História e Historiografia do RS

terça-feira, 31 de março de 2026

EXPOSIÇÃO UNIVERSAL DE 1900

 

https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=829625&id=3138604789545&pagfis=108

O Almanach para 1896 (Paris), traz uma matéria sobre os preparativos para a Exposição Universal de 1900

A Exposição foi um marco referencial no projeto de modernidade e ocorreu em Paris entre 14 de abril a 12 de novembro de 1900. Inovações tecnológicas foram apresentadas na vasta área organizada que recebeu 50 milhões de visitantes. 

Abaixo, o Plano Geral de 1896 previsto para a Exposição:


https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=829625&id=3138604789545&pagfis=108

Abaixo, vista panorâmica da área efetivamente ocupada pela Exposição Universal de 1900:

Por Lucien Baylac (1851–1913). Divisão de Gravuras e Fotografias da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=18094947.


segunda-feira, 30 de março de 2026

NAVEGAÇÃO A VAPOR (1894)

 

https://memoria.bn.gov.br/DocReader/docreader.aspx?bib=829684&pesq=&pagfis=59

O Almanach Popular Brasileiro para o ano de 1894 (Livraria Universal - Pelotas e Porto Alegre) publicou informações sobre a Navegação a Vapor entre o Rio Grande do Sul, Estados do Norte do Brasil e Montevidéo. Também entre o Rio Grande do Sul, Estados do Norte e Europa. 

A circulação de mercadorias e passageiros era realizada por embarcações que percorriam rotas marítimas, lagunares e fluviais. As cidades portuárias tinham um destaque por serem pontos de referência neste modal de transporte. No Rio Grande do Sul, destacavam-se Rio Grande, Porto Alegre e Pelotas. 

Neste ano de 1894, foram citadas oito empresas que realizavam transporte por vapores: Lloyd Brazileiro,  Companhia Nacional de Navegação Costeira, Companhia Norte e Sul, Companhia Carioca, Companhia Pernambucana de Navegação Costeira, Companhia Brazil Oriental e Diques Flutuantes, Companhia de A.C. Freitas e Hamburg Suedamerikanische. 

domingo, 29 de março de 2026

MATERIAL DE PHOTOGRAPHIA EM 1914

 

Almanak Literário e Estatístico do Rio Grande do Sul para 1914. https://memoria.bn.gov.br

Anúncio de venda de material fotográfico pela Livraria Americana (Secção Photographia). 

A casa comercial tinha endereço na Rua Marechal Floriano n.100 na cidade do Rio Grande. 

A última frase do anúncio chamou a atenção: "fornece-se catálogos a quem os pedir". Para obter maiores informações técnicas e de preços destes produtos, acabei de fazer o pedido de um Catálogo de Photographia do ano de 1914.  

CABELEIREIROS NA RUA DO OUVIDOR (1859)

 

Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro para 1859.  https://memoria.bn.gov.br/

Em 1822, foi fundada no Rio de Janeiro, a empresa Alexandre & Francisco Desmarais - Cabeleireiros da Casa Imperial. 

Os empresários eram proprietários de uma casa comercial em Paris de onde procediam os produtos vendidos na Rua do Ouvidor. A localização era das mais desejadas para o comércio sofisticado na Corte do Império do Brasil: 

