![]() |
| Presos recrutados para coveiros. Careta, Rio de Janeiro, 9 de novembro de 1918. Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. |
Nas últimas quatro décadas a Gripe Espanhola foi sistematicamente investigada no Brasil. Estudos voltados à atuação local da epidemia, a partir de um contexto ampliado, possibilitaram construir interpretações fundamentadas em fontes sobre os impactos locais/regionais.
![]() |
| Médicos e enfermeiras no Rio de Janeiro. Careta, 2 de novembro de 1918. Acervo: Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. |
A academia se voltou para a Gripe Espanhola enquanto um objeto de pesquisa que não se esgota no quantitativo dos óbitos, mas, que extrapola o fato cru do passamento para revirar os imaginários relativos à morte, as ritualizações do cotidiano, os confrontos políticos pelo poder expressos em matérias jornalísticas, os limites do saber médico frente à influenza, a desestruturação social e econômica de comunidades, as rotas de transmissão e o olhar para uma globalização pandêmica frente aos fluxos de um mercado internacional etc.
Pensar as epidemias é refletir sobre a sociedade e sua organização, sua vida cotidiana e suas ritualizações diárias. Inclusive os limites civilizatórios podem ser duramente questionados quando da ação de doenças como a historiografia recente tem enfatizado nos estudos de Jared Diamond “Armas, germes e aço: os destinos das sociedades humanas, 2001”.
A Gripe Espanhola tem sido um tema muito visitado a partir dos anos 1980 e se constituído num campo de discussão conceitual e de exercício para a História Social da Medicina, História das Doenças, representações culturais, Análise do Discurso etc. O arsenal conceitual e discursivo no campo do conhecimento histórico se ampliou e sofisticou com as incursões ao tema epidemia/pandemia.
![]() |
| Venda de galinhas para canja que se acreditava ser um remédio contra a Gripe. Careta, 2 de novembro de 1918. Acervo: Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. |




Nenhum comentário:
Postar um comentário