Porto do Rio Grande em 1908

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domingo, 26 de outubro de 2025

A TRAGÉDIA ANUNCIADA DO FURACÃO MELISSA


O cenário atmosférico para a Jamaica é aterrador para as próximas horas desta segunda-feira, 27 de outubro de 2025. 

Melissa passou de tempestade tropical para furacão categoria 4 em cerca de 24 horas. A expectativa é que se transforme num furacão categoria 5 com ventos sustentados de 250 km/h e rajadas de 300 km/h.

Segundo a MetSul: "Colegas meteorologistas nos Estados Unidos especializados em ciclones tropicais são unânimes em indicar que este furacão entrará para a história e que o cenário para a Jamaica é aterrador, o pior possível (...) Melissa ameaça Jamaica e o Sul do Haiti com combinação potencialmente catastrófica de ventos extremos, chuva devastadora e marés de tempestade de magnitude raramente observada no Caribe. Há um consenso o país caribenho famoso pelo reggae pode enfrentar um desastre sem precedentes na sua história moderna, com impactos que poderiam rivalizar, ou até superar, os provocados pelo lendário furacão Gilbert, em 1988"

É mais um evento atmosférico de caráter histórico que está prestes a ocorrer. Na COP-30 poderá ser um assunto a ser tratado junto com a liberação para a exploração de petróleo na foz do Rio Amazonas. No futuro, serão mais 1,1 milhão de barris queimados por dia garantindo o aquecimento do planeta e o combustível para formação de furacões e eventos extremos. Atualmente, o Brasil produz cerca de 4 milhões de barris por dia. Mundialmente, são cerca de 97 milhões de barris diariamente. Anualmente são mais de 35 bilhões de barris de petróleo. Como argumentar que este volume não vai impactar o equilíbrio atmosférico? 

Para financiar a transição para energias renováveis é necessário o dinheiro da queima do petróleo, conforme afirmou o presidente brasileiro. Queimaremos, mundialmente, até a última gota de petróleo para então estarmos preparados para as enfrentar as mudanças climáticas. É um raciocínio em que se administra o veneno e, imaginariamente, se acredita que o antídoto fará efeito num momento do futuro. 

A pergunta leiga é: o que os países discutirão na COP-30? Prevenção, retórica ficcional ou apenas medidas de possível mitigação?    

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