"A grande artéria da cidade no século XIX era a Rua do Ouvidor. Ela foi o ensaio para a introdução da modernidade europeia na cidade e as marcas das tradições e cultura francesas. Ali se concentrava uma cadeia de comércio, com lojas de moda, livrarias, cafeterias e demais negócios, incluindo as redações de jornais. A Rua do Ouvidor integrava o centro urbano do Rio junto à Rua Direita (atual 1° de Março) e o Largo do Carmo (atual Praça XV) e, desde a sua construção, a via teve vários nomes: Desvio do Mar, Rua do Gadelha, de Aleixo Manuel, do Barbalho, de Santa Cruz, da Quitanda, do padre Homem da Costa e da Sé Nova, até se tornar, por volta de 1780, Rua do Ouvidor. Seu nome atual é uma homenagem ao Dr. Francisco Berquó da Silveira, ouvidor da comarca do Rio de Janeiro que chegou de Lisboa em 1780 e foi morar em um sobrado na rua, que até aquele momento era conhecida como “Rua do padre Homem da Costa”. A literatura foi a que mais propagou a grandeza e suntuosidade da rua, a despeito de ser muito estreita, quase um beco. Machado de Assis e Joaquim Manuel de Macedo escreveram sobre as delícias das livrarias, cafés e confeitarias. Quando pensaram em alargá-la, Machado de Assis protestou, dizendo que a melhor delícia da largura da rua era poder tomar um café numa confeitaria e comer um doce em outra só esticando os braços. Luís Edmundo, em O Rio de Janeiro do Meu Tempo, faz um relato detalhado do que nela existia, loja por loja. Era a grande galeria a céu aberto da cidade. Intelectuais, artistas, empresários, jornalistas, todos se encontravam na via. Para Joaquim Manuel de Macedo (1963, p.9), ela era: “[…]a mais passeada e concorrida, e mais leviana, indiscreta, bisbilhoteira, esbanjadora, fútil, noveleira, poliglota e enciclopédica de todas as ruas[…]”.

No final do século XIX, o cenário das lojas na Rua do Ouvidor remetiam a Paris e, também, à sensação de civilização e progresso. O viajante alemão Ernst Ebel apresenta a sua visão deste logradouro: “Ao entrarmos, porém, na Rua do Ouvidor, acreditamo-nos transportados para Paris, porque nela se estabeleceram os franceses e, na verdade, com aquela elegância que lhes é peculiar.” https://riomemorias.com.br/memoria/rua-do-ouvidor/#:~:text=A%20grande%20art%C3%A9ria%20da%20cidade,incluindo%20as%20reda%C3%A7%C3%B5es%20de%20jornais.

sábado, 28 de março de 2026

IGREJA DO CONVENTO DE S. BENTO (1856)

 

https://www.brasilianaiconografica.art.br/obras/18077/igreja-do-convento-de-s-bento

Gravura do ano de 1856 autoria do desenhista e gravador Pieter Godfried Bertichen em edição da Litografia Imperial de Rensburg (Rio de Janeiro). 

A imagem mostra o interior da Igreja do Convento de S. Bento no centro do Rio de Janeiro. 

O Mosteiro/Convento de São Bento foi fundado pela Congregação Beneditina de Portugal no ano de 1590. A Igreja atual foi inaugurada em 1641 e se constitui num dos principais monumentos da arte colonial no Brasil. O estilo interior é o barroco com detalhes em ouro e as pinturas do teto retratam a vida de São Bento de Núrsia (480-547 d.C.). 





DOCA DO MERCADO (1928)

 

https://www.bvcolecionismo.lel.br/peca.asp?Id=7263721

Cartão-postal do Editor Pitombo Lima (Rio Grande) circulado entre 1928-1930. 

A Doca do Mercado está repleta de veleiros que trazem a produção de hortifrutigranjeiros das Ilhas e a produção colonial/artesanal dos municípios vizinhos da cidade do Rio Grande. Em especial, destaque aos veleiros vindos de São Lourenço do Sul. Parte da comercialização era realizada no Mercado Público da cidade do Rio Grande que era muito frequentado pela população por ser o Supermercado da época em que só havia pequenos mercados.  

Produtos coloniais que chegavam a cidade também tinham o objetivo do embarque em navios que conectavam outros portos/cidades brasileiras onde seriam comercializados. 

sexta-feira, 27 de março de 2026

VARIG (1953)

 

https://www.albertolopesleiloeiro.com.br/peca.asp?Id=22705145

https://www.albertolopesleiloeiro.com.br/peca.asp?Id=22705145


Bilhete de Passagem e Nota de Bagagem da S.A. Empresa de Viação Aérea Rio-Grandense - VARIG

Trata-se de passagens aérea ida e volta de Porto Alegre para Cruz Alta. Ida no dia 5 de junho e retorno no dia 6 de junho de 1953.  

quinta-feira, 26 de março de 2026

ARTE FARROUPILHA (1935)

 

https://www.albertolopesleiloeiro.com.br/peca.asp?Id=27019842

Apólice da Prefeitura Municipal de Porto Alegre no valor de 50$000 réis datada de 8 de julho de 1935. 

