A primeira proclamação é do General David Canabarro datada de 28 de fevereiro de 1845 encerrando a guerra civil de 9 anos e o retorno ao Império do Brasil. 

A segunda é do Barão de Caxias, datada de 1 de março de 1845 anunciando o fim da guerra civil a partir das tratativas mantidas com Canabarro em Ponche Verde. Decreto do Imperador D. Pedro II datado de 18 de dezembro de 1844 ordenava "o esquecimento do passado" dos acontecimentos ocorridos durante a Revolução Farroupilha. O Barão de Caxias reitera este esquecimento de forma mais contundente: "Maldição eterna a quem ousar recordar-se das nossas dissenções passadas! União e tranquilidade seja de hoje em diante nossa divisa". O objetivo era superar quase uma década de tragédias através do retorno a vida cotidiana e o posicionamento político dos rio-grandenses de defesa da fronteira com os países platinos. 

Cerca de duas décadas após o final do conflito, a imprensa começou a trazer lentamente o tema da Revolução para leituras de sua época. Em 1882, o Partido Republicano Rio-Grandense vai adotar referências da Revolução Farroupilha como bandeira de luta. E a busca de documentos e memórias se ampliou após a Proclamação da República no Brasil em 1889. 

Políticos, intelectuais e historiadores ignoraram os efeitos da "maldição" e discutiram exaustivamente um dos temas mais abordados da História do Brasil. 

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