Porto do Rio Grande em 1908

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segunda-feira, 4 de maio de 2026

LUA (1895)

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Card alemão do extrato de carne Liebig editado em 1895 com o tema Episódio ao Luar (Mondschein-Episoden). Os dois observadores, utilizando uma luneta, questionam: "Lua, que cara torta você está fazendo!".

Por sua grande dimensão e proximidade do planeta Terra, a Lua é o corpo celeste que mais atrai a atenção.

Trata-se de um satélite natural com 27% do diâmetro de nosso planeta e situado numa média de 384.000 quilômetros de distância. Muito perto... 

Questionamentos sobre a possibilidade de ser habitada recua a milhares de anos. Ainda na primeira metade do século 19 era forte a aceitação da existência de vida inteligente neste luminoso satélite. E para aumentar a tensão, apenas observamos a olho nu ou instrumentos óticos a parte visível e não o lado oculto da Lua. O que poderia haver no lado das sombras?

Na época do card, 1895, a Astronomia havia feito avanços consistentes que descartavam a existência de cidades e moradores na Lua. O novo eleito para vizinhos, era um planeta chamado Marte que poderia comportar vida inteligente com capacidade de fazer viagem espacial para invadir o planeta Terra (ideia que se difundiu com A Guerra dos Mundos de H.G.Wells em 1898). Claro, recaídas lunáticas existiram como no filme Viagem a Lua (1902) de Georges Méliès. 

A imagem do card evidencia um tema que continuou a se repetir: tornar a Lua um astro tão próximo dos terráqueos e que faz parte da vida cotidiana. E como parte de nosso mundo, a relação estabelecida é de curiosidade, dramaticidade e passionalidade numa tentativa de domesticação afetuosa deste silêncio rochoso e poeirento que reflete a luz do Sol. 

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