Me chamou a atenção a qualidade da arte que destaca três cavaleiros seminus numa carga vibrante de cavalaria. Abaixo,  os navios farroupilhas sendo carregados pelos campos por parelhas de bois. 

São cenas da Revolução Farroupilha que estava completando seu centenário, com grandes festejos, no ano de 1935. 

VAPORES FRANCESES (1884)

 

Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro para 1884. https://memoria.bn.gov.br/

A Société Générale de Transports Maritimes à Vapeur de Marseille foi fundada em 1865 e foi extinta em 1974. 

Os navios a vapor, duas vezes por mês, "faziam viagens rápidas entre a Europa e a América do Sul". O "rápido" era 20 dias de viagem no ano de 1884. 

Do Rio de Janeiro, os navios partiam nos dias 9 e 24 para a Europa e nos dia 4 e 20 para o Rio da Prata (Montevidéo e Buenos Aires). 

quarta-feira, 25 de março de 2026

CATÁLOGO DA LIVRARIA UNIVERSAL (1897)

 

https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=829684&id=023501252863&pagfis=601

Almanach Popular Brazileiro para 1897 (Livraria Universal - Pelotas e Porto Alegre).

Catálogo Resumido dos artigos à venda na Livraria Universal de Echenique & Irmão (Pelotas e Porto Alegre). 

Em apenas uma página, podemos ter uma ideia do que era vendido num estabelecimento deste ramo no ano de 1897. 

Percebe-se que não era apenas livros e papel de escritório os artigos comercializados numa livraria. 

terça-feira, 24 de março de 2026

PANORÂMICA DE RIO GRANDE NA DÉCADA DE 1920

 

https://www.albertolopesleiloeiro.com.br/peca.asp?Id=28581801

Cartão-postal fotográfico do Editor José Regina, cerca de 1925-1928. 

Este cartão duplo mostra o panorama do lado leste da cidade do Rio Grande. 

Pela posição, a fotografia deve ter sido realizada da torre do prédio da década de 1890 que atualmente sedia a Polícia Federal. 

A rua, na parte central do cartão, é a General Osório. No lado direito, está a Rua Comendador Pinto Lima. 

No recorte, a seguir, se observa iates no Cais do Mercado Público e parte deste prédio. A torre da Alfândega é visível. 

https://www.albertolopesleiloeiro.com.br/peca.asp?Id=28581801

Neste recorte, no lado esquerdo, está o Quartel General. Na parte central, as duas torres da Igreja de São Pedro são vistas na linha do telhado do prédio em branco - o Clube Caixeiral. 

https://www.albertolopesleiloeiro.com.br/peca.asp?Id=28581801

segunda-feira, 23 de março de 2026

ALEXANDRIA (1908)

https://i.pinimg.com/1200x/79/53/d5/7953d54cc7736595483cf129ce30fb72.jpg

 Card editado pelo extrato de carne Liebig em 1908. 

O tema é o Egito e são mostradas algumas moedas, uma vista do Porto de Alexandria e um Palácio com harém em Alexandria. Os turcos otomanos, islâmicos, controlaram o Egito entre 1517 a 1914.

Alexandria foi fundada por Alexandre, o Grande, em 332 a.C. e se tornou um centro comercial fundamental no Mar Mediterrâneo. Foi um lugar de destaque na educação e na ciência grega. Nesta cidade, São Marcos proclamou pela primeira vez o evangelho cristão. 
  

domingo, 22 de março de 2026

A ESTIAGEM NA LAGOA DAS NOIVAS

Interior seco da Lagoa das Noivas. Luiz Henrique Torres, 18-03-2026. 

Quem mora na área urbana acaba até ignorando os efeitos da estiagem que está ocorrendo no município do Rio Grande. 

Ao transitar na área rural se observa os pequenos açudes ou poços que secaram devido a falta de chuva e ao sol intenso que acelera a evaporação. 

