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| Casa comercial de venda de carne seca (charque) no Rio de Janeiro. Jean Debret, 1825. Cenário semelhante de lojas que vendiam charque no Porto Velho do Rio Grande. |
A Vila do Rio Grande de São Pedro, nos primórdios do século 19, contava com aproximadamente 2.500 habitantes e 500 casas. A localização junto à barra de escoamento da Lagoa dos Patos no Oceano Atlântico, garantiu a Rio Grande uma posição privilegiada para o desenvolvimento das atividades comerciais com centros produtores/consumidores brasileiros e com países europeus e platinos. O fluxo monetário, e especialmente de mercadorias, foi consolidando o capitalismo comercial como o sistema dominante ainda nos quadros da política mercantilista da Coroa de Portugal. A Vila do Rio Grande, assim como o Brasil, vivia a condição de colônia e as regras em vigor ainda eram as do colonialismo.
A ausência de infraestrutura, a rusticidade da sociedade em formação, as intempéries da natureza e a possibilidade de atividades bélicas com os vizinhos do Prata não era, na primeira metade do século 18, motivação para um povoamento espontâneo para Rio Grande. Muito pelo contrário. A intervenção do poder público português, através de políticas de atração de colonos, como os açorianos, foi fundamental para a consolidação de um núcleo urbano em crescimento.

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