Porto do Rio Grande em 1908

Porto do Rio Grande em 1908

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

DEMOLIÇÃO DO PRÉDIO DO BANCO DA PROVÍNCIA



Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. 

 Coluna Corujando do jornal Rio Grande de 26 de fevereiro de 1960 traz a informação sobre a demolição de um dos mais belos prédios da cidade. 

Era o prédio do Banco da Província e sua arquitetura se destacava na esquina das Ruas Marechal Floriano com Benjamin Constant. 

Em relação ao relógio, ele e nenhum outro, foi colocado no novo prédio. O tempo ficou congelado no relógio que desapareceu daquele lugar. 

Prédio do Banco da Província na cidade do Rio Grande. 

LIVRARIA RIO-GRANDENSE/LIVRARIA PELOTENSE

Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. 

 

Fragmentos Históricos: homens e fatos da Guerra do Paraguai é autoria de J. Arthur Montenegro, autor que elaborou muitas biografias de militares e políticos envolvidos neste conflito. 

O livro foi editado na Typographia da Livraria Rio-Grandense/R. Strauch, Rio Grande, no ano de 1900.

Em 1900, Ricardo Strauch havia adquirido a Livraria Pelotense e a rara referência em livro foi reproduzida na publicação.   


 

domingo, 25 de fevereiro de 2024

NAVEGAÇÃO NA LAGOA DOS PATOS

 

Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. 

Vale a pena olhar atentamente para esta Planta de 1904!

É um demonstrativo dos calados na linha de navegação entre Porto Alegre e Barra do Rio Grande. 

A extensão da profundidade da água e dos inúmeros bancos de areia, exigia uma rigorosa sinalização e uma atenta navegação pelo piloto. 

Observem que as linhas pontilhadas significam profundidades de menos de 3 metros e menos de 6 metros. 

Ampliei o Estuário da Lagoa dos Patos. Esta é uma área ainda mais crítica para à navegação no ano de 1904. 




GAUCHO PLATINO

 

Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. 


Cena da Argentina em meados do século XIX. 

O artista Jean Leon Pallière morou na Argentina e fez viagens pelo interior chegando até o Chile. Retratou os personagens do meio rural, seus costumes, economia e indumentárias. 
Muitas destas imagens das décadas de 1850-60, fazem lembrar o modo-de-vida do pampa e do gaúcho Rio-Grandense. 

LANCEROS DE URQUIZA

 

Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. 

Soldados/lanceiros de Justo José de Urquiza (1801-1870).

Urquiza foi um general e político argentino que chegou a presidência da Argentina entre 1854-1860. Em 1851, apoiado pelo Brasil e por liberais uruguaios, conseguiu derrotar o caudilho Manuel Oribe que controlava Montevidéo. Em 1852, na Batalha de Monte Caseros, ajudou a derrotar Juan Manuel Rosas.  

Urquiza foi o primeiro presidente constitucional da Argentina. 

Gravura realizada por Jean Pallière na década de 1850.  

JOURNAL DES VOYAGES

 

Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. 

O semanário Lournal des Voyages foi criado em Paris no ano de 1877 e se estendeu até 1949. 

As aventuras pela terra e mar voltaram-se a histórias reais de viajantes e experiências culturais em diferentes regiões do globo. Porém, o fantástico foi um guia intenso de muitas histórias com o apelo ao excesso e a ficção. O ponto alto da publicação, muitas vezes sensacionalista, foram as ilustrações. 

Esta capa é de 1889 e recebeu foi adquirida na Livraria Americana que importava jornais e livros estrangeiros. As vendas eram realizadas na matriz em Pelotas e nas filiais de Rio Grande e Porto Alegre. 

SIMON BOLIVAR

 

Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. 

Na Coleção Montenegro da Biblioteca Rio-Grandense consta este retrato de Simon Bolívar. O ano provável da imagem é anterior a 1895. Na revista espanhola La Ilustracion Artistica n. 692, ano de 1895, tem uma versão simplificada apenas da efígie de Bolívar. 

Simon Bolívar (Caracas, 1783 - Santa Marta, 1830) foi um militar que teve destaque político pela luta contra a colonização espanhola. Destacou-se nas lutas pela Independência da América Espanhola e participou ativamente da independência da Colômbia, Panamá, Equador, Bolívia, Venezuela e Peru. 

Seu pensamento estava ligado ao enciclopedismo iluminista, pensamento liberal francês, referências na democracia americana e a busca da unificação, defesa de nações livres e independentes fundado num núcleo legislativo comum e união dos povos livres. 

Afirmou: "somente a democracia é suscetível de uma liberdade absoluta". Porém, ele constatou nas guerras contra a Espanha e contra dissidentes, que "fazer a revolução na América era como arar no mar". A resistência frente as ações de confederação de países livres e a dificuldade da federação não ser devorada pelo autoritarismo, mostraram que Bolívar estava muito à frente do tempo histórico em que a América ainda estava mergulhada. 

ENGENHARIA INDUSTRIAL

Acervo: Arquivo Geral FURG. 

Atenção leitores!

Está sendo aberta as inscrições da primeira turma de Engenharia Industrial. 

O primeiro Curso Superior da cidade do Rio Grande está iniciando suas aulas no primeiro semestre de 1956. 