Um local crítico para observar o efeito da estiagem é na Lagoa das Noivas na Ilha dos Marinheiros.  

No dia 18 de março a Lagoa se encontrava totalmente seca! 

A Lagoa das Noivas tem cerca de 3,5 km de extensão por aproximadamente 600 metros de largura média. Considero uma profundidade média de 1 metro: o resultado são aproximadamente 2,1 bilhões de litros de água! Ou seja, cada morador do planeta Terra (que hoje é de 8 bilhões de pessoas), poderia beber um copo de 250ml para que a água da Lagoa esgotasse. 

Nos últimos seis meses, em cinco deles, Rio Grande registrou uma redução nas chuvas que chega a 40% que a média histórica. A EMATER já está calculando os prejuízos nas lavouras de grãos do Rio Grande do Sul com quebras significativas na soja e milho.   

As fotografias foram realizadas dentro da Lagoa das Noivas e mostram a amplidão da área que está seca: 

No interior da Lagoa onde a água chegava a 1,5 metros de profundidade. Acervo: Luiz Henrique Torres. 




Patas das aves no barro. 



Vista da Lagoa a partir das dunas. 

ARMAZENS RAMALHETE

 

https://www.filatelicajungesleiloes.com.br/peca.asp?Id=27194630

Cartão dos Armazens Ramalhete na cidade do Rio Grande cerca de 1905-1910. 

A casa comercial foi fundada em 1880 e desenvolveu estratégias para atrair clientela por meio de anúncios em jornal (agressivos em relação a concorrência) e até com este cartão mostrando a fachada do prédio localizado na Rua Benjamin Constant esquina com 20 de Fevereiro (atual Rua Luiz Loréa). Cartão comercial que poderia ser utilizado como postal não era uma estratégia comum na cidade. 

Cuidados foram tidos até para a fotografia: colocaram várias pessoas em poses para dar a noção de frequência no Ramalhete que vendia confecções, miudezas e vasta gama de produtos. 


https://www.filatelicajungesleiloes.com.br/peca.asp?Id=27194630

SELOS RIO GRANDE DO SUL (1876)

 

https://leiloes.filatelicabh.com.br/peca.asp?Id=21168732

Observamos dois selos D. Pedro II barba branca percê emitidos a partir de julho de 1876. 

O carimbo RIO GRANDE DO SUL corresponde ao correio da cidade do Rio Grande. A data que circulou a correspondência não foi identificada. 

sábado, 21 de março de 2026

CARTÃO E SELOS

 

https://www.delcampe.net/en_GB/collectables/postcards/brazil/other/carte-gaufree-affonso-penna-presidente-nilo-pencanha-vice-presidente-representation-de-timbres-2423564193.html

Cartão-postal destacando o Presidente Afonso Pena (governou entre 1906-1909) e o Vice-Presidente Nilo Peçanha (assumiu a presidência entre 1909-1910). 

Selos da série Alegorias Republicanas (impressos pelo American Bank of Note) foram reproduzidos. Estes selos foram lançados em 1906. 

Data hipotética de lançamento do cartão: 1908. 

sexta-feira, 20 de março de 2026

ESTABELECIMENTO GRÁFICO V. STEIDEL & C. (1896)

 

https://memoria.bn.gov.br/DocReader/docreader.aspx?bib=829625&pesq=&pagfis=224

Anúncio no Almanach (Paris) de 1896. 

Trata-se do Estabelecimento Gráfico e Litográfico de V. Steidel & C. na cidade de São Paulo. 

Este Almanach francês era importado e vendido em cidades brasileiras. Isto explica o fato de anúncios de empresas do Brasil serem aí publicados. 

Victor Vergueiro Steidel era filho de imigrante alemão radicado em São Paulo. Victor estabeleceu sua gráfica no Largo Municipal com destacada produção gráfica. Foi um dos pioneiros dos cartões-postais no Brasil tendo produzido uma série de 27 postais de São Paulo no modelo Gruss aus hipoteticamente editados em agosto de 1897. 

