Porto do Rio Grande em 1908

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quinta-feira, 22 de maio de 2025

ENCHENTE: UM ANO DEPOIS

 

Enchente na cidade do Rio Grande. Rua Francisco Campelo, 05-06-2024. Acervo: LHT. 

Matéria de hoje publicada pela MetSul Meteorologia eleva a preocupação com a possibilidade de novos eventos extremos. A "bola da vez" foram áreas da Argentina que tiveram chuva excessiva e graves enchentes. A perplexidade é que não estamos com El Niño atuante e, sim, em fase neutra. O clima indica mudanças significativas e rápidas enquanto a resiliência climática se mantém lenta. Um ano depois da enchente de 2024, engatinhamos em obras de mitigação. 

Vejamos a matéria que está resumida e se encontra completa na página da MetSul: 

"Um episódio de chuva extrema atingiu a província de Buenos Aires entre os dias 15 e 18 deste mês com enchente. Os volumes em algumas localidades se aproximaram de 500 mm em apenas três dias, quando nesta época do ano as médias históricas estão entre 80 mm e 100 mm na região. Por isso, o episódio está sendo tratado como um dos mais graves eventos de chuva excessiva da história recente da província de Buenos Aires, o que levou às enchentes graves em diversas localidades.

As consequências da enchente na Argentina foram devastadoras nas áreas mais atingidas. Mais de sete mil pessoas foram desabrigadas ou desalojadas em pelo menos 21 municípios, incluindo Campana, Salto e Rojas. Mil tiveram que ser resgatadas. Cidades inteiras ficaram submersas, com ruas transformadas em rios e moradores utilizando barcos para se deslocar. Se o que choveu na Argentina entre os dias 15 e 18 deste mês tivesse caído na Metade Norte do Rio Grande do Sul, as consequências seriam mais um desastre climático no estado gaúcho, mas um ano depois da catástrofe o evento de chuva extrema se deu cerca de mil quilômetros ao Sul. O desastre na Argentina é um aviso. Enchentes grandes podem ocorrer mesmo sem a presença do fenômeno El Niño, que costuma trazer muita chuva no Sul do Brasil, no Centro da Argentina e Nordeste da Argentina, e no Uruguai.

(...) Como já tivemos oportunidade de destacar, o firme entendimento da MetSul Meteorologia é que não se deve questionar se haverá ou não uma nova grande enchente no futuro, pois haverá. Assim, não é uma questão de “se” e sim de “quando”. A grande questão é o “quando”, para o qual não se tem uma resposta. Não há qualquer estudo que mostre quando exatamente haverá uma repetição do ocorrido em 2024 porque impossível prever. Qualquer afirmação que fixe data, como, por exemplo, em 30 anos, é absolutamente especulativa. O que se pode prognosticar é que, diante das mudanças climáticas, o tempo de intervalo ou recorrência entre estes eventos tende a diminuir. O planeta seque aquecendo e de forma mais acelerada nos últimos anos. Quanto mais aquecer, menor será o intervalo entre estes episódios extremos".

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