Recordando... Matéria publicada em O Peixeiro em 22 de fevereiro de 2011.
A proposta deste blog é instigar a leitura, o conhecimento e a investigação dos processos históricos. Livros com temas ligados a História do RS e Hist. do Município do Rio Grande estão disponíveis para leitura ou download. Também serão abordados temas de "História e Terror", "Literatura Fantástica", "Graphic Novel-HQ" etc. Administradora: Rejane Martins Torres. Facebook: Professor Torres
Estou disponibilizando mais um livro que encerrei recentemente. Foi uma viagem a obra de Mary Shelley "Frankenstein".
Esta é a quarta incursão na elaboração de material de referência para iniciar discussões no campo da disciplina “História e Terror” (Cursos de História/FURG).
Depois das abordagens sobre "Os Vampiros Existem" ( 2018), "Carmilla" (2022) e "Raízes da Maldição dos Faraós" (2022) estou publicando mais uma proposta temática: "Frankenstein : raízes históricas".
O objetivo continua ser o de rastrear informações sobre as motivações da escrita de uma obra ou a incursão em uma temática, buscando as influências imanentes ao processo histórico. O conteúdo narrativo da obra e seu impacto literário e no imaginário foi esboçado em suas linhas gerais. Também se investigou a apropriação da obra por outras linguagens como a do cinema e da arte sequencial (HQs).
Para quem já conhece o tema ou que deseja conhecer é uma obra que buscou ser paradidática na escrita. Tanto que a formatação é em powerpoint. Quem puder ler em tela cheia do nootebook terá um bom efeito de leitura. Espero que gostem pois o esforço de aformoseamento foi grande. Deixando claro: tudo foi feito de forma artesanal por um não profissional da diagramação.
Segue o link de acesso:
https://drive.google.com/file/d/1R5_vEMippTYMOD7LJ8GvPLmLwbXNWIi4/view?usp=sharing
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| Fritz, um relógio americano da década de 1870. Acervo: Luiz Henrique Torres. |
Mas questionar a origem, o ano em que foi fabricado e qual o caminho que ele percorreu até ficar naquela parede, pressuponha a busca de sua história, pois ali poderia residir o sentido para sua confecção, comercialização e deslocamento por milhares de quilômetros de distância: do norte dos Estados Unidos para o extremo sul do Brasil.
É emocionante, para o historiador, quando um objeto passa a ter historicidade, ou seja, fazer parte de uma história. E o relógio, apelidado de Fritz, tinha uma história contada que envolvia imigrantes europeus (alemães), norte-americanos em tempos de Industrialização, navios e marinheiros que aportaram no Rio Grande do Sul a partir do Porto do Rio Grande e uma longa viagem de aventuras em espaços luso-brasileiros.
Esta longa viagem recua aos anos de 1870 e busquei, esboçando linhas gerais, traçar a trajetória de um objeto que fazia parte de uma história de grandes dimensões e que modificou o planeta, como nunca ocorrera nos 4 milhões de anos anteriores (desde o surgimento dos hominídeos).
Foram apenas 150 anos necessários para que os ecossistemas e os padrões climáticos começassem a se modificar frente a expansão populacional, os impactos ambientais provocados pelo processo industrial e sua capacidade de poluir em escala cada vez mais ampliada.
Já em 1975 o planeta chegava no nível crítico de emissão de CO2. Quem sabia disso? Eu e Fritz ignorávamos. Mas no presente a informação é disponível e asfixiante porém, parece não ser importante...
Este livro com a história de Fritz eu dei o título de A Longa Viagem de um Relógio. Ele continua meu companheiro e nasceu há 150 anos nos primórdios da Revolução Industrial que se tornará impactante e por isso chega a ser chamada de período pré-grande indústria (na década de 1880 é que iniciam medições de emissões atmosféricas). Ele é um personagem que acompanhou as origens tímidas da produção, do consumo e da conversão da matéria em mercadoria; hoje observa os efeitos da produção industrial desenfreada e do aumento populacional de 1,5 bilhão (1870) para 8 bilhões (2022). Consumidores, em diferentes padrões de consumo, aumentaram mais de 5 vezes no período.
Nunca o planeta sapiens mudou tanto como nos últimos 150 anos. O que aconteceu neste período (em especial, o surgimento de armamento nuclear) e os desafios para os próximos anos/décadas nos colocam numa situação muito difícil: o aquecimento global pode alimentar o enfrentamento/descontrole no uso bélico convencional e nuclear.
Em A Longa Viagem de um Relógio escrevi um pouco sobre esta trajetória da investigação da historicidade de um objeto. Ao fazer isto comecei a flertar que Fritz viveu um momento muito especial da história humana.
Convido a quem quiser conhecer o livro acessar aqui no blog ou pelo link:
https://drive.google.com/file/d/1NhtBO6ks-B1pvs9R-BblA1cIXxuWZoj8/view?usp=sharing
Matéria publicada no encarte cultural O Peixeiro em 25 de janeiro de 2011. Era aniversário do Balneário Cassino.
Recordando...
Matéria publicada em 11 de janeiro de 2011 sobre o "Chalé dos Dois Bicos" na praia do Cassino.
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| Acervo: Luiz Henrique Torres. |
A cena mostra uma mulher coletando água do Rio Nilo e ao fundo, pirâmides em Saqqara a necrópole mais importante de Mênfis. Em Saqqara está a pirâmide escalonada de Djoser a primeira construída no Egito. O arquiteto que a projetou foi Imhotep aproximadamente em 2.630 a.C. O aprendizado com esta pirâmide de Djoser pode ter sido o referencial técnico para o surgimento das grandes pirâmides de Gizé (Quéops, Quéfren e Miquerinos).
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| Acervo: Luiz Henrique Torres. |
Verso do cartão-postal de 13 de outubro de 1900 com um selo clássico do Egito mostrando a esfinge e a pirâmide em Gizé. O cartão foi enviado do Cairo para Paris.
Herbert Spencer esteve em Pelotas em 1882 e deixou um registro do que observou nas charqueadas. Um destes apontamentos é reproduzido a seguir e foi obtido no livro Do Rio de Janeiro a Cuiabá: notas de um naturalista. São Paulo: Companhia Melhoramentos, 1922.
Encontrei alguns recortes dos anos de 1892-1895, referente a Fábrica União Fabril (Rheingantz) e a empresa de Emilio de Barros & C. (representante da União Fabril no Rio de Janeiro).
A capital federal era um centro consumidor fundamental no mercado têxtil brasileiro e ditava modas e consumos.
No Egito, a emissão de selos teve início em 1866. No ano de 1872 foi lançada uma coleção com seis valores mostrando uma das áreas mais divulgadas do mundo: a esfinge e a grande pirâmide no Planalto de Gizé.
Os detalhes da lua e da estrela é uma simbologia do Império Turco que controlava o Egito na época.
São 150 anos desta emissão filatélica.
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| Acervo: Luiz Henrique Torres. |