Exemplo de um dos cartões da série lançada por Steidel:

https://www.bvcolecionismo.lel.br/peca.asp?ID=7640779

quinta-feira, 19 de março de 2026

LINHA RIO GRANDE A BAGÉ (1894)

 

https://memoria.bn.gov.br/DocReader/docreader.aspx?bib=829684&pesq=&pagfis=65

Almanach Popular Brasileiro para o ano de 1894 (Livraria Universal - Pelotas e Porto Alegre)

A Estrada de Ferro com a Linha Rio Grande a Bagé foi inaugurada em 1884. 

Uma década após, podemos observar o preço das passagens, as estações e os horários do trem que partia da Estação Marítima (em Rio Grande), de segunda a sábado às 7 horas da manhã e chegava a Bagé às 17h15. Portanto, eram cerca de dez horas de viagem para percorrer cerca de 200 quilômetros. Isto não significa que o trem tinha a velocidade máxima de 20km/h e sim, que eram muitas estações de parada para movimentação de passageiros e cargas.

quarta-feira, 18 de março de 2026

PELOTAS NA EXPOSIÇÃO DE 1901

 

https://www.filatelicajungesleiloes.com.br/peca.asp?Id=27381492

Cartão-postal do Atelier Huhnfleisch com manuscrito de 15 de maio de 1901. 

Este é o pavilhão da cidade de Pelotas na Exposição Agropecuária e Industrial do Rio Grande do Sul de 1901 realizada em Porto Alegre. 

A exposição foi inaugurada em 24 de fevereiro no atual Parque Farroupilha. Foi encerrada em 2 de junho e o público circulante foi de 670 mil pessoas. Sessenta municípios e 2.200 expositores participaram. 

ATELIER FONTANA & IRMÃO

 

https://www.avenidalivros.com.br/peca.asp?ID=17233932&ctd=492

https://www.avenidalivros.com.br/peca.asp?ID=17233932&ctd=492

Carte de visite do Atelier Fontana & Irmão da cidade do Rio Grande mostra um casal posando para a fotografia. Datação hipotética: década de 1890. 

Atelier Fontana, estabelecidos em Rio Grande no ano de 1882,  é um dos mais renomados retratistas estabelecidos na cidade desde a década de 1840. Inúmeras fotografias mostrando vistas da cidade (ruas e prédios) e do balneário Cassino foram realizadas por este Atelier fotográfico.  

terça-feira, 17 de março de 2026

CARTÃO-POSTAL DE ITAJAÍ (1908)

 

https://www.filatelicajungesleiloes.com.br/peca.asp?ID=27936943&ctd=490

A utilização da bandeira nacional e de selos foi comum em algumas séries de cartões-postais dos primórdios dos 1900. 

Neste cartão editado por Eugen Currlin de Blumenau, observamos um detalhe a mais: uma cena da Rua Dr. Lauro Müller em Itajaí (Santa Catarina). 

O manuscrito do cartão nos indica a data de circulação do postal que tinha por destino Hamburgo (Alemanha): 9 de abril de 1908. 

Os selos que aformoseiam o cartão circularam a partir de 1894 numa série chamada Madrugada Republicana

domingo, 15 de março de 2026

OLAVO BILAC (1894)

 

https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=829684&id=023501252863&pagfis=193

Almanach Popular Brasileiro para 1894 (Livraria Universal - Pelotas e Porto Alegre).

A Ronda Noturna é um poema de Olavo Bilac que leva a imaginação do leitor para uma noite tormentosa, a voz do vento e o silêncio no interior de um convento. 

ESCULTOR TEIXEIRA LOPES (1931)

 

https://www.albertolopesleiloeiro.com.br/peca.asp?Id=21717352

Verso de um cartão-postal das Edições Latina-Postales D'Arte da cidade de Porto, Portugal. 

O destaque neste cartão com um selo português e carimbo com a data de 25 de outubro de 1931 é a dedicatória e assinatura do escultor Antonio Teixeira Lopes (1866-1942). 

Na cidade do Rio Grande, poucos conhecem este nome. Mas a maioria conhece uma obra de sua autoria. 

