Ruínas de São Nicolau. Por Felipe Pretto - Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=93455476
Hoje, há 400 anos, teve início o projeto histórico missioneiro jesuítico-guarani espanhol no Rio Grande do Sul.
Ocorreu a fundação da redução de São Nicolau do Piratini em 3 de maio de 1626 em território que hoje faz parte do noroeste do Rio Grande do Sul.
Entre continuidades e descontinuidades foram mais de 130 anos de História até 1759 com a expulsão dos jesuítas do Rio Grande do Sul. E a Missão de São Nicolau persistiu, com crises e dispersões dos guaranis, por mais meio século até a década de 1810.
Restaram as ruínas e fontes históricas que possibilitam reescrever e interpretar o processo histórico multifacetado que projetou as Missões na esfera da intelectualidade europeia desde o século XVIII.
Afinal, o projeto missioneiro era fundado na civilização europeia e foi adaptado aos povos guaranis e outros povos originários da América do Sul. O surgimento de uma civilização não baseada na opressão do Antigo Regime e não fundada na escravidão vigente na América Colonial, despertou a curiosidade dos iluministas e dos pensadores do movimento do Romantismo que surgiu como crítica social/política ao modelo tradicional vigente.
Se no presente ficaram as ruínas, o legado cultural/turístico e as investigações científicas persistem na reflexão sobre os caminhos diferenciados e seus percalços que compões os cenários das caminhadas da humanidade.
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