Os interessados podem ler atentamente as atribuições do Engenheiro Industrial e os documentos necessários para inscrição. As aulas serão realizadas no segundo piso da Biblioteca Rio-Grandense. 

PLANTA ELISABETE

 

Fotografia: Luiz Henrique Torres. 

Encontrei no jardim uma nova espécie de planta!

Possui folhas brancas e pretas e parece emitir o som de um ronco. Batizei a nova espécie de Elisabete. 

sábado, 24 de fevereiro de 2024

DIA DE PRAIA

 




Fotografias: Luiz Henrique Torres. 

Esta praia com águas verdes é no Nordeste? É em Santa Catarina? Em Torres?

Não! É a praia do Cassino neste dia 24 de fevereiro. Latitude 32 graus Sul. A água cor de chocolate (colorizado por algas marrons) deu um dia de trégua para as algas verdes mostrarem que a água pode ser quase transparente. 



RIO GRANDE E A CAVEIRA DE BURRO

 

Rio Grande, 20-05-1957. Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. 

Rio Grande, 20-05-1957. Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. 

A crítica nos jornais eram de um PH muito baixo. Ler certas matérias exige do pesquisador uma pílula antiácida e um espírito antidepressivo. As críticas do jornal Rio Grande se arrastam número após número, mês após mês, ano após ano... 

Era uma forma de pressionar, insistentemente, às autoridades responsáveis por recursos e pela realização de obras, nas esferas municipal, estadual e federal. 

Dois exemplos são reproduzidos nesta página e publicados no jornal Rio Grande do dia 20 de maio de 1957. 

Se no Brasil, os anos 1950 são chamados de "anos dourados", em Rio Grande só se fala nos anos da "caveira de burro". 

O comércio encolhendo, indústrias fechando, desemprego, problemas sociais, ruas repletas de cachorros vadios, falta de água, luz, transporte decente. A cidade parece sucateada e se sente abandonada. O jornal insiste na posição privilegiada do porto e se apega aos momentos de crescimento e de glória passados. Bastaria romper a inércia e retomar os bons tempos. Porém, uma caveira de burro (maldição) foi enterrada na cidade e é a responsável pela estagnação e pela depressão. 

Os leitores podem sentir um pouco do peso, nos dois exemplos acima, e que trazem um pouco do espírito daqueles tempos. 

DR. PIO ANGELO DA SILVA (1916)

 

Jornal Rio Grande, 4 de maio de 1957. Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. 


Dia 6 de maio de 1916 aconteceu uma grande festa no Club do Commercio. 

Chamou a minha atenção a presença destacada do Dr. Pio Ângelo da Silva (1878-1925) que fez um "duo sentimental" com a voz de Elisabeth Bromberg.  Os "arroubos harmonicos da magnífica voz" de Pio, "terminou num turbilhão de aplausos a primeira parte do programa". 

Este reconhecido médico que também tinha uma "magnífica voz" para o canto, foi o pai da escritora Carmem Silva, nascida em Rio Grande em 31 de dezembro de 1919 e permanecendo nesta cidade até 1944. 

Pio Ângelo da Silva formou-se em Medicina na Universidade da Pensilvânia. O avô de Carmem da Silva era Pio Ângelo da Silva, formado em Medicina em Paris e que faleceu em 1897. Em sua homenagem o Largo em frente a Igreja de São Pedro foi denominado de Largo Dr. Pio. 



PARQUE RESIDENCIAL SALGADO FILHO

 

Jornal Rio Grande, 22 de junho de 1957. Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. 

O anúncio no jornal Rio Grande, do dia 22 de junho de 1957, está oferecendo financiamento de casa própria no Parque Residencial Salgado Filho. O slogan é "o bairro de maior futuro da cidade". 

A seta indica um exemplo de casa a ser construída e paga ao longo de 8 anos. Será que alguma destas casas (com um arco que remete ao estilo californiano) ainda existe?

Esta planta do google permite observar a área atual do Parque Residencial Salgado Filho:


https://www.google.com/maps/place/Parque+Res.+Salgado+Filho,+Rio+Grande+-+RS/

SENANDES

Jornal Rio Grande, 22 de junho de 1957. Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. 
 

Os loteamentos e venda de terrenos em Rio Grande, tiveram uma grande expansão nos anos 1950. 

No caso deste anúncio, de junho de 1957, estão sendo vendidos terrenos no Senandes. Água, luz, ônibus e trem fazia parte do pacote de infraestrutura que poderia atrair compradores. 


VILA SÃO JORGE

 

Jornal Rio Grande, 21 de junho de 1957. Acervo: Biblioteca Rio-Grandense. 

Este anúncio, de junho de 1957, divulgava um novo loteamento em Rio Grande. 

Tratava-se da Vila São Jorge localizada próximo ao Aeroporto e à margem da então Avenida Santos Dumont (hoje Avenida Itália). 

Circular por parte desta área é rotina para a comunidade da FURG. O acesso ao Campus é pela Rua Padre Nilo Gollo. A Vila São Jorge faz fronteira com o Campus Carreiros da Furg e também com a Vila Maria. 

Portanto, a urbanização desta região teve início há 67 anos. 

Para ter uma visualização da área, observem este mapa do google:  

https://www.google.com/maps/place/Vila+Sao+Jorge,+Rio+Grande+-+RS/