A estampa Eucalol remete ao Complexo do Templo de Philae construído na ilha com o mesmo nome nas proximidades da Primeira Catarata de Assuan no Rio Nilo, Alto Egito.
O Complexo era constituído por duas ilhas sendo que na menor foi construído o templo para Ísis (cerca de 370 a.C.) que era muito visitado pelos egípcios. Foram edificadas muitas estruturas arquitetônica durante as dinastias Ptolomaicas com peregrinações de egípcios, núbios, cretenses e gregos. Santuários a Amon, Osíris, Hathor e Hórus tornavam Philae o santuário mais importante no sul do Egito.
Os romanos edificam vários construções nas ilhas e, a partir do século IV d.C., o cristianismo passa a construir igrejas que convivem com templos egípcios que passam a ser associados ao paganismo. A religião egípcia antiga desaparece até o século VI no Egito.
Em 1902, a Represa Baixa de Assuã foi concluída e começou a inundar o Complexo que foi ficando parcialmente submerso. Em 1960 a Unesco iniciou projetos de salvamento que levaram, entre 1977 a 1979, a desmontagem das estruturas e sua reconstrução na ilha Agilkia localizada a 500 metros de distância e elevada em relação ao nível de inundações. Foi uma obra extraordinária digna do Egito faraônico.
A estampa de 1943 se refere a ilha estar quase toda submersa. Não poderiam imaginar que o local original foi abandonado e as estruturas transferidas para um espaço seguro. Neste caso, a tecnologia superou a imaginação.

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