Em São Paulo os primeiros casos foram registrados em 13 de outubro. Durou 66 dias, com cerca de 350 mil infectados (65% da população) e 5.100 mortos, a maioria dos quais vivia na insalubre periferia de São Paulo.
Para Bertolli Filho a gripe espanhola, “por si mesma ameaçadora, veio por em xeque e a nu a debilidade e a inépcia do poder público. Os vereadores debandaram; o prefeito [Washington Luiz], sem poder e sem dinheiro, pouco pode fazer antes de cair de cama. Política sanitária simplesmente não existiu” (BERTOLLI FILHO, Cláudio. A Gripe Espanhola em São Paulo, 1918: epidemia e sociedade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2003).
A população que possuía recursos financeiros fugiu de São Paulo e a maioria buscou isolar-se dentro de casa com medo do contágio. Casas comerciais, cafés, bancos etc, fecharam as portas. O declínio da doença ocorreu em 11 de novembro.
Em todo o Brasil estima-se em 300 mil mortos, apesar de inúmeros casos não terem chegado ao conhecimento das autoridades sanitárias, especialmente fora das áreas urbanas.
Em todo o Brasil estima-se em 300 mil mortos, apesar de inúmeros casos não terem chegado ao conhecimento das autoridades sanitárias, especialmente fora das áreas urbanas.
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| Cenas da Gripe no Rio de Janeiro. Careta, Rio de Janeiro, 23 de novembro de 1918. Acervo: Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. |


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