| https://memoria.bn.gov.br/DocReader/docreader.aspx?bib=712248&pesq=&pagfis=4 |
Anúncio do desaparecimento, no dia 11 de novembro de 1852, de um cachorro perdigueiro na cidade de Porto Alegre.
Quem o encontrasse poderia entregar na rua de Bragança na Botica (estabelecimento semelhante a farmácia) do Sr. Feliciano.
Chamou a minha atenção colocar em jornal, no caso O Mercantil (Porto Alegre) o anúncio do desaparecimento de um cão ocorrido a 173 anos. Outro aspecto foi tratar-se da raça perdigueiro.
A raça perdigueiro português tem registros em Portugal a cerca de mil anos. "A sua figura está representada entre outros numa lápide sepulcral visigótico-moçárabe da Igreja de S. João Baptista de Tomar (Séc. X), no Testamento Veteres de SªCruz de Coimbra (Séc.XII) e no Génesis de uma Bíblia portátil do Séc.XIII (Biblioteca Nacional de Lisboa). Desde o rei Afonso III (1248-1279) que aos cães destinados a caçar aves, era dado o nome de podengos de mostra, designação que permanece hoje em Espanha onde o cão de parar é conhecido por "perro de muestra" [Ordenações, 1261 - "...e os açoreiros que levem os podengos..."]. No Livro de Montaria de D. João I (1357-1433) é mencionado igualmente como podengo de mostra, ou seja um cão de "pés grandes" ( do grego podos - podengo), que evidenciava capacidade de parar perante a caça gozando de grande prestígio entre os seus utilizadores (A História do Perdigueiro. http://www.canildetorres.com/aahistoria).
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