Trata-se do monumento túmulo a Bento Gonçalves da Silva na Praça Tamandaré que foi confeccionado em Portugal e inaugurado em 1909. 

Os dois leões em luta são uma das referências públicas mais lembradas pelos moradores e visitantes.  

A CENTRALIDADE URBANA

 

https://www.bvcolecionismo.lel.br/peca.asp?Id=11249911

Cartão-postal fotográfico com uma vista aérea da área central da cidade do Rio Grande

A empresa paulista Foto-Postal Colombo realizou voos e documentou a urbanidade no final da década de 1950. 

Em primeiro plano se observa o prédio da Alfândega e ao seu lado o edifício da Câmara do Comércio. Na sequência o Mercado Público e a Biblioteca Rio-grandense

A Praça Xavier Ferreira é a centralidade urbana: à esquerda está sua face com a Rua Marechal Floriano e à direita com a Rua General Osório.  

O cartão está datado de 4 de junho de 1961. 

sábado, 14 de março de 2026

IMIGRAÇÃO NO RIO GRANDE DO SUL (1891-1893)

 

Almanach Popular Brazileiro para 1894 (Livraria Universal, Pelotas e Porto Alegre).
https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=829684&id=023501252863&pagfis=164

A imigração marcou o povoamento e urbanização de muitas regiões do Rio Grande do Sul desde os tempos da Capitania e depois Província do Rio Grande de São Pedro. 

Em meados dos 1700 foram os açorianos; a partir de 1824 os alemães; a partir de 1875 os italianos; além de portugueses, espanhóis, franceses, ingleses, austríacos e várias outras nacionalidades/etnias. 

Em 1891 entraram no Rio Grande do Sul 24.325 imigrantes. Em 1892 foram 8.626. 

No primeiro semestre de 1893 foram 2.190 imigrantes sendo 1.035 italianos, 765 austríacos, 136 espanhóis, 92 alemães, 73 portugueses, 17 franceses, 5 belgas, cinco americanos do norte etc. 

Nesta leva de 1893 a maioria dos imigrantes eram do sexo masculino, religião católica, solteiros, maiores de 12 anos e agricultores. 

O destino da maioria era Porto Alegre 1.936, Rio Grande 195, Pelotas 43 e Bagé 16. 

Como 1.756 se declararam agricultores e a maioria são italianos, hipoteticamente, Porto Alegre deve ter sido um ponto de passagem para avançar para a Serra Gaúcha onde as colônias de imigração italiana entre Bento Gonçalves, Caxias e Garibaldi estavam num crescendo populacional e de expansão da fronteira agrícola. 

sexta-feira, 13 de março de 2026

LICANTROPIA NAS FONTES GRECO-ROMANAS

 


Divulgo a publicação do meu artigo "Raízes Históricas da Licantropia: as fontes greco-romanas" que faz parte da coletânea da Coleção Documentos 138 - "Múltiplos Estudos de Natureza Histórica" (2026). 

O livro pode ser acessado no endereço: file:///C:/Users/Luiz%20Henrique%20Torres/Downloads/COLE%C3%87%C3%83O%20DOCUMENTOS%20138.pdf

OS LOBOS NA FRANÇA (1896)

 

https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=829625&id=3138604789545&pagfis=190

Os Lobos fazem parte do imaginário francês devido aos inúmeros registros de ataques contra aldeões ou até em áreas urbanas como Paris. A crença supera inclusive a História Natural e transcende, em alguns períodos, para o caráter sobrenatural dos ataques estarem ligados a lobisomens - humanos que se transformaram em lobos agressivos e fortes. 

Esta matéria publicada no Almanach (Paris) para 1896 faz referência a uma lei francesa de 1882 que concede recompensa para quem matar lobos. O objetivo era levar a espécie ao extermínio. Em 1891 foram mortos 1.316 lobos e o Estado francês pagou mais de 104 mil francos aos caçadores. A queda no número da espécie fez com que em 1894 apenas 404 lobos foram mortos evidenciando a rápida redução da espécie. 

A matéria destaca que em breve, os Lobos poderiam ser apenas memória.